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Mercado market4u
Rede prevê alcançar 10 mil unidades em todo o país neste ano.| Foto: Franciele Lacombe/divulgação

Uma meta que era para ter sido atingida em 2025 foi antecipada em quatro anos. Esse é o resultado que a rede de mercados autônomos market4u alcançou ao final de 2021, com 1.941 unidades espalhadas em 90 cidades brasileiras, de acordo com o balanço divulgado nesta semana.

O número significa um crescimento de 100% do apurado ao final de 2020 e consolida os planos da startup paranaense de levar a conveniência e a comodidade do serviço para onde os clientes estão. E também acelera a meta de alcançar a categoria de "unicórnio", uma empresa de tecnologia avaliada em US$ 1 bilhão.

Além de condomínios residenciais, primeira iniciativa que foi impulsionada pela pandemia da Covid-19, a market4u também chegou a academias de ginástica, edifícios corporativos e shopping center – este com um desempenho acima do esperado.

Eduardo Córdova, CEO da market4u, credita o crescimento da rede a um novo padrão de consumo das pessoas, em que as dificuldades trazidas pela pandemia criaram uma necessidade de mais conveniência nos serviços. É o mesmo que aconteceu com o delivery, que continua em alta mesmo com a reabertura dos restaurantes.

“A gente estava na hora certa e no lugar certo, fomos muito assertivos na operação. As pessoas estão muito mais habituadas a fazer uso do celular para realizar compras, e pegamos um cenário onde elas queriam uma opção de compra mais cômoda, não só pela questão da segurança, mas pela facilidade”, conta.

A startup surgiu em 2019 instalando pequenos mercados autônomos em condomínios, onde os moradores compravam o que precisavam e faziam o pagamento. Com a chegada da pandemia e a adoção do teletrabalho pelas empresas, a rede disparou e aumentou a presença no mercado.

Para Córdova, as operações de mercados autônomos em condomínios se tornaram algo tão comum como oferecer uma academia ou salão de festas, com “alguns principais itens de alimentação disponíveis 24 horas”.

Crescimento

Se no começo, a market4u precisava ir atrás dos condomínios para fechar novos negócios, hoje são os síndicos que pedem a instalação dos mercados – 90% da procura.

Ao longo do ano de 2021, com a flexibilização dos decretos sanitários nas cidades brasileiras a partir da metade do ano, outros setores da economia passaram a procurar a startup após os responsáveis conhecerem o serviço em seus próprios condomínios. Foi quando o segmento corporativo começou a negociar as primeiras unidades.

“Aprendemos muito em 2020, que foi efetivamente o primeiro ano de atuação, e em 2021 começamos a atender academias, clubes, empresas e até um shopping. Melhoramos os processos e a tecnologia, foi muito do amadurecimento da market4u”, conta o CEO.

Entre os novos locais que receberam unidades de mercados autônomos estão os edifícios corporativos da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN) e BV Financeiro, o centro de distribuição da startup Troc e o Mueller Shopping Center, em Curitiba. Só em dezembro, a ativação corporativa superou a de novos condomínios.

No apanhado geral, das quase mil novas unidades abertas em 2021, 400 foram em ambientes corporativos. Além disso, a market4u também investiu em adegas compartilhadas e um aplicativo de classificados para os moradores dos condomínios.

Procedimentos diferentes

Market4u
As operações da market4u são autônomas, sem funcionários próprios.| divulgação/market4u

Diferente de um condomínio, onde a instalação dos mercados autônomos precisa passar por aprovação de moradores e conselho, nos ambientes corporativos a ativação é mais rápida por ser uma decisão interna, que não precisa passar por assembleias ou votações.

Os produtos oferecidos também são diferentes. Enquanto que, nos condomínios, o mix é composto por itens do dia a dia, como macarrão, arroz, cerveja, as unidades corporativas oferecem opções como biscoitos, snacks e sucos, para consumo imediato.

“São momentos diferentes de compra. Por outro lado, a operação é exatamente a mesma, onde o cliente pega o produto na prateleira e faz o pagamento ele mesmo. E é mais seguro, já que toda venda é monitorada e pode repercutir internamente”, conta Eduardo Córdova.

No entanto, as novas operações em shoppings centers terão um procedimento diferente, por conta do grande fluxo de pessoas. As prateleiras serão fechadas com portas de vidro, e liberadas somente após o pagamento. Na única unidade aberta neste momento, um colaborador fazia o monitoramento presencial para apresentar aos clientes o modelo de negócios.

Desde que foi aberta em meados de novembro, a unidade no Mueller Shopping Center, de Curitiba, realizou cerca de 3 mil vendas, com pouco mais de 1 mil clientes cadastrados e 381 ativos. Córdova conta que foi o dobro do esperado para este início de operação.

Já o crescimento projetado de alcançar 10 mil unidades prevê que 50% delas sejam da aquisição de concorrentes ou franqueados que mudam para a market4u. Além da expansão orgânica de novos interessados, a expectativa é de que metade deles sejam condomínios e a outra de clientes corporativos.

Delivery

Outro plano para 2022 é a criação de um marketplace no próprio aplicativo, para que os condôminos encomendem produtos de fora que não estão na gôndola, recebendo em casa, sem custo adicional, em até 24 horas.

“Hoje contamos com um time que está focado em proporcionar uma experiência ainda melhor para os consumidores”, conclui Eduardo Córdova.

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