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Restaurantes de Curitiba, como o Bobardí, usam energia sustentável da COGECOM.| Foto: Gerson Lima/Divulgação

Que estabelecimento comercial não quer ter desconto na conta de energia e ainda ajudar o meio ambiente? Foi com esses dois propósitos em mente que os engenheiros Carlos Eduardo Furquim e Roberto Corrêa buscaram uma solução que permitisse que empresas não apenas escolhessem de onde viria sua energia elétrica, mas que também economizassem na conta de luz e permitisse impactar de forma positiva a natureza. Assim surgiu a COGECOM, a Cooperativa de Geração Compartilhada de Energia Elétrica, criada pelos empresários, em 2016, com sede em Curitiba.

A COGECOM atende mais de cinco mil clientes por mês, gerando quatro gigawatts de energia a partir de fontes de energia renovável. Sendo que a empresa é a primeira do Brasil a oferecer o modelo de geração de energia compartilhada regulamentado pela ANEEL em 2015. Esse sistema cresce de forma exponencial também em outros países.

Através da COGECOM o cliente acessa energia produzida por diversas usinas de forma renovável e mais barata. “É um sistema ganha-ganha, tanto para a natureza quanto para o cooperado, que recebe energia limpa e mais barata sem precisar fazer investimentos em estrutura local”, explica Carlos Eduardo.

A empresa atende empreendimentos de diversos setores de comércio e serviços, entre eles de alimentação e gastronomia como panificadoras, mercados e restaurantes. Esses são um dos nichos mais fortes dentre os cooperados, que tem como clientes estabelecimentos de mais de 200 restaurantes renomados de Curitiba, entre eles: Bobardí, Barolo, Madero, Babilônia Gastronomia, Carlo.

A COGECOM é uma das empresas patrocinadoras do Prêmio Bom Gourmet. Veja como será a premiação que vai retratar o cenário da gastronomia 2020/2021.

Entre as diversas formas de geração, uma delas emprega a força da correnteza do rio para movimentar as turbinas que geram energia. Diferentemente das usinas hidroelétricas tradicionais, as usinas da COGECOM não usam um extenso reservatório de água e, por isso, evitam o alagamento de grandes áreas. Como apenas uma parte da água é desviada para alimentar a turbina, o rio continua vivo, preservando a vida aquática ali presente.

A cooperativa também agrega usinas solares e de biodigestão. Nessa última modalidade, a energia vem da decomposição de matéria orgânica, a chamada biomassa. Na usina localizada em Castro, no Paraná, as bactérias “comem” uma série de resíduos orgânicos úmidos e geram gases que alimentam as turbinas responsáveis por gerar a energia. Esse processo também produz fertilizantes, que são utilizados na agricultura.

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A produção de energia pela usina de biodigestão também gera fertilizantes e gás carbônico, que é usado pela indústria alimentícia. | Divulgação

Por reunir diversas usinas sob o mesmo propósito, a COGECOM descentraliza a produção de energia e contribui para uma melhor distribuição de renda, já que emprega vários microempreendedores ao invés de um único. Os estabelecimentos cooperados economizam até 20% em suas faturas de energia e a empresa calcula que em seus cinco anos de existência já proporcionou uma economia de R$ 5 milhões a seus clientes. A maior parte dos cooperados está no Paraná, porém a empresa também atua em Santa Catarina e tem planos de se expandir para Goiás, Mato Grosso e São Paulo.

Conexão fortalecida

E foi justamente durante a pandemia que a relação entre os estabelecimentos gastronômicos e de alimentação e a COGECOM se fortaleceu mais ainda. Os diretores da empresa acompanharam de perto as angústias de um dos setores que mais sofreu com as restrições de circulação, vendo donos de restaurantes tradicionais se esforçarem para não fecharem as portas.

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Carlos Eduardo Furquim e Roberto Corrêa são os idealizadores da primeira empresa do Brasil a usar o modelo cooperativista para a geração de energia. | Divulgação

Nesse período tão difícil, Carlos Eduardo e Roberto acreditaram na recuperação das empresas que passaram por dificuldades financeiras em 2020 – uma maneira de devolver o voto de confiança que a COGECOM recebeu desses parceiros quando a empresa ainda estava iniciando seus serviços. Roberto conta que “foi um ano de muitas incertezas, mas a cooperativa não parou com sua produção sustentável e econômica, alimentando seus cooperados com a energia necessária para voltarem a brilhar”.

Além disso, a empresa também ajudou a cidade de Carambeí, onde fica sua primeira usina, doando três meses de energia às escolas, unidades de saúde e bibliotecas da cidade, o que contabilizou mais de R$ 50 mil em energia.

Mas mesmo antes da pandemia a COGECOM também já produzia um tipo de energia que vai além de qualquer eletricidade. Estamos falando daquela energia que alimenta os sonhos. Além de abrir uma empresa que atende o público diretamente, seus fundadores sempre tiveram em mente a criação de algo maior que a cooperativa, por meio de ações que pudessem transformar ativamente a sociedade.

Por isso, eles investiram no projeto COGECOM ENDURANCE, que incentiva a educação ativa de crianças, oferecendo oficinas em instituições parceiras, com a finalidade de formar indivíduos que se entendam agentes de mudança. Com um método reconhecido internacionalmente em países como a Suíça e premiado na ONU. Nas palavras de Roberto, “a intenção é formar indivíduos conscientes que tenham uma visão de mundo ampla e que pavimentem o caminho para um futuro melhor, assim como a COGECOM vem fazendo através da geração de energia sustentável”.

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O principal objetivo do projeto Endurance é formar indíviduos com responsabilidade social. Foto: Divulgação COGECOM/ABIS.| Divulgação COGECOM/ABIS.

A iniciativa teve origem no projeto do empreendedor social Daniel Zardo e foi abraçada pela COGECOM, com o intuito de colocar os pequenos em campo para aprenderem sobre finanças, gestão da emoção, empreendedorismo e finanças, entre outros temas, por meio da interação direta com empresas.

O slogan da empresa é a “energia de quem pensa”. Precisamos dizer algo mais?

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