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Minha Quitandinha
O minimercado pode ser instalado em pequenos espaços que tenham uma circulação diária acima de 500 pessoas.| Foto: Divulgação

Em plena pandemia e em meio às incertezas que rondam o mercado, os empreendedores Guilherme Mauri, Marcelo Villares e Douglas Pena viram no momento uma oportunidade: se as pessoas tinham a necessidade de ficar cada vez mais em casa e se atividades básicas do dia a dia – como ir a um supermercado – virou uma prática de risco, que tal levar um minimercado voltado aos condomínios residenciais?

A partir dessa pergunta nasceu a Minha Quitandinha, startup de tecnologia de Santa Catarina que lançou a primeira loja em Itajaí em dezembro de 2020 e hoje está com 40 lojas; a expectativa é fechar 2021 com 80. A última foi aberta recentemente em Ponta Grossa, no Paraná.

A startup também já lançou modelo de licenciamento: quem compra a franquia recebe o local instalado e pronto, com todo treinamento, suporte e listagem de fornecedores. As próximas cidades paranaenses que devem receber uma unidade da Minha Quitandinha são Foz do Iguaçu, Curitiba e Maringá. A meta da startup é ter 300 lojas no Brasil até o final de 2022.

"Já tínhamos detectado que a comodidade e a conveniência era uma tendência, mas isso se acelerou na pandemia, porque se juntou ao fato de as pessoas terem mais segurança em fazer suas compras sozinhas", diz o CRO Douglas Pena.

Funcionamento e produtos

Baseada no conceito de honest market, o minimercado pode ser instalado em espaços acima de 2 m², como no hall de entrada de um prédio ou em uma das vagas de garagem. Há ainda a opção de container, caso seja em uma área externa. As compras são realizadas pelo consumidor por meio de um aplicativo (em uma interface próxima a do Ifood e do Uber, por exemplo), onde ele escaneia pelo código de barras e paga direto pelo app, via cartão de crédito ou débito.

Marcelo Villares, Douglas Pena e Guilherme Mauri, os criadores da Minha Quitandinha.
Marcelo Villares, Douglas Pena e Guilherme Mauri, os criadores da Minha Quitandinha.

No minimercado, há em média 450 tipos de produtos, e o mix é diverso; a ideia da Minha Quitandinha não é a de vender apenas produtos de indulgência (como chocolates, salgadinhos e refrigerantes, algo comum quando se pensa em locais de conveniência). "Nossa intenção é ser uma extensão da despensa de casa: o que faltar tem na Minha Quitandinha, como uma passata de tomate ou um leite que faltou enquanto a pessoa fazia o jantar", exemplifica Pena. O mix inclui ainda produtos considerados emergenciais, como fósforos, cola super bonder, entre outros.

O desafio do minimercado é conseguir um preço competitivo e que não extrapole tanto o valor que o cliente encontra nos supermercados maiores. "A gente faz um estudo para chegar ao preço e consideramos que há uma economia de tempo do morador que não precisa pegar o carro, sair de casa e enfrentar fila para comprar poucos itens", fala o CRO.

Com o arrefecimento da pandemia e o retorno gradual das atividades do dia a dia, a startup quer expandir para espaços como prédios comerciais, grandes indústrias, hotéis e academias. "Em lugares com uma circulação de 500 pessoas diariamente, o negócio já faz sentido", frisa Pena.

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