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Indústria de alimentos
A indústria de alimentos se viu na necessidade de construir novos elos na cadeia do food service.| Foto: Arno Senoner/Unsplash

O alimento é a maior rede de conexão que temos no mundo. A partir dele trocamos, aprendemos, ofereceremos carinho, hospitalidade, nos reunimos, incluímos e excluímos pessoas. Sim a exclusão de pessoas é real! Até 2050 seremos 9 bilhões de pessoas no mundo e a falta de alimento nos preocupará mais do que qualquer pandemia.

Não precisamos esperar faltar, temos que considerar novas formas de nos alimentarmos. Somente novos hábitos poderão dar conta de suprirmos a necessidade de nutrir tantas pessoas ao longo do tempo segundo a cientista Renata do Nascimento, que é especialista em plant based e atua na Seara Alimentos.

Também nessa direção, o chef Renato Caleffi, do Le Manjue Organic e Le Manjue Café, grande promotor da culinária orgânica e boa alimentação, fala sobre a importância de nos aprofundarmos nos biomas brasileiros e ampliarmos o consumo de PANCS (Plantas Alimentícias Não Convencionais), das quais muitos de nós se furtam a experimentar. Renato ainda sugere às indústrias o aproveitamento integral de alimentos, por exemplo, ramas de cenoura como tempero.

O fato do serviço de delivery de alimentos ter sido exponenciado durante a pandemia é quase um senso comum entre os operadores do segmento, até porque era o único canal permitido em muitas cidades do país. Porém Ely Mizrahi, presidente do Instituto Food Service Brasil (IFB) sinaliza que, com a reabertura das operações, a queda do delivery vem acontecendo, mas não deverá chegar às bases anteriores à pandemia. Porém, criará uma profusão de oportunidades para negócios como Cloud Kitchens (ou dark kitchens) puras e pivotagem de modelos de marcas consagradas. Ou seja, novos canais tendem a se acelerar.

A visão da indústria de alimentos por German Carvallo, business executive officer da Nestlé Professional Brasil, e Thiago Teodoro, head of sales e trade marketing da Cargill, destacam a preocupação e empenho em oferecer soluções para acelerar a recuperação do setor de foodservice no Brasil.

German sinalizou que a combinação Marca Forte e Segurança Alimentar são altamente valorizados pelo consumidor, e a Nestlé tem usado sua fortaleza em branding e produto e apoiar a construção de elos entre seus clientes e os consumidores deles. Ainda, a tecnologia é um caminho sem volta e ilustrou como assistentes digitais são um passo evolutivo na relação com clientes.

Thiago destaca a postura da Cargill em combinar o profundo entendimento do negócio do parceiro através de produtos que otimizam a performance da operação e contribuem para maior qualidade no produto final aliados à aceleração de soluções como apoio técnico e lançamentos como a Levia+C. Ou seja, não é olhar o quanto o cliente compra, mas pensar no quanto juntos podem somar e oferecer o melhor aos consumidores otimizando as margens do negócio.

Rodrigo Andrade, diretor de foodservice da Linx, falou do foodservice omnichannel e lembrou que é altamente pulverizado, e que há uma caminhada longa para chegar à plenitude da transformação digital. Ou seja, os negócios precisam acompanhar as evoluções de conexão desejadas pelos consumidores, produto e qualidade acima de tudo – mas a empresa precisa considerar estar onde o cliente estiver, na hora que ele quiser.

Ainda sobre transformação digital, Ricardo Garrido, sócio fundador da CIAT, afirmou que enxerga a empresa como uma plataforma que entregará aos clientes experiências únicas em todos os seus pontos de contato, presencial, no delivery e/ou para viagem. Ele reforçou que, sem propósito, uma proposta de valor excepcional do foodservice não se diferencia.

Visões de antes da pandemia sobre porquê fazer deram espaço a “por quê não fazer”? E a CIAT testou e lançou produtos em tempo recorde encantando clientes e mantendo o foco na recuperação dos resultados da empresa.

Iuri Miranda, CEO do Burguer King, refere-se de maneira extremamente madura do mercado e relações com o consumidor brasileiro, citando a importância de adaptar-se com velocidade para manter a qualidade de serviço e atendimento aos clientes. Ele sinalizou que na pandemia, as empresas não “criaram”, elas aceleraram ações e projetos que já eram embrionários ou em fase de desenvolvimento, por isso tantas transformações aconteceram.

Iuri assegurou ainda que a transparência nunca foi tão importante e que comunicar-se de maneira franca é o que realmente engaja e conecta.

Reflita e haja em seu negócio!

*Cristina Souza é CEO da Gouvêa Foodservice - Estratégia e Gestão. O artigo foi baseada em informações dos convidados do Global Retail Show 2020, realizado entre os dias 13 e 19 de setembro.

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