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Pagamento restaurante
Brasileiros ainda têm dúvida se o pagamento da gorjeta direto na conta vai integralmente para os colaboradores.| Foto: Bigstock

No setor de bares e restaurantes no Brasil, a cultura do pagamento de gorjetas não é muito comum. Parte disso, vem de uma insegurança que vários clientes têm sobre o real destino do bônus oferecido. Já em estabelecimentos onde essa cultura é mais aplicada, entre gerentes e funcionários, existe a dúvida sobre como partilhar o valor de forma justa.

De olho nessa dificuldade tão comum no dia a dia de colaboradores e clientes, a fintech Getnet criou um sistema de pagamentos para bares e restaurantes que faz automaticamente a divisão da conta entre o restaurante e o porcentual da gorjeta. A tecnologia já existia desde 2018, mas até então apenas voltada às comissões.

Ao contratar o serviço, o estabelecimento recebe uma máquina fisicamente similar às de pagamentos tradicionais de crédito e débito, que aceita todas as bandeiras de cartões de crédito. A grande diferença está no sistema dentro dela: o dono do restaurante cadastra os colaboradores e personaliza o valor ou porcentagem da comissão que cada um receberá por transação.

Para os clientes, a maior vantagem é a transparência da operação, pois ao executarem o pagamento, são capazes de ver a parcela do montante destinada a cada um dos prestadores de serviço.

“Essa é uma solução que aumenta o controle da gestão financeira dos estabelecimentos e permite o pagamento direto aos funcionários comissionados de forma ágil, transparente, automatizada e sem dor de cabeça”, diz Pedro Coutinho, CEO da Getnet Brasil.

Ele também comenta que a digitalização dos pagamentos é um serviço que está em alta, já que auxilia no distanciamento social e foi uma demanda solicitada pelos próprios donos de bares e restaurantes.

O aluguel mensal de cada terminal é de R$ 175 e uma taxa é cobrada por cada transação feita utilizando o Split de Pagamento. A Getnet preferiu não divulgar o valor da comissão, mas afirmou que ele é determinado de acordo com o faturamento e porte do cliente.

Além da gorjeta

Apesar de majoritariamente utilizado para o gerenciamento dos pagamentos de funcionários comissionados em restaurantes e similares, o Split de Pagamento tem sido adaptado para atender a mais demandas em outros tipos de negócios do setor gastronômico.

No food park Vila Tupiniquin, na capital paulista, por exemplo, o proprietário, Rafael Barros, adotou o sistema para cobrar taxas sobre as transferências realizadas em cada um dos food trucks comissionados do espaço.

“Antes de adquirir esse serviço, eu costumava fazer as transferências de forma muito manual; era um processo maçante e cansativo. Agora, consigo estabelecer a comissão cobrada de cada estabelecimento em um clique, além de poder visualizar todas as vendas feitas”, afirma Barros.

No total, a vila conta com oito operações e, há poucas semanas, cada uma delas recebeu seu próprio terminal. Como explica o proprietário, "a aderência de todas foi muito natural e o funcionamento do sistema é muito intuitivo".

Conteúdo editado por:Guilherme Grandi
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