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Burocracia

Empréstimos para financiar capital de giro chegaram a apenas dois em cada dez negócios

  • 24/08/2020 16:23
Restaurante fechado
Empresários que não conseguiram recursos públicos tiveram de fechar as portas ou se financiar com capital próprio.| Foto: Unsplash

Uma pesquisa realizada pelo Sebrae em parceria com a Associação Brasileira de Bares e Restaurantes (Abrasel) revelou que o setor de alimentação fora do lar é mais afetado pela pandemia do coronavírus que a média nacional de outros segmentos da economia. De acordo com dados divulgados nesta segunda (24), apenas dois em cada dez empreendedores conseguiram algum recurso do Governo Federal ou dos bancos privados para financiar o capital de giro – o que já levou ao fechamento definitivo de quatro em cada dez bares e restaurantes de acordo com a Associação Nacional de Restaurantes (ANR).

Enquanto isso, 85% dos estabelecimentos que conseguiram se manter em pé operando por delivery ou presencialmente tiveram as contas profundamente afetadas, um índice maior que a média nacional de 81% de outros segmentos da economia. Isso porque o setor de alimentação fora do lar é formado majoritariamente por Microempreendedores Individuais (MEIs), micro e pequenas empresas que não conseguem preencher a toda a burocracia para ter acesso às linhas de crédito.

A pesquisa do Sebrae, realizada com aproximadamente 1,2 mil empresários de Norte a Sul do país, revelou que mais da metade deles (56%) precisou buscar empréstimos para manter a operação em pé. Para quem não conseguiu, a saída foi fechar as portas ou se financiar com capital próprio.

“Temos aí pelo menos três em cada dez que não conseguem mais retornar ao mercado, e os demais continuam na expectativa de conseguir alguma coisa dos R$ 18 bilhões que o Governo Federal liberou para a segunda fase do Pronampe (Programa Nacional de Apoio às Microempresas e Empresas de Pequeno Porte)”, explica Paulo Solmucci, presidente nacional da Abrasel.

Ele destaca que a primeira fase do programa, que liberou R$ 15,9 bilhões em junho, atendeu a contento ao setor produtivo. Mas, como eram muitas empresas necessitadas, os recursos acabaram pulverizados.

Sem dinheiro

Um dos que não conseguiram ter acesso à primeira fase do Pronampe foi o empresário curitibano Iron Mendes, sócio e CEO da cervejaria Maniacs Brewing. Ele conta que tirou dinheiro do bolso com os outros investidores para não demitir ninguém e nem paralisar as atividades.

“Tentamos os empréstimos da Fomento Paraná, do Pronampe, entre outros, e nenhum deu certo. Alguns por questões burocráticas, e outros porque o dinheiro chegava e já acabava por causa da quantidade de pedidos. O máximo que se consegue é empréstimo normal de 1,5% a 2% de juros ao mês, isso é inviável”, conta.

A saída foi colocar parte dos funcionários nas medidas de proteção e renda do Governo Federal e partir para novos canais de venda. Com os bares fechados praticamente em todo o país, a Maniacs levou as cervejas para o offtrade e ampliou a presença de 55% para 90% do faturamento.

O receio dele era de engrossar a estatística de mortalidade do segmento, um dos mais afetados do setor de alimentação fora do lar. Estimativa da Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva) apontou que quase a metade delas não deve sobreviver até o final do ano.

Carlos Melles, presidente do Sebrae, considera que tanto os médios quanto os pequenos empresários enfrentam uma burocracia muito grande para ter acesso ao crédito. Para ele, além de manter os negócios em pé, os recursos ajudariam ainda a melhorar a gestão e encontrar novas saídas para estes estabelecimentos.

“Precisamos ampliar o acesso a crédito para que esses pequenos negócios consigam equilibrar o fluxo de caixa e contribuir para se adaptarem à forte demanda de digitalização verificada na pandemia”, diz.

O levantamento do Sebrae com a Abrasel aponta ainda que as empresas de alimentação fora do lar demitiram proporcionalmente mais (12%) do que os demais setores (9%). Segundo a ANR, foram 1,5 milhão de trabalhadores do segmento, de um total de seis milhões de empregados.

Otimismo

A volta gradual do movimento aos bares, lanchonetes e restaurantes já traz um pouco mais de otimismo aos empreendedores do setor. A pesquisa do Sebrae com a Abrasel revelou que 71% dos negócios já conseguiram retomar mais de ¼ das vendas em julho, contra 46% no mês anterior.

E que 38% dos empresários planejam investir em novos serviços aos negócios nos próximos seis meses, além de um intenso trabalho em marketing (29%) para retomar a confiança dos consumidores.

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