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Entrevista

Restaurante funcional Le Manjue Organique vai abrir filial em Curitiba

Chef Renato Caleffi, proprietário do estabelecimento, esteve em Curitiba e falou sobre os planos de expansão para a capital paranaense

  • PorMarina Fabri, especial para a Gazeta do Povo
  • 21/03/2017 15:45
Prato servido no Le Manjue Organique em São Paulo. Foto: reprodução Instagram.
Prato servido no Le Manjue Organique em São Paulo. Foto: reprodução Instagram.| Foto: Gilson Garrett Algauer Junior

Aberto há dez anos em São Paulo, o Le Manjue Organique é um restaurante focado em cozinha funcional (ingredientes e pratos que trazem benefícios à saúde, indo além das funções básicas de nutrição) e ingredientes orgânicos. O chef – e um dos quatro sócios da casa – Renato Caleffi, esteve em Curitiba em março para uma palestra sobre seu estilo de gastronomia. Antes, porém, conversou com o Bom Gourmet sobre cozinha funcional, tendências e novidades, entre elas o fato de que Curitiba deve ser a primeira cidade a ganhar uma filial do seu restaurante. Os planos são para que o Le Manjue abre suas portas por aqui até o final deste ano.

Chef Renato Caleffi, do Le Manjue Organique. Foto: André Rodrigues.
Chef Renato Caleffi, do Le Manjue Organique. Foto: André Rodrigues.

Como você virou um chef focado em cozinha funcional?
Bom, eu sempre gostei muito de cozinhar, desde criança, mas pensava em ser engenheiro. Queria ser engenheiro ambiental porque tinha vontade de “melhorar coisas”, queria contribuir, de alguma forma, para que as pessoas vivessem melhor. No fim, acabei me formando em direito, mas há mais ou menos uns 15 anos eu resolvi mudar de área e investir de vez na gastronomia, estudei aqui e no exterior também (nos Estados Unidos, Argentina e Canadá, além do Brasil) e, há dez anos, abri o Le Manjue Organique. E ele tem justamente essa proposta, a de melhorar a vida das pessoas por meio de receitas funcionais.

Prato servido no Le Manjue Organique em São Paulo. Foto: reprodução Instagram.
Prato servido no Le Manjue Organique em São Paulo. Foto: reprodução Instagram.| Gilson Garrett Algauer Junior

Há dez anos, quando o restaurante abriu, como era a reação das pessoas ao saberem que sua cozinha era funcional?
Tinha um preconceito muito grande, uma confusão de conceitos – muita gente até hoje confunde tudo, orgânico, funcional, vegetariano, vegano… Ainda bem que as coisas foram mudando aos poucos, especialmente de três anos para cá tenho sentido uma corrente muito favorável ao tipo de trabalho que eu faço, e isso é um caminho sem volta. E é muito bom poder ajudar a desconstruir esse preconceito oferecendo pratos saborosos, bem temperados, gostosos e perfumados – as pessoas se surpreendem muito e uma das coisas que mais ouço é “nossa, mas eu não imaginava que seria assim”.

Que mudanças você já notou?
O veganismo hoje é uma tendência – e está em crescimento e fico muito feliz, pois acho que essa é uma necessidade do planeta. Quando abri o Le Manjue, havia um prato vegano no cardápio, uma moqueca de pupunha com shiitake. Hoje, temos três entradas, três saladas e outros cinco pratos principais veganos, sem contar as sobremesas. E as pessoas pedem, veganos são muito antenados – até hoje a moqueca nunca saiu do cardápio e segue como um dos pratos mais pedidos. Além disso, cada vez mais estou usando as Pancs (Plantas Alimentícias Não Convencionais), que são uma tendência, ingredientes incríveis e que podem, inclusive, contribuir para a diminuição da desnutrição e fome no mundo. Adoro beldroega, Cambuci, jambu, alcachofra de Jerusalém (que, inclusive, é muito curiosa, já que tem gosto de alcachofra e pera ao mesmo tempo, além de ser fonte de probióticos)…

Falando em veganismo, um dos produtos que o La Manjue lançou foi uma ganache feita de biomassa de banana verde. De onde veio essa ideia?
A ideia veio justamente da minha família. Minha vó é diabética, mas adora doces, então resolvi criar uma receita que ela pudesse comer. E aí nasceu a ganache Le Manjue, que até pouco tempo atrás era vendida apenas no restaurante e pelo nosso site – agora, Curitiba já tem uma série de pontos de venda (veja lista abaixo). Além disso, lançamos sempre edições comemorativas limitadas, como a versão com frutas vermelhas para a Páscoa. Em breve, vamos lançar também uma pasta de castanha, um doce de leite vegano e uma geleia de pimenta – acredito que devam começar a ser vendidos em agosto.

E qual sua opinião sobre a cena da gastronomia funcional em Curitiba?
Os curitibanos são muito ligados nessa questão dos orgânicos, eles são consumidores muito conscientes – tanto que vários produtos que uso no restaurante vem daqui. Venho bastante para cá para dar palestras e aulas em cursos de gastronomia, além de ter bastante contato com nutricionistas… E muita gente me pedia para trazer o Le Manjue para cá e, muito em breve isso deve acontecer.

Curitiba deve ganhar uma filial do Le Manjue em breve?
Sim, ainda não tenho detalhes concretos sobre o restaurante, mas já temos um imóvel em vista e meu desejo é inaugurá-lo até o final deste ano. Por enquanto, ainda temos vários pormenores para resolver, mas Curitiba será a primeira cidade a receber uma filial do Le Manjue.

***

Serviço
A ganache Le Manjue Organique está disponível em Curitiba nos seguintes pontos de venda a partir de 27/03:

Saudavelmente (Rua Flávio Dallegrave, 1170 – lj02 – Alto da Rua XV), Quiosque Natureza  (Polloshop, R. Camões, 601 – Alto da Rua XV), Good Food Market (Rua Augusto Stresser, 1970), Família Farinha (Av. N. Sra. da Luz, 2345 – Jardim Social), Veg Veg (Rua Visconde de Nácar, 655 – Mercês), Mundo Verde (Shopping Estação – Av. Sete de Setembro, 2775 – Rebouças), Aroma de Hortelã (Rua Delegado Leopoldo Belczak, 1070 – Loja 3 – Cristo Rei), Lucca Cafés Especiais (Alameda Pres. Taunay, 40 – Batel), Família Scopel (Av. Anita Garibaldi, 1047 – Ahú), Empório da Terra (Rua Desembargador Otávio do Amaral, 692 – 04 – Bigorrilho), La Panoteca Panfolia Slow Backery (Rua Gastão Câmara, 384 – Bigorrilho) e Delight Café e Empório Natural (Rua Maj. Heitor Guimarães, 1214 – Seminário).

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