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Vinhos Fórmula 1
Ex-piloto da Fórmula 1, Jarno Trulli, salvou a vinícola italiana da falência e hoje exporta vinhos para o mundo.| Foto: divulgação/Castorani

Um dos grandes destaques da Fórmula 1 na temporada de 1997, campeão mundial de kart em 1991, e empresário que salvou da falência uma vinícola italiana centenária. Esse é o ex-piloto Jarno Trulli, um dos sócios da vinícola Podere Castorani. Os vinhos do ex-piloto de Fórmula 1 começaram a ser vendidos nesta semana em uma pizzaria de Curitiba.

Não é a primeira vez que os rótulos da Podere Castorani, ou simplesmente Castorani, são apresentados aos curitibanos, recentemente houve uma degustação em uma adega da cidade com pratos da alta gastronomia. A diferença é que, agora, chegam a um público maior como sugestão para harmonizar com um preparo que faz parte do dia a dia: a pizza.

Isso porque os vinhos produzidos por Trulli foram pensados para este fim, por conta do equilíbrio dos taninos dos diferentes rótulos que não se sobressaem aos sabores e ao paladar dos pratos. Roberto Massignan Neto, fã de automobilismo e sócio da Mercatu Juvevê, conta que decidiu oferecer estes vinhos para mostrar que é possível torna-los mais acessíveis ao grande público.

“Além de toda a história ligada ao Jarno Trulli, que rende bons papos sobre as corridas, estes vinhos são extremamente gastronômicos, vão bem com todo tipo de preparo. E isso inclui as pizzas, até mesmo a mais tradicionais, mais acessíveis e que harmonizam igualmente com a bebida por um custo-benefício melhor”, explica.

Este custo-benefício mais acessível é justificado pelo preço cobrado pelos vinhos da Castorani: de R$ 87,90 a R$ 125,80. É o mesmo praticado em outros restaurantes para vinhos de países vizinhos como Argentina e Chile ou importados da Europa, como portugueses e espanhóis.

Quais são estes vinhos?

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São quatro rótulos vendidos na pizzaria, sendo três da linha Volparo, criada inicialmente apenas para o mercado italiano.| Roberto Neto/divulgação

Jarno Trulli e parceiros assumiram a vinícola em 1999, pouco mais de 200 anos depois de ser fundada, em 1793. No século mais recente, estava em um período de decadência e foi salva pelo ex-piloto, que modernizou a estrutura na cidade de Pescara e renovou os vinhedos para uma produção orgânica, sem pesticidas químicos e nem fertilizantes.

De lá, saem vinhos de guarda e para consumo mais jovem, como os vendidos na pizzaria de Massignan. São três versões do Volparo, um branco de uvas Trebbiano safra 2020, um tinto Montepulciano de 2018, e outro Cabernet Sauvignon 2016; e o Scià, principal destaque, elaborado com uvas Primitivo da Puglia safra 2016 e detentor do selo de indicação geográfica típica (Igt).

Ao Bom Gourmet, os vinhos foram harmonizados com uma entrada de focaccia de sal rosa do Himalaia e alecrim ao molho pomodoro, e à pizza principal de Marguerita Gourmet (a partir de R$ 66), com queijos muçarela e pecorino, tomate cereja e manjericão fresco.

“O Volparo Trebbiano, por exemplo, tem um frescor leve que vai bem com praticamente todas as entradas, mas nada impede de ser provado com uma das pizzas principais. Já o Scià tem um corpo mais intenso e a classificação mais alta entre os degustadores nos sites de avaliações, vale para um jantar inteiro”, completa Roberto Massignan Neto.

Para o mercado italiano

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A ideia da pizzaria é mostrar que os vinhos harmonizam com todo tipo de pizza.| Roberto Neto/divulgação

De acordo com a Castorani, uma das linhas foi elaborada inicialmente para ser vendida apenas no mercado italiano. Mas, a demanda foi tão grande que passou a ser exportada.

“A linha Volparo possui quatro rótulos desenvolvidos para o mercado nacional (três à venda na pizzaria de Curitiba), de uvas plantadas em Abruzzo destinadas exclusivamente para a produção de vinhos”, explica o departamento de marketing da vinícola.

Já o Scià é apontado como um dos carros-chefe da Castorani, “dalla terra dei Trulli”, ou “da terra dos Trulli”, em tradução livre. Este tem notas leves de pimenta preta, ameixa madura, taninos macios e acidez equilibrada.

A vinícola diz, ainda, que as uvas são processadas por um método diferenciado chamado de “appasimento”, que consiste em desidratar parcialmente o fruto antes da prensa. “Nossas uvas vindas de videiras históricas da Castorani passam por até 100 dias de appassimento em temperatura e umidade controladas. Com menos líquidos, os açúcares da uva ficam mais concentrados, e isso resulta em vinhos mais potentes e também mais alcoólicos, pois as moléculas de glicose se transformam em álcool durante a fermentação”, completa.

Os vinhos da Castorani em Curitiba, no formato de harmonização com pizzas, são vendidos na Mercatu Juvevê. Fica na Rua Alberto Bolliger, 288, Juvevê. @mercatujuveve

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