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Cacau Show Contêiner
Novo modelo de loja-contêiner é aposta para expansão dos negócios.| Foto: Fábio Nunes/divulgação

Depois de um ano de incertezas por conta da pandemia de coronavírus, a rede brasileira de chocolates Cacau Show tem a expectativa de abrir 500 novos pontos de venda no país em 2021, através de franquias.

A meta é ousada, duas vezes maior do que a estimada no início de 2020 - e que não foi atingida por conta da retração econômica atrelada à pandemia. A empresa, no entanto, está otimista para o novo ano: no primeiro mês de 2021, já viu crescer em 87% a procura de interessados por abrir uma franquia, em relação ao mesmo mês do ano passado.

“Perguntamos aos interessados e descobrimos que boa parte da confiança na marca está no posicionamento que tivemos ao longo da pandemia. Com muitas lojas fechadas, trabalhamos para fortalecer nosso e-commerce, as vendas diretas por catálogo e o delivery, seja próprio ou por aplicativos. Não ficamos dependentes somente da venda em balcão”, afirma Daniel Roque, diretor de expansão e novos negócios.

Chocolate no contêiner

A expectativa também é impulsionada pelo novo modelo de loja em contêineres, que deve ser responsável por pelo menos 45% dos novos empreendimentos. O formato foi lançado em setembro do ano passado para quem já é franqueado da marca e, desde 15 de janeiro, está disponível para novos negócios.

Ao contrário das lojas e quiosques convencionais, que demandam um investimento inicial entre R$ 110 mil e R$ 200 mil, a loja contêiner pode ser colocada para operar com pouco menos de R$ 60 mil.

Para o diretor de expansão e novos negócios da rede, o novo formato permitirá chegar em cidades que a Cacau Show ainda não está presente.

“Além de atender um novo perfil de investidores e empreendedores, esse formato de contêiner tem uma operação muito fácil e pode ser instalado nos mais diversos locais, como num estacionamento de mercado, academia, faculdade”, diz.

Roque afirma ainda que o trabalho para desenvolver o protótipo levou dois anos, até que se chegasse num modelo com as condições térmicas necessárias para conservar o chocolate - entre elas o isolamento interno de toda a estrutura, até mesmo no chão. As lojas contêiner têm entre 15 m² e 17 m².

"O modelo passou no teste depois de pegar um dia de 42 graus na cidade de Limeira, no interior de São Paulo", conta Daniel Roque.

O novo modelo de loja contempla todo o mix e produtos disponíveis para os franqueados, do chocolate ao sorvete, passando pelo café.

A expectativa da marca é a interiorização dos negócios, através da abertura de lojas em cidades do interior de São Paulo, Paraná e Rio Grande do Sul. As regiões Norte e Nordeste são, no entanto, as com maior espaço para expansão do mercado, segundo Roque.

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