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Embalagem ideal delivery
Expecialista explica como escolher a embalagem ideal para os alimentos não perderem a qualidade no delivery do restaurante.| Foto: Bigstock

Muito mais que acondicionar e proteger os alimentos, a embalagem faz parte da estratégia dos restaurantes que atuam com diferentes tipos de gastronomia. Causar uma ótima primeira impressão, além de manter as propriedades do alimento, é fator essencial para um bom atendimento e a fidelização do cliente.

Ou seja, a embalagem é o primeiro contato do seu produto com o consumidor, sendo capaz de causar efeitos positivos ou negativos, que impactam em toda a percepção que ele terá do produto em termos gerais.

Levando tais fatores em consideração, a Galunion fez uma análise sobre o tema e separou algumas dicas para que os restaurantes acertem na forma de embalar diferentes ofertas para os consumidores e prover uma experiência memorável.

Foco na experiência

Foque na experiência e nos pequenos detalhes. Se coloque no lugar do consumidor e pense como ele pensaria. Como você gostaria de receber seu delivery?

Quais atitudes no serviço e características da embalagem demonstram preocupação com o cliente, e não apenas com a venda do produto? Você valorizaria o restaurante que estabelece um diálogo com você ou aquele que sequer sabe seu nome?

Escrever um bilhete ou enviar um agrado, como uma amostra grátis, é uma maneira de se conectar. Mas esta é apenas uma possibilidade dentre tantas outras.

Ou seja, entender tais possibilidades exige profundo estudo do seu cliente atual e cliente-alvo, além do entendimento de que o consumidor deve obter uma experiência sensorial completa. Você deve estimular os cinco sentidos da melhor maneira possível, sobretudo a visão, o paladar e o olfato.

Qualidade

Como você preferiria receber uma porção de batatas fritas: crocantes e sequinhas, ou murchas e úmidas? É fundamental avaliar todos os tipos de material existentes para embalagens e como você pode utilizá-los a favor de cada alimento, já que possuem exigências específicas.

Dessa forma, você aprimora a experiência do consumo e mantém a integridade e temperatura correta. Separamos algumas dicas para alimentos específicos:

Sanduíches: é importante pensar em proteger a estrutura do lanche, para que não desmonte. Portanto, embalagens que “abracem” o produto, como caixinhas de papel cartão ou mesmo lâminas de papel (com ou sem alumínio) são ideais por conservarem tanto a temperatura como a estrutura.

Vale, ainda, considerar um tratamento nos materiais como repelentes de gordura e umidade. Para uma experiência mais sofisticada, considere embalagens com dois compartimentos: um para o pão e os ingredientes frios, e outro para os ingredientes quentes. Dessa forma, o consumidor pode juntar as duas e ter uma melhor experiência.

Acompanhamento de sanduíches, como as famosas batatas fritas: nesse caso temos um dilema: se a embalagem é fechada, mantemos a temperatura, mas o vapor do produto pode murchá-lo. Se mantivermos aberta, vai esfriá-lo.

Logo, consideramos que a melhor opção para produtos fritos (batatas, frango etc.) é uma combinação de embalagens fechadas com ventilação. Estes acompanhamentos costumam ser consumidos com molhos, então se lembre de oferecê-los preferencialmente em blisters ou potinhos plásticos.

Itens frios

Saladas: o frescor é fundamental para uma excelente experiência, logo, a temperatura deve ser mantida a mais baixa possível. É importante também que os itens frios estejam isolados dos itens quentes.

Os legumes e vegetais precisam estar soltinhos, pois se foram apertados, amassam e perdem o frescor. Os molhos são os grandes diferenciais nas saladas, portanto não deixe de oferecê-los e enviá-los separados em potinhos com tampa ou sachês.

É muito importante pensar como o cliente vai consumir a salada. Se o consumidor estiver em sua casa, ele pode transferir a salada e a proteína para um prato.

Já nas ocasiões em que estiver em outro local, terá que consumi-la na própria embalagem, e essa deve oferecer a experiência de ter todos os ingredientes bem harmonizados no mesmo recipiente para o consumo.

Pratos quentes

Refeições com proteína e acompanhamentos: os pedidos de pratos com diversos componentes são muito comuns para compor uma refeição. Em muitos casos, cada um dos componentes se comporta de uma maneira diferente durante o transporte.

O arroz e a farofa, por exemplo, são secos, já o feijão é líquido, a carne pode soltar sucos, e a batata pode perder a crocância. É comum, portanto, que os restaurantes embalem cada componente de forma individual, para garantir as suas propriedades.

Mas, como fica a experiência do consumidor se não estiver em sua casa? Temos que oferecer alternativas para que o cliente, que podem vir por meio de modelos bentô box ou mesmo com a solução de enviar um prato adicional descartável para o consumo final.

Comida oriental

Sushis e similares: os sushis acabam tendo um destaque interessante quando são transportados em embalagens com fundo preto e tampa transparente, demonstrando suas cores e toda a arte no seu preparo.

O desafio neste caso é encontrar embalagens ecológicas, como as de plástico de origem vegetal, ou mesmo cartonadas que transmitam a mesma experiência de um sushi bar.

Os temakis, que ficaram muito conhecidos e apreciados em nosso mercado, além do transporte, têm um desafio de manter a alga nori crocante no momento do consumo, pois o contato com o peixe e o arroz contribui para umedecê-las.

Para resolver esta questão, já é comum encontrar formas de proteger a alga com um filme plástico (de origem vegetal) que evita o contato entre a alga e os ingredientes até o momento do consumo, quando o consumidor facilmente retira este filme e pode apreciar seu temaki bem crocante.

*Simone Galante é fundadora e CEO da Galunion Consultoria em Foodservice.

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