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Licor de jabuticaba
Teresinha Krauspenhar criou o licor de jabuticaba que a filha, Cláudia, serve com sucesso no restaurante K.sa.| Foto: cortesia/chef Cláudia Krauspenhar

Um licor de jabuticaba que não é apenas um aperitivo ou fechamento de refeição, mas um elo entre mãe e filha apaixonadas por descobrir novos sabores e aromas. Assim é o licor servido pelo restaurante K.sa, que fica no cruzamento das ruas Fernando Simas e Augusto Stellfeld, em Curitiba, e é comandado pela chef Claudia Krauspenhar.

Tudo começou há cerca de três anos, quando a mãe da chef, a aposentada Teresinha Krauspenhar, atualmente com 72 anos, resolveu dar um destino aos frutos de duas jabuticabeiras presentes no terreno de sua casa, em Foz do Iguaçu, no Oeste do estado.

“Todos os anos, as árvores produziam muito e a família não dava conta de consumir tantos frutos. O desperdício era grande e incomodava minha mãe, que passou a pesquisar e experimentar diferentes receitas que tinham como base a jabuticaba”, conta Claudia.

Em meio aos experimentos, Teresinha encontrou uma antiga receita de licor e, mesmo sem experiência na produção de bebidas alcoólica, resolveu testá-la. “Foram várias tentativas e fui melhorando a cada uma delas”, lembra a mãe.

“Minhas jabuticabeiras produzem duas vezes ao ano – nos meses de abril e maio e depois em novembro e dezembro – e o licor é preparado de forma caseira e bastante artesanal”.

Utilizando tanto a polpa quanto a casca e o caroço da fruta, Teresinha chegou a uma bebida roxa escura que preserva bastante o sabor das jabuticabas, ácidas e com leve doçura. Inicialmente, o produto era engarrafado e dado de presente a amigos e familiares.

Receita antiga

Licor de jabuticaba
Caderno de receitas da chef Cláudia, do restaurante K.sa.| cortesia/chef Cláudia Krauspenhar

Porém, agradava tanto quem o experimentava que Claudia teve a ideia de começar a servi-lo em seu restaurante. Hoje, ele é considerado um verdadeiro tesouro dentro do estabelecimento e vem conquistando um número cada vez maior de apreciadores.

Claudia conta que, por enquanto, o licor não é vendido, apenas servido aos clientes como fechamento do menu degustação. A partir de 2023, com um planejado aumento que a mãe está fazendo na produção deste ano, deve começar a comercializá-lo em garrafa.

"Ele é preparado com açúcar, álcool de cereais e jabuticabas bem maduras, levando aproximadamente seis meses para ficar pronto. Além de delicioso, é visualmente muito bonito", explica.

A oferta do licor no restaurante é uma forma de Claudia se sentir mais próxima da mãe, já que as duas vivem em cidades diferentes. A chef também mantém no local, em uma estante central onde guarda alguns objetos pessoais e lembranças de viagem, um caderninho de receitas escrito à mão por Teresinha e datado de 1968.

“Desde criança, sempre fui apaixonada por esse caderninho. Ele foi escrito quando minha mãe estava na terceira série do colégio Bom Pastor, em Nova Petrópolis (RS), e frequentava a disciplina de ‘Arte Culinária’. Hoje, eu o considero meu amuleto da sorte”.

A parceria entre mãe e filha, que pode ser observada também nos guardanapos de pano bordados pela matriarca, contribui para que o restaurante atinja o objetivo ao qual se propõe. Ser um espaço onde os clientes se sintam à vontade e aconchegados, como se estivessem no conforto do próprio lar.

“Cresci em um ambiente rodeado de afeto e tento fazer com que o restaurante seja um reflexo de tudo isso. Uma herança de todo amor que recebi de minha mãe”, completa a chef.

O K.sa serve pratos a la carte de cozinha contemporânea e funciona de terça-feira a sábado para o jantar, das 18h às 23h.

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