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As diferenças entre champagne, espumante e frisante

As três bebidas são feitas a partir de uvas fermentadas, mas os métodos de produção, assim como o sabor e o preço, têm suas particularidades

por Bom Gourmet Publicado em 15/12/2016 às 18h
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Foto: Bigstock

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O fim do ano pede borbulhas para comemorar — mas nem todas as borbulhas são iguais. Espumante, champagne e frisante, apesar de serem bebidas feitas a partir de uvas fermentadas, possuem métodos de produção diferentes. Entenda:

Champagne

A bebida ícone das comemorações é produzida na França, especificamente na região de Champagne, no nordeste do país, não distante de Paris. Na verdade, o champagne nada mais é do que um espumante que recebe este nome por conta da localização geográfica e por respeitar uma legislação muito rígida sobre o método de produção, o que garante a qualidade da bebida.

Todo champagne é produzido a partir de três tipos de uvas, Chardonnay, Pinot Noir e Pinot Meunier. “É muito difícil que outras castas sejam usadas, mas alguns poucos produtores usam as uvas Pinot Blanc para produzir bebidas blanc de blanc (só uvas brancas), por exemplo”, explica Marcos Almeida, sommelier e empresário da adega Muf’s.

O champagne deve ser produzido pelo método champenoise, que prevê duas fermentações. A primeira é realizada em tanques e tem duração de 20 a 40 dias, enquanto a segunda ocorre na garrafa por no mínimo 15 meses, podendo chegar a 60 (cinco anos).

Durante a segunda fermentação, as garrafas são colocadas de cabeça para baixo para que as impurezas e as leveduras se depositem no gargalo. Durante meses, elas são giradas um quarto de volta de cada vez. Terminado o período de fermentação, o gargalo é congelado num banho de salmoura a -25 graus C e a borra expulsa pelo gás sob pressão. Essa operação se chama degourgement. O volume de vinho expelido é completado com uma mistura de vinho e açúcar, chamada licor ou vinho de dosagem.

Apenas os espumantes considerados Natur não possuem adição de açúcar no licor de dosagem. Eles são classificados de acordo com as quantidades mínimas e máximas de açúcar que possuem: Natur (máximo de 3 g/l), Extra-Brut (entre 3,1 e 8 g/l), Brut (entre 8,1 e 15 g/l), Seco (entre 15,1 e 20 g/l), Demi-sec (entre 20,1 e 60 g/l) e Doce (entre 60,1 a 80 g/l).

É possível guardar um espumante por até 5 anos, em média. Mas caso o espumante seja safrado, ele pode durar cerca de 20 anos.

 

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Espumante

A produção do espumante é feita com castas que variam de país para país. “No Brasil se usa principalmente Chardonnay, Riesling Italico e Pinot Noir. Pinot Meunier nunca. No Vale do São Francisco é muito usada a Moscatel”, explica Tháys Ferrão, sommelier e professora da Universide Positivo, no curso de Gastronomia.

E por aí vai. Na Argentina, as uvas preferidas pelos hermanos são Chenin Blanc e Ugni Blanc. Em Portugal, na região da Bairrada, são empregadas Bical, Arinto e Baga. Já na Itália, Prosecco e Chardonnay. Na Espanha, Macabeo, Xarel-lo e Parellada. Como os champagnes, os espumantes podem ser cortes ou varietais.

O espumante pode ser produzido pelo método francês champenoise, o mesmo do champagne, embora o produtor não possa usar a denominação champagne para seu vinho, que é protegida por lei. Assim são feitas as cavas espanholas e os espumantes produzidos na Franciacorta, na Itália, regiões que não por acaso ficam próximas da França.

Outro método empregado no mundo é o charmat, que é mais simples e rápido. Esta técnica prevê uma primeira fermentação em tanques de inox abertos (20 a 40 dias) e uma segunda em tanques de inox fechados, chamados de autoclave, para reter o gás carbônico, processo que dura geralmente de 6 a 7 meses.

“O método charmat cria espumantes mais frutados e jovens. Já o champenoise dá uma bebida mais encorpada em aroma e corpo, mas é um diferencial que pode não agradar quem é iniciante no mundo dos vinhos”, explica Ferrão.

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Frisante

Os frisantes possuem uma única fermentação, na qual ocorre tanto a fermentação alcoólica quanto a formação de espuma. Na produção dos frisantes doces, a fermentação é interrompida para que o dulçor da uva se mantenha mais intenso. Já na produção dos frisantes secos, a fermentação se completa.

Mas a principal diferença entre frisantes e espumantes é a adição de gás carbônico. Enquanto a perlage (bolhas) dos espumantes é obtida de maneira natural, a maioria dos frisantes são vinhos gaseificados, cujas borbulhas são adicionadas artificialmente na autoclave.

“Isso barateia o processo de produção”, comenta Marcos Almeida. No Brasil, o único frisante que se destacou foi o Lambrusco, feito na região de Emilia-Romagna na Itália. Com o crescimento do Moscatel, porém, o público passou a optar pelos espumantes, por conta da relação custo-benefício — há ótimos espumantes com preços pouco superiores ao de frisantes.

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Para sentir a diferença na taça, selecionamos  opções de champagne, espumante e frisante:

 

Foto: Reprodução

Foto: Reprodução

Champagne Veuve Clicquot Brut (750 ml) — R$ 299,90
Feito com uvas Pinot Meunier, Pinot Noir e Chardonnay, o champagne tem notas frutadas e de brioche (amanteigada). O envelhecimento, feito em barris de carvalho, dura no mínimo 30 meses.

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Foto: Reprodução

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Espumante Muf’s Reserve Demi-Sec (750 ml) — R$ 39,90
Espumante feito com uvas da região de Alto Feliz, na Serra Gaúcha. Feito com uvas Chardonnay, francesa, e Prosecco, italiana, ganha notas de frutas brancas e cítricas no paladar.

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Foto: Reprodução

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Frisante Bacio Della Luna Branco (750ml) — R$ 29,90
Combina as uvas Moscato, Lambrusco, Trebbiano e Garganega. É produzida na região de Emilia-Romagna, na Itália. 

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Onde comprar:

Bistrô Muf’s Café
(41) 3036-4848
Rua Bispo Dom José, 2.249 | Batel | Curitiba – PR
Atendimento: terça a quarta, das 14h às 23h e quinta a sábado, das 14h à 01h.

Empório Muf’s Café
(41) 3538-4848
Rua Lamenha Lins, 467 | Centro | Curitiba – PR
Atendimento: segunda a sábado, das 9h às 21h.

 

Este conteúdo tem caráter publicitário e foi produzido pelo anunciante. A redação do Bom Gourmet não se responsabiliza pelas informações contidas neste espaço.

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