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Foto: Letícia Akemi/ Gazeta do Povo.
Foto: Letícia Akemi/ Gazeta do Povo. | Foto: Leticia Akemi

Muito apreciado no Nordeste do país, o inhame é uma herança da culinária africana que se consolidou na cozinha brasileira. Assim como a batata e a mandioca, é um tubérculo, rico em amido, mas com sabor neutro e suave. “O que dá o gosto é o tempero”, afirma Bruna Pereira, chef especialista em culinária plant based. Pela neutralidade, cai bem em receitas doces ou salgadas, depende apenas do preparo.

Inhame não precisa ser só frito ou cozido! Aprenda a diversificar na hora de preparar

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O inhame frito é petisco ou acompanhante do prato-feito brasileiro. No forno, pode virar chips ou ainda incrementar bolos e pães. Já quando cozido, a textura é macia e cremosa. Por isso, é uma excelente opção para dar corpo e consistência a receitas como caldos, cremes e sopas. Segundo a chef, pode ainda ser um substituto vegetal interessante no preparo de molhos, maioneses e leite. “Para fazer leite de inhame, ele pode ser batido cru e depois fervido; ou cozido antes e batido depois. O café fica bem gostoso com leite de inhame”, afirma.

Durabilidade

O inhame pode durar mais de um mês sem estragar, se mantido em local seco e arejado. Na geladeira, pode ser conservado em estado natural no compartimento junto a outros legumes e verduras. Após descascado, antes de ser usado em receitas, é preferível deixá-lo submerso na água em temperatur ambiente para que não escureça.

Como escolher

Pela durabilidade, não há segredo na hora de comprar o ingrediente: basta que esteja firme e seco para que seja próprio para o consumo. Outra dica é optar pelos que têm um formato mais uniforme e liso, o que facilita o manuseio para descascar. Se apresentar partes amolecidas, odores ou soltar algum líquido é porque está passado e não deve mais ser ingerido.

Inhame, cará ou taro?

Essas são algumas das nomenclaturas dadas aos diferentes tubérculos do gênero Dioscorea, cultivados de Norte a Sul do país. Suas características semelhantes confundem e dividem opiniões sobre qual nome popular pertence a qual espécie. No Sul, aquela chamada de inhame tem formato arredondado, é marrom escuro por fora, branco por dentro e tem a casca formada por rugosidades e pequenas raízes que dão a impressão de uma pelugem.

Para descascar

A superfície áspera dificulta o uso do descascador, então o mais fácil é mesmo usar a faca. Quando descascado, o inhame libera uma viscosidade que contém oxalato de cálcio, composto químico que pode causar reações alérgicas como coceira, irritação e vermelhidão na pele. Para contornar o incômodo,
deixe o alimento de molho durante seis horas antes de consumi-lo. Dessa forma, pode ser utilizado inclusive cru, em vitaminas e sucos. “É um ingrediente meio chato de manipular em grande quantidade. Eu já cozinho descascado, mas pode ser cozido com a casca e ser descascado depois”, explica a chef.

Uma opção para a estação

Para os dias de calor, Bruna ensina uma receita fácil e refrescante. O sorbet à base de inhame traz a cremosidade do ingrediente somada ao dulçor e consistência da banana. Esta base pode ser batida com
diversas frutas, como morangos e manga, criando sabores diferentes. Confira:

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