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Fazenda café
Entre as ações da Nespresso está o plantio de árvores nas fazendas fornecedoras e arredores para neutralizar as emissões de carbono.| Foto: Pixabay

Tendência entre as grandes corporações e um dos quesitos que mais devem ser levados em consideração pelos consumidores no pós-pandemia, a preocupação com causas socioambientais fez a marca Nespresso anunciar nesta semana um programa de neutralização de carbono de toda a cadeia produtiva até 2022.

Com um investimento de 40 milhões de Francos Suíços (R$ 232 milhões), a gigante alimentícia Nestlé pretende minimizar os impactos ambientais gerados pela atividade industrial da indústria em até 27 meses. Isso significa que tudo o que for produzido e comercializado pela companhia será calculado em créditos de carbono.

Segundo Guilherme Amado, líder do Programa Nespresso AAA de Qualidade Sustentável, a marca vem investindo continuamente em iniciativas para a redução da emissão de carbono, com projetos de compensação dos impactos causados pela indústria.

“É parte do nosso compromisso global com a sustentabilidade fazer com que cada xícara de café Nespresso tenha impacto positivo para a sociedade e para o meio ambiente, desde a criação da marca. Nossa prioridade é ser uma empresa neutra até 2022”, disse.

O anúncio global da marca se soma às iniciativas já tomadas nos países onde a Nespresso atua – inclusive no Brasil. Por aqui, são desenvolvidas ações como a logística reversa das cápsulas de café para reciclagem, as entregas verdes e o plantio de árvores.

Ações

Para cumprir a meta de neutralização das emissões de carbono até o ano de 2022, a Nestlé elaborou três iniciativas socioambientais para a divisão da marca Nespresso em âmbito global.

Uma delas pretende aumentar a eficiência energética das lojas da marca, abastecendo-as com energia 100% renovável e o incremento do uso do biogás no processo de fabricação dos produtos. Há ainda um reforço da circularidade das embalagens, com a utilização de plástico reciclado das máquinas e o uso de alumínio virgem de baixo carbono e reciclado nas cápsulas de café.

Outra ação, chamada de ‘Insetting’, será desenvolvida junto aos produtores dos cafés utilizados pela Nespresso. A companhia vai plantar árvores nas fazendas fornecedoras e arredores, como uma forma de “sequestrar carbono da atmosfera e um meio de investir na natureza e criar um sistema agrícola regenerativo”, explica o comunicado.

A Nespresso afirma, ainda, que uma parceria com a organização suíça não-governamental Pur Projet será capaz de triplicar a atual capacidade de plantio de árvores em países produtores de café como Colômbia, Guatemala, Etiópia e Costa Rica.

E uma terceira linha de ação é o ‘Offsetting’, um suporte e investimento em projetos de cafés de alta qualidade, com ações para apoiar a conservação e a restauração de florestas, bem como implementar soluções de energia limpa em comunidades agrícolas.

“Este empenho é parte de uma estratégia maior e mais abrangente dos compromissos de sustentabilidade da marca que serão comunicados em breve e que incluem: preservar cafés excepcionais, construir um sistema agrícola resiliente e regenerativo, apoiar um meio de vida sustentável para produtores e construir um negócio circular”, encerra o comunicado da Nespresso sobre o investimento milionário na neutralização do carbono na cadeia de produção.

Reciclagem das cápsulas

Com uma produção anual de milhões de cápsulas individuais de café, a Nespresso já reduziu em quase 20% a pegada de carbono na produção industrial desde 2009. Em meados de maio deste ano, a marca anunciou que começaria a produzir as cápsulas com 80% de alumínio reciclado, além das caixas das máquinas com 95% de material reciclado.

Segundo a companhia, o alumínio reciclado requer 95% menos energia para produção do que o alumínio virgem. As cápsulas e o pó de café já utilizados são recolhidos em 157 pontos de coleta espalhados pelo país e enviados para o centro de reciclagem da Nespresso em Barueri, na região metropolitana de São Paulo.

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