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Máquina vinhos
Máquina tem um sistema mais robusto que evita a queda da garrafa durante o pedido.| Foto: Adega Compartilhada/divulgação Evino

De olho na tendência cada vez maior de comodidade e conveniência das pessoas, impulsionada principalmente nestes meses de pandemia, o e-commerce nacional de vinhos Evino colocou em uma operação uma máquina totalmente automatizada para a venda de vinhos em garrafa. O aparelho, semelhante às de latas de refrigerantes, é a primeira do Brasil e está em operação na sede da WeWork, em São Paulo, desde meados de janeiro.

A máquina foi desenvolvida em parceria com a empresa Adega Compartilhada, que apresentou o projeto à Evino para distribuir a bebida até então vendida apenas no e-commerce. É ela quem faz toda a parte logística de manutenção e gestão dos aparelhos – inclusive dos custos de importação e implantação, não revelados.

O funcionamento é semelhante às máquinas de venda de refrigerantes em lata, mas com um sistema mais robusto para que não ocorram acidentes na hora de entregar a garrafa ao cliente. Há uma interface digital em que se escolhe uma das 24 opções disponíveis, apresentadas em um tablet com informações e fotos, e pagamento na hora pelo celular. Cada aparelho tem capacidade para 150 garrafas armazenadas a 15°c.

Segundo Eduardo Souza, CMO da Evino, o objetivo deste projeto piloto é tornar o acesso aos vinhos cada vez mais cômodo para as pessoas, sem precisar entrar em um supermercado ou uma adega em um momento de pressa, por exemplo.

“Por enquanto estamos com apenas uma máquina em operação, em testes. Sendo escalável, podemos colocar essa adequa em vários lugares, mais próximo do consumidor”, explica.

Embora não revele números, Souza explica que teve boas vendas nos dois meses em que a máquina esteve em operação antes do início do lockdown em São Paulo, em março. Ele conta que as pessoas se sentiram mais motivadas com a possibilidade de comprar um vinho ali mesmo no edifício, para tomar com os amigos no final do expediente.

Expansão

O projeto da vending machine de vinhos começou a ser pensado em meados do ano passado com o avanço da tendência de cada vez menos contato entre as pessoas. A expectativa era de que esse piloto duraria de três a seis meses, mas o avanço da pandemia e a interrupção das atividades presenciais no WeWork o fizeram ser prorrogado sem um prazo definido.

“A volta do isolamento social afetou um pouco a análise das vendas após os dois meses de operação, a leitura está bem penalizada”, comenta Eduardo Souza.

Com isso, ainda não há planos ou metas de expansão deste formato – apenas a intenção de tornar a venda automatizada de vinhos mais acessível.

Outro ponto em análise pela Evino é quanto ao valor cobrado por cada garrafa nas máquinas, que é um pouco maior do que no e-commerce. Isso se dá por conta da dificuldade em se estabelecer promoções rápidas para este formato, que são uma característica das vendas online.

Entre os rótulos disponíveis estão vinhos em lata da linha Vibra!, desenvolvidos pela Evino em parceria com produtores nacionais, e em garrafas como Anciano Gran Reserva e Portada Winemaker's Selection.

Canais variados

Desde que foi fundada em 2013, a Evino passou de um e-commerce de vinhos com promoções e edições especiais para um importante player de mercado. Além do comércio online e da recente operação de vending machines, a marca também opera duas “dark stores”, que são lojas abertas apenas no delivery na cidade de São Paulo.

Este formato, iniciado há um ano, permite a entrega dos pedidos em até duas horas. A expectativa da marca é de expandir o serviço para outras capitais do país, principalmente nas regiões Sul, Sudeste, Nordeste e Distrito Federal.

Outro formato de logística é a entrega expressa em até três dias no Rio de Janeiro e em Belo Horizonte.

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