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Pastenina pastel
O tradicional pastel de feira da Pastenina tem uma cara nova, e há opções como os servidos abertos com o recheio à escolha do cliente.| Foto: Denilson Gonçalves/divulgação

O raio gourmetizador chegou no pastel de feira, e isso não é nada ruim. Pelo contrário, é uma releitura de um petisco adorado pelos brasileiros e que pode ganhar infinitas combinações criativas.

Essa é a proposta da Pastenina – The pastel place, uma loja de pasteis aberta no bairro do Juvevê, em Curitiba, que torna o ato de provar o alimento uma experiência diferente de uma barraca de feira ou balcão da pastelaria da esquina.

O tradicional preparo ganhou uma cara nova pelo conhecido trio de chefs Solange Schneider, do Empório Rosmarino, Thays Ferrão e Marcelo Apene, da Soma Consultoria. A ideia, segundo eles, foi repensar o simples pastel em algo além do conhecido, tendo os sabores típicos como base de um preparo mais criativo.

Thays Ferrão conta que foram quase dez meses de planejamento e testes para chegar no conceito desejado pelos sócios da operação. Um desafio de repensar algo tão trivial.

“Eles nos pediram algo que fosse simples de ser feito para depois ser replicado em uma possível expansão da marca, e que não deixasse de lado o conceito do pastel em si”, conta.

A partir disso surgiram os seis sabores de pastéis salgados e dois doces, além de uma opção para compartilhar de cinco minipastéis com recheios variados (R$ 15) e um aperitivo com quatro “steaks” (R$ 18) – algo como um pastel aberto.

Preparos criativos

Pastenina pastel
O tradicional de carne é feito com um blend de cortes como costela e patinho, e acompanha molho de tomates frescos.| Denilson Gonçalves/divulgação

Diferente de uma pastelaria ou uma barraca de feira, os pastéis tradicionais da Pastenina são vendidos em apenas um tamanho padrão de 9 por 20 cm, com preços que variam de R$ 12 a R$ 16.

Dos seis sabores salgados, quatro são uma releitura mais elaborada dos tradicionais carne, queijo, frango e palmito. O primeiro tem um recheio que mistura cortes como costela e patinho acompanhados de ovo cozido e ervas frescas.

Já o de palmito é preparado com a variedade pupunha, diferente dos tradicionais com o vegetal em conserva da espécie Juçara, com queijo cremoso. O de frango acompanha cogumelos Paris com o mesmo creme e um toque de alecrim, e o de queijo deixa de lado a muçarela para dar lugar a cinco variedades: minas, provolone, gorgonzola, parmesão e cream cheese.

“E pensamos em outros dois sabores mais ousados: um de brócolis com bacon crocante e queijo cremoso que, quem diria, poderia rechear um pastel, e um de linguiça Blumenau grelhada com queijo minas, cubinhos de cenoura e ervilhas frescas”, completa Thays Ferrão.

Pastenina pastel
A Pastenina abriu as portas no bairro do Juvevê, com capacidade para 10 pessoas sentadas.| Denilson Gonçalves/divulgação

Há, ainda, duas opções de pastéis doces que, segundo a chef, foram pensados de acordo com o paladar dos curitibanos: banana com doce de leite que remete à torta Banoffee, e morango com chocolate trufado. Eventualmente, fora do cardápio, há ainda o popular Romeu e Julieta, com goiabada e creme de queijo.

Todos os pastéis são fritos na hora em óleo de algodão, mais saudável que o de soja, tornando o preparo leve e com uma sensação menos gordurosa. É possível pedir também pelo iFood, entregues em embalagens especiais com um preparo específico para que não cheguem murchos na casa do cliente.

Para acompanhar os pastéis, são servidos preparos de café especial do Serrado Mineiro coado ou com leite, suco de laranja e soft drinks (águas com e sem gás e refrigerantes). A casa também vende o café utilizado em pacotes de 250g em pó ou em grãos, a R$ 29.

Loja de pastéis, não pastelaria

Pastenina pastel
O ambiente decorado em nada lembra as pastelarias tradicionais ou barracas de feira, o diferencial da nova operação.| Denilson Gonçalves/divulgação

Alysson Wiinsch, um dos sócios, frisa que a Pastenina é uma loja de pastéis, e não uma pastelaria como se poderia rotular em um primeiro momento. Isso porque nada ali lembra os comércios tradicionais do alimento – justamente a ideia que ele queria dar ao negócio.

“Esse é o diferencial, um pastel mais elaborado diferente do vendido nas feiras ou pastelarias, com uma massa de qualidade e recheios caprichados. Tudo isso em um ambiente melhor decorado e com um serviço mais atencioso”, afirma.

O ambiente mais arrumado foi projetado pelo escritório de arquitetura Givago e Ferentz, para se diferenciar das pastelarias da cidade.

A operação não é a primeira de alimentação de Alysson. Auto intitulado um “empreendedor nato”, ele está à frente também da rede de docerias Dóffee, especializada em donuts, e já tocou negócios como a venda de pamonha congelada e de aluguel de carrinhos de cachorro-quente, no passado.

Na Pastenina, ele toca a operação junto do também sócio da Dóffee, Pablo Pedro Vieira, e do amigo Robson Fernando Pawlak. A ideia do trio é tornar a marca numa franquia, que já tem todo o modelo de negócios elaborado.

Embora a loja ainda seja um piloto, os sócios já padronizaram a operação e tem no radar três interessados em abrir franquias. O foco é expandir a Pastenina para outras cidades do Paraná, Santa Catarina e São Paulo.

A franquia da marca custa a partir de R$ 185 mil no modelo de loja de 10 lugares, taxa de royalties de 5% e de marketing de 1%, faturamento médio mensal de R$ 60 mil e retorno em 24 meses, em média.

Serviço:

Pastenina – The pastel place Rua Alberto Bollinger, 885, Juvevê. Atendimento de segunda a sexta, das 8h às 19h, e sábado, das 9h às 19h. Mais informações: (41) 3311-2159 / @pastenina.pastel

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