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roteiro

Mari-mari, pacovã, bacuri: conheça os produtos exóticos do Mercado Municipal de Manaus

A capital do Amazonas é famosa por seus peixes e frutas; acompanhe o roteiro do Bom Gourmet para experimentar o melhor da Feira Manaus Moderna

por Flávia Schiochet Publicado em 03/06/2017 às 17h
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Conhecer uma nova cidade e cultura implica em provar algumas das comidas típicas e ingredientes base daquela população. Nada melhor que visitar os mercados municipais, portanto. Manaus concentra sua feira de peixes, carnes, hortaliças e frutas na Feira Manaus Moderna, uma edificação construída em um aterro na década de 1980, a poucas quadras do Mercado Adolpho Lisboa.

A Feira Manaus Moderna é na Rua Barão de São Domingos, no Centro de Manaus e o dia começa às 4h, quando os primeiros caminhões com banana-da-terra e banana-prata descarregam os frutos na Feira da Banana. O movimento segue até as 17h, mas o ideal é conhecer pela manhã e ver a variedade nas bancas.

Na Rua dos Barés está o Mercado Adolpho Lisboa, construído em estilo art noveau com ferro fundido trazido de Liverpool, Inglaterra, no final do século 19. Lá, concentram-se as lojas de artefatos e souvenires, com cachaças e bombons à venda.

Confira a seleção do Bom Gourmet:

Frutos

O Norte do Brasil é conhecido pelo açaí consumido amargo, por suas castanhas, como a do Pará e a de caju, e também pelos frutos de palmeira, como o coco verde (a polpa é vendida em pacotes de um quilo no mercadão) e a pupunha, um fruto de coloração verde, amarela ou vermelha na casca e de amarelo para alaranjado na polpa, preparado como batata. Sua textura lembra a de mandioca e o sabor, de raízes como batata-salsa. Vale experimentar também suco de genipapo e a castanha sapucaia, que tem casca fácil de quebrar com as mãos. Conheça outros frutos para provar em Manaus:

Mari-mari, um fruto chamado de "drops da selva" por sua casca parecer a embalagem de uma bala. Foto: Flávia Schiochet/Arquivo pessoal

Mari-mari, um fruto chamado de “drops da selva” por sua casca parecer a embalagem de uma bala. Foto: Flávia Schiochet/Arquivo pessoal

Mari mari – Chamada de “drops da selva”, a “embalagem” é uma atração à parte: a vagem tem cerca de meio metro, de coloração verde para amarela (quanto mais amarela, mais madura) e tem aspecto seco. Mas basta torcê-la para romper a casca e destampá-la: os caroços têm polpa verde e tanto a coloração quanto a textura e sabor lembram kiwi. Encontra-se por R$ 5 o maço com mais de uma dezena de vagens.

Tucumã – As lascas alaranjadas parecem cenoura, mas seu sabor lembra abacate pela neutralidade e oleosidade. Dependendo do ponto da fruta, pode ser mais adocicado. A fruta é vendida inteira por quilo ou em lascas (cerca de R$ 5, 200 g).

O tucumã é um fruto oleoso de palmeira, com polpa fibrosa. Foto: Flávia Schiochet/Arquivo pessoal

O tucumã é um fruto oleoso de palmeira, com polpa fibrosa. Foto: Flávia Schiochet/Arquivo pessoal

Bacuri – Da mesma família da goiaba, jabuticaba e pitanga, esta fruta de casca amarela e crespa tem polpa branca que envolve duas ou três grandes sementes. O sabor é azedinho com um toque doce e a casca é fácil de romper com os dedos. Vende-se por quilo.

Produtos

Chips de pacovã

É o mesmo que banana-da-terra. É usada a banana verde, cortada em rodelas finas e fritas. Para manter na mochila como petisco.

 

Farinhas de mandioca

Farinha d'água, uma das farinhas mais consumidas em Manaus. Foto: Ricardo Oliveira/Divulgação

Farinha d’água, uma das farinhas mais consumidas em Manaus. Foto: Ricardo Oliveira/Divulgação

Uma das mais populares é a granulada de tapioca, uma pipoca feita a partir da fécula de mandioca, crocante (às vezes mais dura) que é servida sobre o açaí. A farinha d’água, de bolinhas amarelas e duras, pode rechear peixes, virar farofa (com vinagrete para fazer a “farinha úmida”) ou petisco. Cuidado com os dentes.

 

Bala de cupuaçu

A bala tem o doce pegajoso da fruta amazônica envolto em uma casquinha de doce de leite. São vendidas em pacotes com variações de castanha ou coco e boas para relembrar a viagem.

 

Peixes

Peixeiro mostra o jaraqui "ticado": corta-se inúmeras vezes a lateral do peixe para cortar as espinhas finas. Foto: Flávia Schiochet/Arquivo pessoal

Peixeiro mostra o jaraqui “ticado”: corta-se inúmeras vezes a lateral do peixe para cortar as espinhas finas. Foto: Flávia Schiochet/Arquivo pessoal

No mercado de peixes, compra-se os peixes limpos filetados ou ticados (cortes nas espinhas dos peixes pela lateral). O jaraqui é o peixe amazônico por excelência, mede cerca de 20 cm de comprimento e é vendido em cento (R$ 10, limpo e ticado). Tem até um ditado popular: “quem come jaraqui não sai daqui”. Outros peixes amazônicos são o matrinxã, pirarucu, tucunaré e tambaqui.

 

Imperdível

Não deixe de provar o x-caboclinho ou tapioca caboclinho, servida geralmente no café da manhã. O tucumã e o queijo coalho são os principais ingredientes deste preparo, que pode levar também presunto e banana-da-terra assada.

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