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Azeite de oliva está mais próximo do suco de fruta que de um condimento: é o único óleo culinário extraído de um fruto e não de semente. Foto: Bigstock
Azeite de oliva está mais próximo do suco de fruta que de um condimento: é o único óleo culinário extraído de um fruto e não de semente. Foto: Bigstock| Foto:

Seis marcas de azeite de oliva foram proibidas de serem comercializadas em todo o país por fraude em suas composições, de acordo com uma determinação do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa). Segundo o comunicado, os rótulos Oliveiras do Conde, Quinta Lusitana, Quinta D’Oro, Évora, Costanera e Olivais do Porto são impróprios para o consumo e não podem ser vendidos.

Azeite de oliva está mais próximo do suco de fruta que de um condimento: é o único óleo culinário extraído de um fruto e não de semente. Foto: Bigstock
Azeite de oliva está mais próximo do suco de fruta que de um condimento: é o único óleo culinário extraído de um fruto e não de semente. Foto: Bigstock

De acordo com o Mapa, a proibição surgiu após a descoberta de uma fábrica clandestina de azeites falsificados em Guarulhos (SP) no mês de maio, que armazenava alguns dos produtos interditados pela fiscalização como os rótulos das marcas Costanera e Olivais do Porto. As marcas eram produzidos com diversos óleos, mas sem a presença de azeite de oliva. Além delas, também foram analisadas 19 amostras do Oliveiras do Conte, oito do Quinta Lusitana e duas da marca Évora.

A fiscalização encontrou os produtos fraudados em oito estados do país, desde Alagoas até Santa Catarina, vendidos em redes supermercados de atacado, atacarejo e pequenos mercados.

Segundo o diretor do Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Vegetal (Dipov) do Mapa, Glauco Bertoldo, o azeite de oliva é o segundo produto alimentar mais fraudado do mundo, perdendo apenas para o pescado. Segundo ele, adulterar ou falsificar o óleo não é apenas uma fraude ao consumidor, mas também um crime contra a saúde pública.

Segundo o ministério, a operação realizada em Guarulhos desencadeou uma força-tarefa em Curitiba e São Paulo que testou amostras de 54 marcas vendidas em grandes redes de varejo. Delas, 98,1% estavam de acordo com a legislação.

Os comerciantes que forem flagrados vendendo os produtos, após as advertências, serão denunciados e multados em R$ 5 mil por ocorrência e acréscimo de 400% sobre o valor comercial dos azeites.

Outro lado

As empresas responsáveis por todas as marcas — Rhaiza do Brasil Ltda, Mundial Distribuidora e Comercial Quinta da Serra Ltda — foram procuradas pela reportagem e ainda não responderam aos pedidos de entrevista. Uma delas, a Rhaiza do Brasil, já tinha sido intimada a dar explicações sobre o azeite de oliva Oliveiras do Conde.

Saiba escolher

Glauco Bertoldo explica que o consumidor deve desconfiar de azeites muito baratos. Os produtos fraudados custam em média entre R$ 7 e R$ 10, enquanto que o verdadeiro azeite de oliva começa em R$ 17.

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