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Aprenda 3 receitas de drinks (com e sem álcool)

por Heloisa Nichele, especial para o Bom Gourmet Publicado em 30/12/2019 às 11h
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Seja o espumante brindado no badalar da meia noite ou o clássico ponche na ceia de Natal, o que não pode faltar nas festas de fim de ano são bons drinks. Da recepção ao ponto alto da noite, eles embalam os encontros, acompanham o jantar e ditam o tom da celebração.

A tonalidade do alecrim somado às sementes de romã no Ginger Gin Tonic combina com as cores do Natal. Foto: Letícia Akemi/ Gazeta do Povo

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As opções são variadas – vai do cardápio da noite e das predileções de cada um. O álcool, por exemplo, pode ser deixado de lado sem prejuízos para criar um bom drink: basta saber fazer a combinação certa. A seguir, confira algumas opções para criar ou incrementar suas bebidas e deixar as comemorações ainda mais especiais.

Coquetéis refrescantes

Com o verão, ganham destaque os coquetéis refrescantes que levam espumantes, vinho branco, água com gás e tônica. Segundo a bartender do Ponto Gin Ana Carolina Garcia, alguns drinks conhecidos podem ser adaptados – e tropicalizados – a partir da adição de bebidas gaseificadas. O Negroni Sbagliato por exemplo, é uma adaptação do Negroni clássico: ao invés de três partes iguais de Campari,
vermute rosso e gin, substitui-se o último por espumante brut.

Esse drink fica completo com gelo e casca de laranja espremida em cima da bebida, que dá aroma e decora o coquetel. Outra opção é o French 75, que mistura 15 ml de xarope simples ou uma variação pelo de pêssego, 45 ml de gin, 15 ml de suco de limão-taiti e gelo batidos na coqueteleira. Depois, basta servir em uma taça e completar com espumante seco.

Para os que gostam de uma bebida mais forte, o Ginger Gin Tonic é uma boa opção. Diferente do Gin Tônica tradicional, feito com uma  rodela de limão-siciliano, gelo, um terço do copo de gin e o restante preenchido com água tônica, esse drink especial adiciona a picância do gengibre e sementes de romã, uma das frutas da estação, o que confere uma coloração vermelha para combinar com o verde do alecrim.  Além de ser uma opção refrescante para o verão, é um coquetel com a combinação de cores do Natal. “Fica super natalino, quase um enfeite na mesa”, destaca o bartender do Ginger Bar, Zé Baggio.

Sem álcool, com sabor

Quem não bebe álcool também participa da festa – inclusive, os drinks não alcoólicos são uma tendência na coquetelaria. Segundo Baggio, uma boa combinação de sabores não depende da presença do álcool. “Temos muitas opções para proporcionar uma boa experiência e deixar tranquilo quem precisa dirigir, toma remédio ou tem alguma proibição com o consumo alcóolico”, destaca.  Além disso, os destilados tendem a aumentar o valor do drink, por isso opções não alcoólicas podem ser mais acessíveis no consumo de coquetéis.

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No Lemonade Spritz é possível utilizar tanto o limão-taiti como o siciliano. Foto: Letícia Akemi/ Gazeta do Povo

O Lemonade Spritz é um clássico que deriva da Soda Italiana, mas diferente desta, além do xarope de frutas, água com gás e gelo, leva suco de limão-taiti ou siciliano. O xarope pode ser feito em casa ou comprado pronto em mercados ou adegas.

Baggio dá a dica de aproveitar a variedade de sabores para criar diferentes misturas com essa bebida: morango, maçã verde, tangerina e maracujá são algumas das opções. Como o xarope dá cor ao drink, diversas tonalidades podem ser exploradas para combinar com a decoração da festa.

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Os drinks coletivos são uma boa opção para poupar tempo – menos tempo na cozinha é sinônimo de aproveitar mais com os convidados. Na mesa, os clássicos são os ponches, clericots e sangrias que, segundo Baggio, têm os mesmos princípios, mas origens diferentes.

Uma dica para a apresentação do Rosemary Punch é inserir os ramos do alecrim no centro das rodelas de laranja. Foto: Letícia Akemi/ Gazeta do Povo

“Sangria tem origem espanhola e clericot francesa, mas todos têm a combinação de uma parte alcóolica, uma parte doce e uma parte cítrica”, afirma. Apesar das mesmas características, essas bebidas sofreram muitas modificações ao longo do tempo, tanto nas bebidas-base quanto nos ingredientes, o que resulta em diferentes possibilidades de receitas, como explica Ana Carolina Garcia.

“Originalmente o ponche é feito com rum e a sangria, com vinho tinto, mas eles sofreram diversas variações. Hoje já se faz com whiskey e vinho branco. Podemos variar bastante conforme a preferência”, aponta.

O Rosemary Punch segue a mesma característica dos drinks coletivos tradicionais. O Aperol, que é um aperitivo cítrico a base de laranja, misturado com o whiskey Bourbon, que é maturado em carvalho e traz
notas de caramelo, confere o sabor frutado e doce que predominam no drink, apesar da base alcoólica.

Aliado às frutas, a secura do espumante completa a bebida coletiva. “O cítrico, o doce e o seco, uma harmonização bem bacana. É sempre bem-vindo um número maior de combinações no coquetel”, destaca Baggio. Pode ser servido em uma jarra ou em uma vasilha com uma concha, apresentação especial para a ceia de ano-novo ou Natal.

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