Baixa Gastronomia

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Pão e café

Dois lugares na cidade que criam a combinação perfeita

por Guilherme Caldas e Rafael Martins Publicado em 10/06/2015 às 22h
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A pequena notável

Não fosse a perene fila de fregueses à porta do pequeno estabelecimento já no fim da eclética Cruz Machado, a Mercearia Viana dificilmente chamaria a atenção de quem vai em direção à Praça Tiradentes.

Mas não há curitibano que se preze que não conheça a mercearia e seus fantásticos pães. Nascida Leitaria Viana em 1906, a casa sempre funcionou nas cercanias do marco zero da cidade. Há quase 50 anos, é administrada pela família Veronesi, craque no negócio.

Mercearia Viana. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

Mercearia Viana. Foto: Hugo Harada/Gazeta do Povo

São nada menos do que 89 tipos de pães, assados numa fábrica, localizada no trecho de calçadão da Saldanha Marinho, que trabalha 24 horas por dia e consome três toneladas de farinha de trigo por semana.

“Só usamos ingredientes frescos, sem conservantes. E tem pão quente o tempo todo”, explica Rudinei Tiago de Oliveira, gerente da casa e genro do proprietário, Gilmar Veronesi. Na foto acima, Thaylline Veronese, filha. O francês sai a cada 20 minutos – vendem-se oito mil por dia. Do caseirão e da broa integral, são seis fornadas diárias.

Uma das estrelas da casa, o caseirão, um colosso de 1,2 quilos, tem fermento de batata numa massa que descansa por cinco horas antes de ir ao forno. O resultado é um pão incrivelmente macio e saboroso. A broa úmida da Viana é fornecida ao Bar do Alemão, no Largo da Ordem, onde acompanha a carne de onça. Além dos pães e biscoitos que produz, a casa vende laticínios e frios de fornecedores exclusivos.

E os preços? O caseirão sai a R$ 5,90. A broa úmida, de 700 gramas, custa R$ 5. O mini-integral, de 450 gramas, custa R$ 3,30. Segredo? “Não abusamos na margem de lucro e temos descontos com fornecedores graças aos volumes de nossas compras”, diz Rudinei.

Pão bom, bom preço, sem frescura, tudo isso explica a fila – que começa já às seis da matina, com a casa ainda fechada. Mas taí uma fila que encaramos com um sorriso na cara.

Onde

Rua Cruz Machado, 12, Centro. (41) 3222-8992. De segunda a sexta, das 6h15 às 19h45. Sábados, 6h15 às 15h. Cartões, só débito.

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No bullshit

Café de alta qualidade em dois endereços, extraído na máquina de espresso ou nos métodos da moda (Hario, Chemex, é só escolher) a um preço honesto. Somos fãs do barista Léo Moço e de seu Café do Barista. O ambiente e a localização já deixam clara que não há espaço pra afetação. Ótimo. Como diz o slogan da casa, #justcoffeenobullshit. E que café…

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Onde

Rua Saldanha Marinho, 523, Centro. Rua Moysés Marcondes, 357, Juvevê. De segunda a sábado, das 9 às 18h. Não aceita cartões. www.cafedomoco.com.br.

Preço

Expresso do dia a R$ 4. Coado de R$ 4 (Hario) a R$ 6 (Chemex).

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