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Votação do projeto que cria polo gastronômico do Alto Juvevê é adiada

Proposta do vereador Bruno Pessuti (PSD) deve ser estudada primeiro pelo IPPUC, antes de voltar para a Câmara Municipal de Curitiba; veja o que prevê o texto

por Flávia Schiochet Publicado em 15/05/2017 às 19h
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A votação do projeto de lei que cria o polo gastronômico Alto Juvevê, que estava marcada para essa segunda (15) na Câmara Municipal de Curitiba, foi adiada e deve voltar à ordem do dia em meados de junho. O projeto de lei foi retirado pelo próprio proponente, o vereador Bruno Pessuti (PSD).

O pedido de adiamento foi do Instituto de Pesquisa e Planejamento Urbano de Curitiba (IPPUC), que quer rever a área apresentada na proposta. A ideia é diminuir a área abrangida para poder prever o impacto nos bairros, que mesclam habitação e comércio.

polo gastronômico Alto Juvevê em curitiba

Área de 49,1 hectare é a proposta do projeto de lei do vereador Bruno Pessuti para o pólo gastronômico Alto Juvevê. IPPUC estuda reduzir a área.

O projeto de lei delimita uma área de 49,1 hectare, entre as ruas entre a Rua Rocha Pombo até a Rua Bom Jesus, entre a Av. João Gualberto e Rua José de Alencar, além de cinco quadras das ruas Munhoz da Rocha, Recife e Professor Arthur Loyola (da Rua Bom Jesus até a Rua João Américo de Oliveira. “A região pode sofrer uma invasão com muitos bares e restaurantes e prejudicar o bairro como um todo. Por isso queremos um prazo maior, para estudar a área, reduzir se preciso”, disse o vereador durante a sessão. Outro projeto de lei que está sendo revisado pelo IPPUC é o que institui um polo gastronômico no Água Verde.

Além de estabelecer uma prioridade na manutenção estética, aumentar o número de eventos e privilegiar os estabelecimentos do bairro, a instituição de um polo gastronômico Alto Juvevê facilitaria a emissão de alvarás e a criação de diretrizes para os novos estabelecimentos, diz o vereador. “Acreditamos que os bares e restaurantes da região da Itupava possam ser incluídos na programação turística da cidade”, avalia Pessuti.

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A região desenhada pelo projeto de lei para o polo gastronômico Alto Juvevê tem cerca de 60 estabelecimentos, entre restaurantes para almoço e jantar, lanchonetes, padarias e confeitarias e, segundo Maurício Marques, organizador da feira Alto Juvevê, a cada quatro meses um novo estabelecimento abre na região. “Através da lei tem-se uma parceria mais próxima entre poder público e restaurantes para podermos melhorar a ocupação urbana”, avalia Pessuti.

Foto: Divulgação

Feira Alto Juvevê entrou para o calendário oficial de Curitiba em 2013. Agora, organizador quer instituir o pólo gastronômico para facilitar melhorias de infra-estrutura e segurança para os restaurantes. Foto: Divulgação

Similar à lei sancionada em dezembro de 2016, que institui um polo gastronômico na Rua Itupava, a proposta do polo gastronômico Alto Juvevê facilitará a pressão dos comerciantes da região para melhorias em iluminação, segurança e calçamento. “Estou em contato direto com a assessoria do vereador e com os proprietários de restaurante da região. A maior reclamação é sobre segurança. Queremos que até setembro a lei esteja valendo, para podermos pleitear as melhorias”, afirma Marques. Os comerciantes da região não têm, por ora, uma associação, sendo Marques quem faz a intermediação. “Vamos criar uma associação assim que a lei passar”, afirma.

A feira Alto Juvevê entrou para o calendário oficial de Curitiba em 2013, sendo realizada a cada três meses para divulgar as opções gastronômicas da região. Entre 17 e 21 de maio, o evento terá uma edição especial em meio à primeira Virada Gastronômica, também organizada por Maurício Marques.

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