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Mulheres café Brasil
Danielle Baliza é uma das responsáveis pelo estudo que mostrou quem são as mulheres invisíveis do café no Brasil.| Foto: Guilherme Grandi/Gazeta do Povo

O caminho que o café percorre do campo até a xícara que você toma pela manhã é longo, e não há nenhuma novidade nisso. Mas, o que pouca gente sabe, é que ele passou por mãos de mulheres com pouca ou nenhuma formação escolar, que ganham menos de um salário mínimo ao ano e, não raramente, submissas e dependentes dos maridos.

São as “mulheres invisíveis do café”, pequenas agricultoras muitas vezes boias-frias que estão, aos poucos, sendo vistas pela sociedade graças a uma entidade que desenvolve projetos sociais no Brasil há uma década. A IWCA, sigla em inglês para Aliança Internacional das Mulheres do Café, já tem cerca de 700 associadas no nosso país unidas para lançar luz a esse problema desconhecido para a maior parte da sociedade.

Isso porque, com exceção das grandes fazendas mecanizadas, as pequenas e médias propriedades ainda contam com a colheita manual do café. E, muitas destas mãos são femininas que trabalham de lavoura em lavoura, em situação de pobreza extrema ou, até mesmo, de escravidão.

A sede brasileira da IWCA conseguiu, em 2016, começar a reunir os primeiros dados de quantas mulheres vivem nessa situação, um número desconhecido até mesmo pelo poder público que nunca realizou pesquisa semelhante.

Embora apenas cerca de mil mulheres tenham participado da pesquisa, já foi possível saber quais são os postos de atuação delas e as demandas necessárias. No entanto, ainda há aquela parcela das “invisíveis”, que não têm acesso à levantamentos como este.

Danielle Baliza, professora do Instituto Federal do Sudeste de Minas Gerais e diretora de pesquisas da Aliança Internacional das Mulheres do Café (IWCA), explica que essa primeira pesquisa tornou possível o início do desenvolvimento de projetos sociais junto à ONU Mulheres.

“Nosso trabalho é fazer com que essa mulher seja protagonista da sua própria história, unindo, capacitando, gerando renda a ela. Quando a mulher tem uma renda própria, uma boa renda, ganha a família e a comunidade”, conta.

Ao podcast Mercado Gastronômico, do Bom Gourmet Negócios, Danielle Baliza explicou como são estes projetos sociais desenvolvidos junto às cafeicultoras, e como a parcela mais vulnerável delas está sendo tirada da invisibilidade. Acompanhe abaixo.

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