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Sorvete de feijão: o grão mais popular do Brasil também brilha na confeitaria

Consumido todos os dias por sete em cada 10 brasileiros, o ingrediente mais famoso do país precisa ser melhor aproveitado, segundo o chef Reinhard Pfeiffer

por Marina Mori Publicado em 05/04/2019 às 18h
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Que nos perdoem a feijoada, o baião de dois e o tutu, mas chegou a hora de o feijão brasileiro brilhar também na confeitaria. Este é o desejo do chef e consultor gastronômico Reinhard Pfeiffer sobre o ingrediente mais famoso do país.

Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

“Existem mais de quatro mil tipos de feijões no Brasil, mas conhecemos e usamos só três e quase sempre do mesmo jeito”, critica. Em uma missão inusitada, o cozinheiro transformou o fradinho, conhecido também como feijão-de-corda, em sorvete. “Não quis usar o azuki para fugir do óbvio”, diz ele, em referência à variedade que dá origem ao anko, pasta de feijão muito usada na confeitaria asiática.

Sorvete… de feijão?

“Pode parecer estranho, mas esse sorvete não fica com gosto de feijão”, adianta o chef logo após anunciar a receita – não há quem fique com expressão neutra ao imaginar o sabor da combinação. Mas ele garante que, das mais de 50 pessoas que provaram a receita, não viu uma torcer o nariz. “Todo mundo fica bem surpreso e acha interessante”, conta.

Segundo Pfeiffer, a função do grão é dar cremosidade à sobremesa, mas não só. É uma ótima alternativa para evitar as várias (e necessárias) etapas de produção de um sorvete tradicional. “É feito no liquidificador e pode ir direto para o freezer. Não precisa de máquina ou ficar misturando de hora em hora.”

Viva o feijão!

Em 2019, o ingrediente ganhou até data oficial no calendário: a FAO – Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação – estabeleceu o dia 10 de fevereiro como o Dia Mundial dos Pulses (leguminosas secas). No Brasil, a data é divulgada como o Dia Mundial dos Feijões e Pulses.

Feijão fradinho

Foto: Albari Rosa/Gazeta do Povo

Ao contrário dos feijões preto e carioca, o fradinho (também conhecido como feijãode-corda, caupi e macaçar) não produz caldo; quando cozido, seus grãos ficam soltinhos.

É praticamente item obrigatório nas despensas nordestinas, onde se torna protagonista de receitas tradicionais, como o baião de dois e o acarajé, e também muito consumido entre os asiáticos – boa parte da exportação brasileira é destinada a eles.

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