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Conheça o Picolé Mineiro, torresmo feito da costelinha de porco

Criado pela Mercearia 130, em Belo Horizonte, o petisco é um dos mais aclamados na capital mineira

por Lorena Martins, especial Gazeta do Povo Publicado em 22/04/2019 às 15h
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O torresmo é um dos petiscos que mais resume Minas Gerais. Com muita pele, gordura e pouquíssima carne justamente para ensebar os dedos, o torresmo alcança outros patamares na Mercearia 130, estabelecimento de Belo Horizonte que criou um novo nome para a iguaria: o Picolé Mineiro.

É preciso esclarecer que o termo não é uma gíria para qualquer torresmo e foi criado no estabelecimento em 2012. Um dos proprietários, Marco Lucchese, explica que o batismo aconteceu por conta de um detalhe.

Em vez de usar a barriga do porco, o Picolé Mineiro é feito de costelinha, uma carne mais magra, ou seja, com menos gordura. O trunfo é o ossinho que é deixado propositalmente para o cliente pegar com a mão, como um palito de picolé. “Uma cliente sempre pedia e quando pegou com a mão brincou que era um picolé e assim batizamos o nome do petisco na hora mesmo”, relembra.

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Porção do autêntico Picolé Mineiro da Mercearia 130 custa R$ 48. Foto: Victor Schwaner / Divulgação

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Para fazer o autêntico Picolé Mineiro, Lucchese explica que a costelinha é assada no forno e a carne é confitada – o que confere textura macia. Já a pele fica desidratada fazendo jus à pururuca crocante. “Percebo que o nome ‘Picolé Mineiro’ tem sido copiado de forma equivocada. Já vi gente pegando o torresmo de barriga e enfiando um palito de madeira e chamando ele de picolé”, reclama o dono.

Homenagens indiretas

Para arrematar o feijão tropeiro servido no Cabernet Butiquim, a chef Jana Barrozo também usa o mesmo corte de torresmo com a costelinha propositalmente posicionada com o osso aparado. “Foi uma sugestão do próprio açougueiro, que é meu fornecedor há anos, que me apresentou o corte pronto e já com esse curioso nome. Testei e preparei igual ao torresmo tradicional: tempero com sal e alho assado no forno a 130 graus e, depois, frito em óleo bem quente para pururucar”, contou.

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Em vez de linguiça mineira ou torresmo de barriga, a costelinha frita foi a escolha para acompanhar o tropeiro do Cabernet Butiquim. Foto: Studio Tertúlia / Divulgação

Aberto recentemente em Belo Horizonte, o Torresmaria, localizada no bairro Floresta, em Belo Horizonte, serve apenas opções feitas com o torresmo. O rabo de porco pururucado é feito para se comer com as mãos e lembra o Picolé Mineiro. O tira-gosto é feito com o rabo marinado por 24 horas na cachaça, assado e pururucado em uma fritadeira.

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Uma versão mais irreverente do Picolé Mineiro é o torresmo de rabo de porco da novíssima Torresmaria. Foto: Instagram / Reprodução

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