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Água Verde

Paninis e brownies são destaque no café que funciona em antigo módulo policial

Café Sete Expresso Bizu abriu há três semanas no Água Verde e faz parte de um projeto social de ressocialização de presas com tornozeleira eletrônica

por Priscila Bueno, especial para a Gazeta do Povo Publicado em 08/08/2018 às 17h
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Sanduíches bem elaborados e uma linha de brownies têm chamado a atenção no Café Sete Expresso Bizu, um local para refeições rápidas montado no módulo policial que estava abandonado na Praça Maria Bergamin Andretta, no Água Verde. O café é um braço do projeto social Geração Bizu, que atua junto a pessoas que cumprem pena com monitoramento eletrônico em Curitiba.

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Felipe Padilha, formado em Gastronomia pela Universidade Positivo (UP), é o chef e sócio que está à frente da operação do café. No local, que tem apenas 16 m², são feitos os paninis e cafés. Os demais produtos vêm de fornecedores.

O panini de peito de peru é uma das opções. Fotos: Fernando Zequinão/ Gazeta do Povo

Os paninis são servidos em três sabores: peito de peru, muçarela, catupiry, tomate, cebola roxa e alface americana (R$ 10); guacamole, chilli, queijo cheddar e alface americana (R$ 15) e o de cogumelos na manteiga, tomate confitado, provolone, catupiry e alface americana (R$ 15).

Entre os tradicionais salgados, o café oferece esfihas de alho poró e integral de tomate seco, coxinha com ou sem catupiry, quibe (R$ 6, cada) e empadas de frango, frango com catupiry e palmito (R$ 7, cada).

O brownie é oferecido em vários sabores e coberturas.

No cardápio de doces, o queridinho nas primeiras semanas de funcionamento é o brownie da CWBrownie (que também é de propriedade de Padilha). São vários sabores, como doce de leite, paçoca com chocolate, doce de leite com paçoca, chocolate meio amargo com chantilly e cookies (R$ 6, cada), além do tradicional brownie com sorvete (R$ 12). Para quem gosta de bolos, há os confeitados como Martha Rocha e dois amores, R$ 7, a fatia.

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O local é pequeno, mas charmoso e confortável.

Padilha conta que os cafés têm feito bastante sucesso. O menu vai desde os básicos espresso (R$ 3,80) e passado (R$ 2) até os mais elaborados, como o Café Bombom (espresso, leite e leite condensado, R$ 8,40) e Irish Coffee (que leva uísque, R$ 15). Também há chás. O Dori-Ame leva rooibos, gengibre, maçã, camomila e menta. O Baronesa tem erva mate, chá mate, laranja, menta e jasmim. O sale-té leva hibisco, canela, cravo, anis e amora. Cada xícara custa R$ 6.

Projeto social

O café tem um cunho bastante social. Hoje duas mulheres monitoradas eletronicamente trabalham no local. A escolha das funcionárias é feita junto com o Departamento Penitenciário (Depen) do Estado. “A ideia é oferecer um espaço democrático para se conviver com a diversidade”, afirma Carolina Miranda do Amaral e Silva, psicóloga e uma das coordenadoras do projeto Geração Bizu, ao lado da assistente social Fernanda Rossa.

Confira os detalhes do projeto arquitetônico do café Sete Expresso Bizu

São várias opções de cafés.

Carolina diz que inicialmente a primeira ideia do projeto foi para que elas vendessem bombons como ambulantes. Depois começaram a surgir outras oportunidades, como a possibilidade de ocuparem um box na Praça Rui Barbosa. Foi quando Fernanda avistou o módulo abandonado e levou a ideia à Prefeitura Municipal de Curitiba, que abraçou o conceito. A construtora Mora Constrói executou o projeto da arquiteta Ana Bonin em apenas sete dias (por isso, o sete do nome). A intenção, segundo Carolina, é abrir outros cafés. Inclusive já há negociações para uma nova unidade em São José dos Pinhais.

Serviço:
Praça Maria Bergamin Andretta. Abre de segunda a sexta, das 8 às 20 horas e finais de semana, das 9h às 18h30.

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