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Franquia congelados Vivenda do Camarão
Novo modelo de franquia vende pratos da Vivenda do Camarão congelados e prontos para o consumo.| Foto: Henrique Peron/divulgação

Dona de uma rede com mais de 100 lojas espalhadas por todo o país, a Vivenda do Camarão agora quer chegar a lugares onde não há pontos de vendas. O objetivo é abrir novas unidades no modelo de franquia que vendam os produtos congelados da marca a partir da própria casa.

Nem loja de shopping, rua ou dark kitchen. A Vivenda em Casa pretende conquistar novos clientes com o delivery no modelo “home based” com baixo investimento inicial – R$ 60 mil – e sem taxas de royalties ou propaganda.

O formato começou a ser testado em meados de 2016, com o desenvolvimento da linha de produtos congelados, e avançou para o modelo de franquia “home based” no ano seguinte, com duas operações no estado de São Paulo.

De lá para cá, principalmente com a chegada da pandemia e o consequente isolamento das pessoas, o modelo deu um salto e hoje já tem 30 pontos de venda. A meta é chegar a 100 unidades até o final deste ano, nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná e Santa Catarina.

Ou seja, dobrar a quantidade de unidades da rede, como explica Domenico Molon, diretor comercial da Vivenda do Camarão.

“Nesse modelo, o nosso microfranqueado não precisa preparar nenhum dos pratos, vai apenas receber os produtos da Vivenda do Camarão e comercializar nas plataformas de delivery. Na verdade, ele nem pode manipular os alimentos, sequer abrir as embalagens”, conta.

Isso por causa das regras e legislações da Vigilância Sanitária, que proíbem a manipulação e comercialização de alimentos fora de cozinhas e pontos de venda inspecionados e aprovados.

O que é “home based”?

Como a própria tradução já diz, é um tipo de negócio que o franqueado vai operar em casa mesmo. E a própria estrutura que precisará ser montada não demanda um grande investimento.

Segundo Molon, o franqueado precisa apenas adquirir um freezer doméstico que tenha capacidade de congelamento a -16°C para armazenar os alimentos recebidos da cozinha central da Vivenda.

Além disso, o candidato a parceiro da marca necessita ter uma forte experiência em vendas e prospecção, pois ele é que terá de construir a sua própria carteira de clientes.

“Em cidades onde a marca ainda não atua, o franqueado terá de fazer o negócio ser conhecido e conquistar os clientes. Por isso é preciso que ele tenha uma veia comercial, pois o negócio do Vivenda em Casa vai funcionar mediante à performance de vendas dele”, explica o diretor comercial.

A rede permite que o franqueado tem a autonomia necessária para conquistar novos clientes, sejam eles consumidores finais ou empresas que queiram oferecer os produtos. Algo como um representante comercial que também atende ao usuário do delivery.

Apenas alguns produtos

Franquia congelados Vivenda do Camarão
Modelo da embalagem de um prato congelado da Vivenda em Casa.| Henrique Peron/divulgação

Diferente de uma loja física, onde são oferecidos todos os produtos da marca, o modelo da Vivenda em Casa permite que o franqueado escolha apenas os pratos mais rentáveis para a operação. Ele não precisa oferecer o mix completo, mas é incentivado a testar os produtos oferecidos.

“Entendemos que cada microfranqueado vai ter o seu perfil de acordo com a região. Tenho alguns que vendem muito empanado, e outros que comercializam bastante os cremes e especialidades, os produtos in natura”, exemplifica.

Isso porque o modelo de venda é diferente de outras franquias, onde o franqueado comercializa os produtos e repassa uma taxa de royalties à matriz. Na Vivenda em Casa, não há esta tarifa.

“Atuamos como uma indústria de alimentos onde o franqueado compra os produtos e revende na sua operação, por isso não cobramos nenhuma taxa a mais”, completa Domenico Molon.

De acordo com o prospecto da franquia, o faturamento médio mensal de cada unidade da Vivenda em Casa gira em torno de R$ 45 mil, com um lucro médio de R$ 5 mil. O retorno do investimento, numa performance plena esperada, é de 12 a 24 meses.

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