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Estudo vai mapear as microcervejarias do Paraná para descobrir quantas são e o volume de produção

Estudo em parceria com Faculdade Guairacá, de Guarapuava, vai identificar quantas fábricas e marcas existem no estado; resultados devem sair até final de setembro

por Flávia Schiochet Publicado em 01/06/2017 às 18h
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É inegável que o Paraná se tornou um polo de microcervejarias na última década. A quantidade exata de cervejeiros no estado segue como o X da questão: são 45 cervejarias associadas à Associação das Microcervejarias do Paraná (Procerva) e 15 delas com fábrica própria. Segundo dados do Ministério da Agricultura, há 336 registros de empresas produtoras de cerveja no Paraná, sem detalhes sobre sua capacidade produtiva e se são produções industriais ou artesanais.

Para fazer o levantamento desses dados e entender melhor o setor da cerveja artesanal no Paraná, a Procerva firmou parceria com o Sebrae Ponta Grossa e a Faculdade Guairacá, de Guarapuava. O projeto ainda está em fase inicial e a previsão é que a primeira etapa — o número de microcervejarias com plantas próprias no Paraná — seja concluída em agosto. Para o final de setembro, está prevista a divulgação da quantidade de cervejarias “ciganas”, as marcas que produzem seus rótulos nas fábricas de outras cervejarias.

“O mercado de cervejarias tem crescido uma média de 25% no Paraná desde 2015. Não sabemos exatamente quantas existem no estado, mas das que estão associadas à Procerva, 90% estão na Grande Curitiba”, diz Richard Buschmann, sócio-proprietário da Bastards Brewery e presidente da Procerva. “Sabemos que há potencial para a cerveja ser mais representativa que a enogastronomia, porque há muito mais estilos, releituras e possibilidades que no vinho. Mas o consumo de cerveja artesanal ainda é menor que 1% no mercado de cervejas”, diz Buschmann.

Microcervejarias no Paraná: Sainson tem cor dourada, é bastante frutada e levemente lupulada com notas florais, herbáceas e de madeira.

Cerveja artesanal do Paraná é destaque nacional pela qualidade. Foto: Alexandre Mazzo/Gazeta do Povo

“Com estes números, o Sebrae poderá ver como ajudar o setor. Em uma etapa posterior, vamos identificar em que mercado estão distribuindo e aos poucos avançar para entender como se relacionam, quais os elos da cadeia e estilos mais produzidos, por exemplo”, detalha Michele Tesser, consultora do Sebrae. O Sebrae garante a confidencialidade dos dados coletados individualmente, divulgando apenas as informações agrupadas. “É importante que os empresários saibam que as informações não serão usadas para estudo de concorrência”, esclarece Michele.

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“Essas informações serão importantes para tomadas de decisão do setor e para o Sebrae poder contribuir com o crescimento. Eles precisam atuar com indicadores para potencializar o crescimento e a colocação no mercado”, explica Janete Munhoz, coordenadora do curso de administração da Faculdade Guairacá e do projeto de extensão que formula a metodologia do estudo e apuração dos dados. O grupo conta com dez alunos da graduação e duas professoras de apoio.

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