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Água Doce
Rede de restaurantes Água Doce desenvolveu pratos específicos para o modelo de delivery.| Foto: Bruno Marconato/divulgação

O avanço das vendas pelo delivery durante a pandemia fez surgir novos modelos de negócios que antes eram apenas acessórios aos restaurantes com atendimento presencial, e um deles é a nova aposta da rede Água Doce Sabores do Brasil.

Antes chamada de Água Doce Cachaçaria, a marca está começando um novo modelo focado apenas no delivery e na retirada no balcão, sem salão de atendimento. O canal de vendas, que cresceu 200% em dois anos, foi o que segurou as 80 unidades da rede pelo Brasil durante os períodos mais restritivos de circulação.

No novo modelo de negócios focado apenas no delivery e no take away, a rede pretende abrir pelo menos 10 unidades ainda neste ano, com foco principalmente em cidades pequenas e médias a partir de 35 mil habitantes.

Um formato para aumentar a capilaridade dos negócios e alcançar locais onde um restaurante inteiro não teria grande saída, como conta Julio Bertolucci, diretor de franquias.

“Mesmo com a reabertura dos restaurantes, a gente vê que as pessoas descobriram como é bom ficar em casa e a comodidade de pedir comida pelo delivery. E também uma forma de expandir num raio de atuação que uma loja física talvez não tenha tanta demanda”, afirma.

Isso também por conta da própria logística da cozinha, que pode ficar sobrecarregada numa mesma unidade presencial com delivery. Já são pelo menos 20 franqueados interessados em abrir unidades apenas para entrega, e uma loja-teste está em vias de ser inaugurada em Maringá (PR) ainda em fevereiro.

Diferença de categorias

Delivery
Unidades têm 80 m² e podem ser operadas por seis pessoas.| divulgação

Para a rede, o principal atrativo das unidades voltadas apenas ao delivery é o investimento inicial: R$ 305 mil. Isso corresponde a menos da metade de um restaurante físico com atendimento de salão ou híbrido – de R$ 1,2 milhão a R$ 1,6 milhão, em média, no tamanho master e R$ 800 mil o express.

Num primeiro olhar, pode parecer um valor alto para uma operação que não necessita de um grande salão – bastam apenas 80 m². No entanto, os equipamentos usados, estoque inicial e projeto arquitetônico acabam encarecendo o projeto.

“Estamos falando de fornos modernos que entregam com mais rapidez e qualidade, equipamentos para processamento dos alimentos produzidos na própria loja, pois não compramos nada de terceiros ou congelados. É um pouco para a reforma do espaço e o restante para a tecnologia da cozinha”, explica Bertolucci.

Por outro lado, o cardápio oferecido é um pouco menor do servido nas operações presenciais da rede Água Doce. Os pratos precisaram ser testados para que melhor “viajassem” até a casa dos clientes, com destaque para preparos como pratos executivos do dia a dia, escondidinhos, bolinhos, saladas, sopas e sobremesas.

“São pratos que variam de acordo com o momento de compra dos clientes, como o horário do jantar que é diferente do almoço do dia a dia, ou as opções mais pedidas de domingo”, completa.

Algumas lojas chegaram a desenvolver cardápios exclusivos de almoço que não fazem parte dos menus oferecidos pelas grandes lojas da Água Doce, mas que foram levados para o modelo de delivery e take away, com um tíquete mais em conta.

Primeira loja

Embora o foco da expansão deste formato seja cidades a partir de 35 mil habitantes, a rede afirma que nada impede a abertura de unidades em outros municípios que já tenham restaurantes Água Doce.

Para Julio Bertolucci, tudo depende da cidade onde o franqueado tenha interesse em abrir uma unidade. A porta de entrada pode ser a loja delivery, mas também um restaurante maior com atendimento presencial.

“Se pegarmos a cidade de Londrina (PR), por exemplo: lá pode abrir o delivery direto, porque a marca já é bem conhecida por lá. Cidades onde ainda não somos conhecidos, temos a preferência de abrir um restaurante físico, são prioridades”, conta.

Do investimento inicial de R$ 305,7 mil, há uma taxa de franquia de R$ 30 mil e, ainda, royalties de 5% e taxa de propaganda de 2. A previsão de retorno é de 36 a 48 meses, com faturamento mensal médio de R$ 90 mil.

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