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Operação Isis

Ministério da Agricultura reprova 60% de 268 lotes de azeites; veja lista

Ao todo 700 mil litros de óleo foram retirados do mercado e dezenas de empresas foram multadas

por Bom Gourmet Publicado em 30/04/2018 às 15h
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Mais uma operação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA) revelou nesta segunda (30) a comercialização dezenas de rótulos de azeites de oliva falsificados. A Operação Isis, desencadeada em janeiro desse ano, analisou 107 marcas de 65 empresas e encontrou irregularidades em 59,7% dos lotes. Ao todo foram avaliados 268 lotes. As marcas reprovadas foram 47.

A análise das amostras foi dividida em dois grupos. No 1º grupo, com 39 empresas, 108 lotes de amostras foram aprovados. No 2º grupo, com 26 empresas, foram reprovados 160 lotes (veja abaixo todas as marcas aprovadas e reprovadas). Em novembro, o Mapa havia realizado outra operação parecida.

As duas principais irregularidades foram a mistura do azeite de oliva com outros óleos e a tentativa de iludir o consumidor pelo rótulo. Para que o produto seja considerado “azeite de oliva virgem”, ou “extravirgem”, não é permitida a presença de óleos vegetais refinados, de outros ingredientes e aromas ou sabores de qualquer natureza.

“O consumidor precisa estar atento e não se deixar enganar pelas embalagens bonitas com ilustrações de azeitona ou com referências a Portugal e Espanha”, explica Fátima Chieppe Parizzi, coordenadora-geral de qualidade vegetal do MAPA. “Outro ponto muito importante é o preço. O consumidor deve desconfiar da unidade de 500 ml vendida a menos de R$ 10.”

Como escolher azeite pelo rótulo e evitar fraudes

“O número de fraudes ainda é expressivo, mas o trabalho de melhoria do produto continua,” diz Parizzi. “Não vamos desistir. Nosso objetivo é orientar o consumidor. É muito difícil para ele saber o que é azeite de oliva conforme e não conforme”.

Ao todo a operação retirou do mercado 300 mil litros de produtos irregulares e mais 400 mil litros de outros produtos classificados como temperos, mas com rótulos de azeite de oliva. As empresas responsáveis pelas fraudes são autuadas e multadas no valor mínimo de R$ 5 mil reais, acrescido de 400% sobre o valor da mercadoria fiscalizada. O valor máximo da multa permitida por lei é de R$ 540 mil. Os produtos apreendidos estão proibidos para consumo humano, mas permite-se a reciclagem industrial, principalmente na produção de sabão.

“Mercado dos azeites está 20 anos atrasados em relação ao do vinho”, diz importador

Em 2018, a Operação Isis, iniciada em janeiro, terminará em dezembro, e será ampliada para avaliar 470 amostras a serem coletadas em todo o País. A partir deste ano, as ações de fiscalização estão sendo intensificadas por meio de parcerias com a Receita Federal, Ministério Público, Polícia Federal e Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa).

 

Brasileiro consome cada vez mais azeite de oliva
Depois dos Estados Unidos, o Brasil é o maior importador mundial com 60 mil toneladas em 2017. As oliveiras cultivadas em propriedades rurais no Rio Grande do Sul, São Paulo e região Sul de Minas Gerais produzem menos de 1% do total consumido no País. O consumo per capita brasileiro hoje é de 0,35 litro.

Os Estados Unidos importaram 305 mil toneladas em 2017. O consumo norte americano per capita é de 1 litro.

Azeites aprovados

Alianza
Andorinha
Andorinha Tipo Único
Báltico
Beirão
Belo Porto
Bom Dia
Borges
Borges Clássico
Borges Tipo Único
Carbonell
Carrefour
Castelo
Coccinero
Coimbra
D’Aguirre
De Cecco
Dia
%
Dia % Tipo Único
DOP Sardegna
EA
Felippo Berio
Fiord’Olio
Fonte Mouro
Gallo
Gallo Tipo Único
Great Value
Herdade do Esporão
L’Olio de Cecco
La Española
La Violetera
Le Terrazze
Maria
Monde
Monini
Monte Santo Adrião
Nova Oliva
Olitalia
Oleificio del
Golf
Olivas do Sul
O-Live
Oliveira da Serra Classico
Paganini Grezzo Naturale
Pala D ́Oro
Rafael Salgado
Rahma
RAR
Renata
Romulo
Sanmarco
Serrata
TAEQ
Terra De Camões
Terra de Camões Tipo Único
Terrano
Terrano Tipo Único
Verde Louro
Verdeal
Verdemar
Vilamoura
Y Barra

Azeites reprovados

Aldeia da Serra
Andaluzia
Anna
Barcelona
Casablanca
Castelo Real
Chef Ávilo Clássico
Conde de Torres
Do Chefe
Dom Cabral
Dom Gameiro
Donana Premium
Don Léon
Faisão Real
Faisão
Real Gourmet
Fátima
Figueira da Foz
Imperatore
Lisboa
Lisboa Premium
Lisboa Tipo Único
Malaguenza
Mariza
O Vira
Olivenza
Paschoeto
Pazze
Porto Galo
Porto Valência
Pramesa
Quinta D’Aldeia
Quinta da Boa Vista
Quinta do Cais
Quinta do Fijô
Restelo
Rioliva
San Domingos
Santa Isabel
Serra de Montejunto
Temperatta
Tordesilhas
Torezani Premium
Torres de Mondego
Tradição
Vale Fértil
Vila Verona

Posicionamento das empresas

Em nota enviada no dia 9 de maio de 2018, a Natural Alimentos, responsável pela marca Lisboa, esclarece que “por iniciativa própria e em consonância com os órgãos reguladores retirou do mercado todos os produtos descritos na reportagem há mais de um ano e seis meses. Dessa forma, hoje não há sequer um desse item em mercados e varejistas do país”.

Em nota enviada no dia 11 de maio de 2018, a Vale Fértil Indústrias Alimentícias Ltda. esclarece que “alguns lotes do azeite tipo “único” produzidos pela empresa foram analisados pelo MAPA
durante o ano de 2017, sendo que em três deles foram apontadas irregularidades, de
acordo com a legislação brasileira. Tais produtos foram recolhidos dos pontos de venda e a
Vale Fértil promoveu todas as adequações solicitadas pelo órgão responsável”; “durante a fiscalização ocorrida em 2017, o MAPA não encontrou irregularidades em outros produtos da Vale Fértil, como os azeites tipo “extra virgem”; “apesar do problema ter sido pontual, uma nova linha de azeites tipo “único” foi lançada recentemente pela Vale Fértil, sendo que no ano de 2018 a Vale Fértil não sofreu nenhuma
fiscalização ou autuação referente aos produtos recém-lançados”.

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