top chef batatas - foto pixabay
top chef batatas - foto pixabay| Foto:

O alimento mais versátil do mundo pode ser também o mais difícil de ser preparado. É assim que os candidatos a Top Chef chegaram à conclusão no episódio desta semana do reality show, exibido na noite de quarta (24) na Record TV. Eles tiveram de preparar batatas fritas com um molho de acompanhamento suficientes para 50 pessoas.

O programa desta semana teve a presença do chef Benny Novak, que serve 15 toneladas de batatas fritas mensalmente em seus restaurantes. Foto: reprodução/Record TV.
O programa desta semana teve a presença do chef Benny Novak, que serve 15 toneladas de batatas fritas mensalmente em seus restaurantes. Foto: reprodução/Record TV.

O desafio pareceu fácil no começo, afinal, preparar batatas fritas não tem grandes segredos – ou assim eles pensaram até a chegada do chef convidado. O reality comandado por Felipe Bronze teve a presença de Benny Novak, chef de uma rede de mais de 30 bares e restaurantes em São Paulo. Ele explicou que fritar batatas não é simplesmente pegar e jogá-las no óleo quente.

Maciez e crocância, basicamente isso [que faz uma batata frita perfeita]”, afirmou o chef que serve cerca de 15 toneladas de batatas fritas por mês em seus estabelecimentos. A jurada Ailin Aleixo completou a fala dele, dizendo que é muito mais fácil errar do que acertar o preparo.

O chef disse, ainda, que o principal erro ao preparar batatas fritas é a temperatura adequada do óleo (quando começa a sair uma leve fumaça) ou escolher uma batata errada com muita água dentro. “Ela vai ficar murcha e não crocante, o ideal é que ela tenha muito amido”, contou.

Para realizar a prova (em equipe), os 13 participantes tiveram à disposição diferentes tipos de batatas, entre elas as variedades Asterix, Inglesa, Baraka e Doce – as escolhidas pelos chefs. Também puderam escolher entre diferentes óleos e gorduras animais e vegetais.

Pelo menos duas equipes apostaram seus preparos nas batatas Asterix, que possuem muito amido e ficam estufadas durante a fritura. É a mesma usada para o preparo das papas fritas argentinas, muito consumidas em restaurantes de parrilla.

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A batata frita do time roxo foi considerada a melhor da disputa pela crocância obtida e o sabor marcante do acompanhamento. Foto: reprodução/Record TV.
A batata frita do time roxo foi considerada a melhor da disputa pela crocância obtida e o sabor marcante do acompanhamento. Foto: reprodução/Record TV.

O time liderado por Sotero, Antônio e Sheilla ganhou a prova com um preparo de batatas Asterix fritas no óleo de algodão e molho de catchup de pimenta coreana com goiaba e um toque cítrico. O prato foi considerado o melhor da disputa pela crocância obtida e o sabor marcante do acompanhamento. A equipe ganhou imunidade no episódio.

Já a outra equipe que utilizou as mesmas batatas, a azul com Tony, Cadu e Carmem, foram para a eliminação pelo molho apresentado (tomate seco com maionese de ervas) não ter agradado aos jurados.

Por outro lado, os jurados foram surpreendidos pela escolha do time laranja (Bia, Giovanna e Gabriel), ao prepararem batatas doces no formato de chips com molho aioli, pimentão doce e um crocante de presunto Parma seco e triturado por cima. Benny afirmou que é difícil conseguir encontrar chips perfeitos, “extremamente crocantes”. Mas, a equipe também foi para a eliminação por conta da quantidade de gordura remanescente da fritura.

Por fim, a equipe amarela de Dadis, Maíra, Marcus e Thiago também seguiu no episódio por ter apresentado uma batata rústica com maionese de kimchi fermentado demais. O kimchi é uma iguaria tradicional coreana feita com acelga fermentada.

Comidas de rua

Bia tentou preparar uma releitura de tostones, um petisco de banana-da-terra tradicional em países latinos. Foto: reprodução/Record TV.
Bia tentou preparar uma releitura de tostones, um petisco de banana-da-terra tradicional em países latinos. Foto: reprodução/Record TV.

Já na prova de eliminação, os 10 participantes restantes tiveram de preparar releituras de comidas de rua, com escolha livre. Curiosamente, apenas dois deles escolheram pratos típicos brasileiros para a prova, como o vatapá caseiro do paraense Cadu e o peixe frito com molho tártaro da santista Giovanna.

Todos os outros apostaram em petiscos de rua de outros países, como o bolinho de bacalhau com batata doce do baiano Tony, inspirado na culinária portuguesa; o ovo cozido com cogumelos e cremoso de queijo grana padano com avelãs do paulistano Gabriel, influenciado pelas ruas italianas; a guioza com lombo e legumes do mineiro Thiago; entre outros.

A aposta maior foi do paulista Marcus, que preparou uma empanada recheada com cortes de wagyu – carne de raça nobre de bois japoneses. Ele disse que normalmente prepara o prato em duas horas, mas teve apenas 55 minutos para entregá-lo aos jurados.

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Ao final da prova, os chefs afirmaram que foi muito difícil de decidir, pois todos os pratos estavam bons demais. No entanto, a cearense Bia foi eliminada por entregar um prato de tostones (um petisco típico de países latinos) de banana-da-terra verde demais com tapioca de camarões de massa grossa e sem crocância, segundo Felipe Bronze.

Além deles, também foram preparados uma releitura de falafel com grão de bico cozido e salada fresca (Maíra), um espetinho de barriga de porco com molho de pasta de amendoim e leite de coco (Carmem) e uma tapioca de camarão com tiras de mandioca (Dadis).

No próximo programa do dia 1º de maio, os participantes do Top Chef participarão de um jantar harmonizado preparado por Emmanuel Bassoleil e terão o desafio de fazer um prato que mexa com os cinco sentidos – não revelado pelas imagens do fim do episódio.

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