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Prêmio

Alex Atala e Fasano perdem estrelas do prestigiado Guia Michelin em São Paulo

Nova edição do guia francês (edição Rio-São Paulo) retirou a premiação dos restaurantes Dalva e Dito e Fasano

por Guilherme Grandi Publicado em 07/05/2019 às 12h
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Dois tradicionais restaurantes de São Paulo perderam as estrelas da nova edição do guia francês Michelin para o Brasil, divulgada na noite desta segunda-feira (6). A publicação retirou a premiação do Dalva e Dito (SP), do chef Alex Atala, e Fasano (SP), do restaurateur Rogério Fasano. Por outro lado, foram incluídos no guia os restaurantes Evvai (São Paulo) e Cipriani e Oteque (Rio de Janeiro).

Premiados

Guia premiou os melhores restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro, além dos que oferecem pratos com ‘excelente relação qualidade/preço’. Foto: reprodução.

A premiação entregue pelo novo diretor internacional do Michelin, Gwendal Poullennec, listou 18 restaurantes de São Paulo e Rio de Janeiro, sendo três deles com duas estrelas e 15 com uma. D.O.M., do chef Alex Atala; Tuju, de Ivan Ralston; e Oro, de Felipe Bronze, mantiveram a dupla premiação. Nenhum brasileiro conquistou a terceira estrela, considerada a excelência máxima do guia francês.

Dos premiados no ano passado, fecharam as portas o Teté à teté, do chef Gabriel Matteuzzi, em abril de 2018, e Esquina Mocotó, de Rodrigo Oliveira, em agosto.

>> Leia também: Pela primeira vez, restaurante 3 estrelas é retirado do Guia Michelin

Os restaurantes que perderam as estrelas Michelin foram procurados pelo Bom Gourmet, mas não responderam aos pedidos de entrevista até o fechamento da reportagem. A retirada da premiação, no entanto, não significa uma punição por parte do prestigiado guia. Isso ocorre por conta de uma série de motivos, entre eles a melhora das notas de outros restaurantes avaliados pelos jurados.

Bons e ‘baratos’

Já a seleção “Bib Gourmand”, que elege aqueles com ‘excelente relação qualidade/preço’, ganhou sete novos estabelecimentos além dos 25 divulgados em 2018: A Baianeira, Balaio IMS, Barú Marisqueria, Corrutela e Komah, em São Paulo, e Lilia e Pici Trattoria, no Rio.

Eles se somam a casas como A Casa do Porco, do chef Jefferson Rueda; Arturito, de Paola Carosella, jurada do MasterChef Brasil; BIO, o filho mais novo de Alex Atala; Jiquitaia, de Marcelo Corrêa Bastos (responsável pelo Vista Café e Restaurante, no topo do Museu de Arte Contemporânea de São Paulo); Le Bife, que teve consultoria do também jurado do MasterChef, Eric Jaquin; entre outros.

Premiados

Veja quais são os restaurantes premiados pelo Guia Michelin e Bib Gourmand de 2019 e quanto custa comer neles:

Duas estrelas:
– D.O.M. (SP): menus de R$ 375 a R$ 645.
– Tuju (SP): menus de R$ 210 a R$ 550.
– Oro (Rio): menus de R$ 355 a R$ 455.

Alberto Landgraf

O restaurante carioca Oteque foi um dos novos premiados do ano. Foto: reprodução.

Uma estrela:
– Evvai (SP): novo no guia com pratos de R$ 120 a R$ 265.
– Oteque (Rio): novo no guia com menus a partir de R$ 345.
– Cipriani (Rio): novo no guia com pratos de R$ 220 a R$ 420.
– Ryo Gastronomia (SP): pratos de R$ 150 a R$ 260.
– Tangará Jean-Georges (SP): pratos de R$ 187 a R$ 520.
– Huto (SP): pratos de R$ 180 a R$ 295.
– Kinoshita (SP): pratos de R$ 175 a R$ 360.
– Jun Sakamoto (SP): pratos de R$ 165 a R$ 365.
– Maní (SP): pratos de R$ 124 a R$ 470.
– Kosushi (SP): pratos de R$ 80 a R$ 190.
– Kan Suke (SP): pratos de R$ 120 a R$ 322.
– Picchi (SP): pratos de R$ 155 a R$ 420.
– Olympe (Rio): pratos de R$ 175 a R$ 450.
– Mee (Rio): pratos de R$ 120 a R$ 390.
– Lasai (Rio): menus de R$ 295 a R$ 345.

>> Leia também: Califórnia é o primeiro estado do mundo a ganhar uma edição exclusiva do Guia Michelin

Bib Gourmand:
– A Baianeira (SP): pratos de R$ 39 a R$ 100.
– A Casa do Porco (SP): pratos de R$ 90 a R$ 130.
– Artigiano (Rio): pratos de R$ 90 a R$ 155.
– Arturito (SP): pratos de R$ 94 a R$ 180.
– Balaio IMS (SP): pratos de R$ 85 a R$ 110.
– Barú Marisqueria (SP): pratos de R$ 80 a R$ 100.
– Bio (SP): pratos de R$ 70 a R$ 125.
– Bistrot de Paris (SP): pratos de R$ 62 a R$ 236.
– Brasserie Victória (SP): pratos de R$ 80 a R$ 110.
– Casa Santo Antônio (SP): pratos de R$ 54 a R$ 181.
– Corrutela (SP): pratos de R$ 85 a R$ 120.
– Ecully (SP): pratos de R$ 115 a R$ 173.
– Fitó (SP): pratos de R$ 50 a R$ 105.
– Jiquitaia (SP): pratos de R$ 55 a R$ 112.
– Komah (SP): pratos de R$ 51 a R$ 89.
– La Peruana Cevicheria (SP): pratos de R$ 45 a R$ 125.
– Le Bife (SP): pratos de R$ 42 a R$ 173.
– Lilia (Rio): pratos a partir de R$ 52.
– Manioca (SP): pratos de R$ 95 a R$ 190.
– Miam Miam (Rio): pratos de R$ 49 a R$ 160.
– Mimo (SP): pratos de R$ 46 a R$ 330.
– Mocotó (SP): pratos de R$ 66 a R$ 108.
– Petí Gastronomia (SP): pratos de R$ 48 a R$ 50.
– Petí Panamericana (SP): pratos de R$ 36 a R$ 47.
– Pici Trattoria (Rio): pratos de R$ 42 a R$ 180.
– Piccolo (SP): pratos de R$ 57 a R$ 250.
– Più (SP): pratos de R$ 57 a R$ 120.
– Tanit (SP): pratos de R$ 115 a R$ 178.
– TonTon (SP): pratos de R$ 54 a R$ 148.
– Tordesilhas (SP): pratos de R$ 100 a R$ 190.
– Zena Caffè (SP): pratos de R$ 85 a R$ 150.

Seleção

A avaliação do Guia Michelin é feita por inspetores estrangeiros, que visitam anonimamente os restaurantes e seguem rígidos critérios de avaliação usados também nos outros 29 países onde o guia é editado. São levados em consideração a qualidade dos ingredientes, técnicas de preparo, harmonia de sabores, personalidade e padrão.

O Brasil é o único país da América Latina contemplado pelo guia e não tem nenhum restaurante na categoria máxima de três estrelas.

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