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Porção de pão de queijo frito da Roça Capital. Foto: Divulgação
Porção de pão de queijo frito da Roça Capital. Foto: Divulgação| Foto:

Criado nas fazendas de Minas Gerais, o pão de queijo rompeu há muito tempo as fronteiras do estado e se tornou uma das paixões gastronômicas nacionais. Não é por acaso. O quitute bem quentinho, saindo do forno, é a pedida essencial para acompanhar um café feito na hora. Mas cozinheiros e chefs de Belo Horizonte estão usando o clássico mineiro como base para outras criações – algumas, bem inusitadas.

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Sorvete de pão de queijo com calda de café da Easy Ice. Foto: Henrique Gualtieri/Divulgação
Sorvete de pão de queijo com calda de café da Easy Ice. Foto: Henrique Gualtieri/Divulgação

Durante o calor intenso do verão, por exemplo, a sugestão é uma versão em sorvete para refrescar. A ideia foi criada em dezembro de 2017 pela sorveteria Easy Ice para comemorar os 120 anos de Belo Horizonte. “O pão de queijo já assado é triturado em uma farinha que serve de base desse sorvete”, explicou a proprietária Juliana Scucato.

Talita Viza, mestre sorveteira da Alento também desenvolveu a sua versão do sorvete de pão de queijo. A opção fica disponível na A Pão de Queijaria, casa onde o salgado é elaborado com queijos de variadas procedências e recebe recheios caprichados. A criação é feita com pedacinhos de pão de queijo caramelizados e ganha ainda toque com crocante de castanha e melaço.

Outras criações

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No mesmo estabelecimento, o pão de queijo dormido também não é descartado. Além do sorvete, outros pedaços restantes são fritos em cubinhos e transformados em croutons, que acompanham saladas servidas na casa. Já no Braga Pão de Queijo, a versatilidade do quitute gerou criações irreverentes como a pizza, cuja massa é feita com queijo da Serra da Canastra – sucesso entre os celíacos, que não podem comer glúten. E a coxinha servida por lá? Também leva massa de pão de queijo.

Além de ostentar uma boa variedade de queijos artesanais mineiros, o Roça Capital incluiu em seu cardápio recentemente uma porção de pão de queijo frito, cuja a massa é feita com o ingrediente proveniente do Cerrado Mineiro. “É igual pipoca, sabe? Você começa a comer e não consegue parar até acabar”, disse Leandro Dornas, um dos sócios da unidade localizada no bairro Mangabeiras. O petisco ainda acompanha barbecue de goiabada.

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A boa nova do Dorsé, localizado no bairro Floresta, é a bruschetta mineira – o nome é por causa da massa, feita de pão de queijo no lugar do pão italiano. A massa caseira é a mesma preparada durante muitos anos no bar na Piedade do Rio Grande, comandado pelo pai do Elmo Barra, à frente da cozinha do estabelecimento. “É um pão de queijo diferente. Além do queijo Canastra e o polvilho, a receita também leva a farinha de milho”, explica. “No preparo, estico a massa e deixo ela bem fina antes de assar. Faltando cinco minutos para a massa ficar no ponto, finalizo com o recheio por cima e vai mais um tempinho de forno”, ensinou.

Se a massa já é uma atração à parte, os recheios das bruschettas mineiras também não ficam de fora: queijo com gorgonzola, linguiça mineira e pernil desfiado. Se, o café era a melhor cia do pão de queijo, essa versão pede outros acompanhamentos. “Uma gim tônica ou um clericot bem gelado”, sugere Elmo.

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