Restaurantes

Mais de 30 anos

Conheça o Nakaba, tradicional restaurante japonês de Curitiba

Além de sushi e sashimi, cardápio conta com os teishokus, que são as refeições completas típicas do Japão

por Guilherme Grandi, especial para Gazeta do Povo Publicado em 22/01/2018 às 18h
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Aberto há mais de 30 anos por um casal de imigrantes japoneses, a cozinha do Nakaba, em Curitiba, continua sendo comandada pela senhora Nobumi Nakaba, esposa do fundador Makoto Nakaba, com a ajuda da segunda geração da família que também já morou no Japão e aposta no tradicionalismo para manter a clientela.

Dos tempos em que eles abriram um pequeno espaço no Centro para o que se tornou, um grande restaurante no bairro do Batel, pouca coisa mudou no cardápio. O motivo? “Nossos clientes querem os pratos tradicionais tal qual são servidos no Japão”, conta Alberto Tamura, genro do fundador do restaurante.

Mix de pratos frios servidos no buffet do Nakaba. Foto: Melissa Teixeira/divulgação

Mix de pratos frios servidos no buffet do Nakaba. Foto: Melissa Teixeira/divulgação

O Nakaba foi aberto em meados de 1980 no Centro de Curitiba como um restaurante voltado principalmente à comunidade nipônica da capital. Aos poucos, o lugar foi sendo descoberto pelos curitibanos por conta do exotismo da comida, que levava ingredientes frescos e importados do Japão (naquele tempo eram pouquíssimas as pessoas que comiam sushi e sashimi).

As receitas originais japonesas também começaram a chamar a atenção de quem vive aqui, com preparos como os teishokus (a partir de R$ 48), que são as refeições completas japonesas compostas de gohan (arroz japonês cozinho sem sal e óleo), sunomono (salada ao molho agridoce), nimono (cozido de legumes da estação), tsukemono (picles de legumes), kimpirá gobô (raiz de bardana refogada), missoshiru (caldo de soja) e acompanhado de peixes grelhados, sashimis ou carnes servidas à moda japonesa; ou o teppan-yaki, que são carnes (a partir de R$ 41) ou frutos do mar (R$ 102) com legumes ao molho de shoyu, preparados e servidos na chapa de ferro.

“Usamos ingredientes e formas de preparo bastante tradicionais, como o tempero do arroz que é menos doce, colocamos wasabi já no sushi (porque ele tem função bactericida para o peixe), entre outros”, explica Alberto Tamura. Isso acontece porque a maior parte dos clientes do restaurante são japoneses da primeira ou segunda geração, ou ainda visitantes vindos do Japão.

Alguns dos pratos quentes servidos no buffet do Nakaba, e que possuem versões completas no cardápio. Foto: Melissa Teixeira/divulgação

Alguns dos pratos quentes servidos no buffet do Nakaba, e que possuem versões completas no cardápio. Foto: Melissa Teixeira/divulgação

Por outro lado, o pouco que o Nakaba saiu do tradicionalismo foi a implantação do buffet oriental no almoço e no jantar, de terça a sábado. Nele há opções com ingredientes mais diferentes que fogem dos sabores originais, mas que o restaurante se abriu para servir. “Nós acabamos aceitando para o buffet ingredientes como goiabada, cream cheese, entre outros”, conta Alberto Tamura.

No final do ano passado foi implantado o sistema de buffet oriental por quilo (R$ 6,90/100g) no almoço de terça a sexta, pensando nos clientes que tem pressa para almoçar por conta do horário e nos iniciantes na culinária japonesa.O buffet possui em torno de 35 opções de pratos frios, quentes e saladas, incluindo diferentes tipos de sushis e sashimis. Além da opção por quilo, há também outras três opções de preços por pessoa de R$ 59 a R$ 98 que evoluem de acordo com a quantidade de pratos adicionados. São opções com todo o buffet à disposição mais pratos quentes servidos na mesa como peixe grelhado e tempurá (empanados) de legumes e peixe.

Para quem preferir, é possível pedir pratos no sistema à la carte ou sentar no balcão do sushibar e comer bem ao estilo japonês.

O yakisoba do Nakaba. Foto: Melissa Teixeira/divulgação

O yakisoba do Nakaba. Foto: Melissa Teixeira/divulgação

Além do tradicionalismo no cardápio, o Nakaba possui um pequeno espaço com um karaokê, algo muito comum nas ruas das grandes cidades japonesas. Alberto Tamura conta que o fundador do restaurante abriu a sala para uso próprio, no começo. Mas hoje em dia, com 78 anos, o senhor Nakaba não a usa mais. “A sala de karaokê é mais usada por grupos de amigos e empresas, mas menos que antigamente”, explica.

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