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Produção café
O café especial brasileiro é um dos produtos com grande potencial de exportação.| Foto: Bigstock

As micro e pequenas empresas localizadas em áreas que receberam o selo de Indicação Geográfica estão na mira de um acordo firmado recentemente pela Agência Brasileira de Promoção de Exportações e Investimentos (Apex-Brasil) e o Sebrae. As duas agências começarão, em breve, um trabalho de capacitação para que os produtos ganhem novos mercados em outros países.

O objetivo do acordo de cooperação é ampliar os negócios internacionais através de ações de promoção comercial, geração de inteligência de mercado e difusão da cultura exportadora, entre outras iniciativas segundo a Apex. Em um primeiro momento serão atendidas 300 empresas, sendo que 100 delas devem começar a exportar seus produtos até o final do ano.

De acordo com Sergio Segovia, presidente da Apex-Brasil, os negócios localizados em áreas de Indicação Geográfica (IG) têm um grande potencial de exportação. Para ele, as ações de qualificação e a geração de inteligência de mercado vão subsidiar os empresários brasileiros e ampliar a competitividade das micro e pequenas empresas do país no mercado internacional.

“As IGs têm uma vocação natural para a exportação. Essa parceria que estamos firmando, juntamente com o apoio do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento e o Instituto Nacional da Propriedade Industrial, vai fortalecer a atuação das nossas IGs no mercado internacional”, disse.

Segundo a Apex-Brasil, as micro e pequenas empresas que já foram capacitadas para a exportação faturaram pelo menos R$ 35 bilhões ao longo de 2020.

Potencial

Carlos Melles, presidente do Sebrae, ressalta que uma em cada três empresas exportadoras brasileiras são de pequeno porte, mas as micro e pequenas empresas são responsáveis por apenas 1% dos valores negociados. Para ele, essa ação conjunta com a Apex vai ajudar a converter mais negócios para vender ao exterior.

“O aumento dessa participação das micro e pequenas empresas no volume de exportações vai gerar milhões de novos empregos e diversificar a nossa pauta com o mercado externo”, explica.

Segundo a Confederação Nacional da Indústria (CNI), o Brasil tem atualmente 70 áreas com o selo de Indicação Geográfica, sendo 57 indicações de procedência e 13 denominações de origem. Com essa certificação, os produtos produzidos nelas obtém uma espécie de proteção à propriedade intelectual brasileira, que a parceria da Apex com o Sebrae pretendem levar para o resto do mundo.

“As indicações geográficas diferenciam os produtos tanto no mercado doméstico quanto no mercado internacional, agregam valor, influenciam a qualidade e ajudam no desenvolvimento regional”, afirmou Carlos Abijaodi, diretor de Desenvolvimento Industrial da CNI à agência de notícias da entidade.

Pequenos puxam o mercado

Durante a cerimônia de assinatura do acordo, o secretário especial de Produtividade, Emprego e Competitividade do Ministério da Economia, Carlos da Costa, ressaltou que os pequenos negócios representam 99% das empresas brasileiras, e são os responsáveis pela manutenção do emprego, mesmo com a pandemia.

Para ele, a expansão para o mercado externo vai ajudar no aumento da produtividade e da competitividade delas.

“A internacionalização das pequenas empresas brasileiras é um forte indutor de crescimento da economia. Mas ainda encaram um sério desafio que é a questão da produtividade”, comentou.

De acordo com a CNI, as empresas focadas em produtos de indicação geográfica movimentam em torno de US$ 50 bilhões no mercado internacional. São produtos como o Champagne (França), o Vinho do Porto (Portugal), o Chá Darjeeling (Índia), o Café da Colômbia, o Queijo Parmesão (Itália), entre outros.

Já no Brasil, os produtos com grande potencial de aumentar as exportações são o café, a cachaça, o cacau, a erva-mate, entre outros.

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