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Do vinho rosé aos menos alcóolicos: 6 tendências que encontramos na feira Wine Tasting

Vinhos com menos madeira, mais baratos, rosés e mais rótulos da Península Ibérica são alguns dos destaques da feira realizada nesta terça (4) em Curitiba

por Flávia Schiochet Publicado em 05/07/2017 às 19h
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Com novidades no portifólio, as importadoras Porto a Porto e Casa Flora apresentaram, nesta terça (4) em Curitiba, 70 vinhos com preços sugeridos entre R$ 50 e R$ 700 para o consumidor final.

Algumas características, segundo as importadoras, são tendência no momento: vinhos rosés, rótulos com graduação alcoólica menor, opções mais baratas e vinhos da Península Ibérica, entre outros.

Foto: Carlos Poly/Divulgação

Foto: Carlos Poly/Divulgação

De novidade, a Porto a Porto trouxe a Cava Gramona e o rótulo Chan de Rosas, um Albariño espanhol da região de Denominação de Origem Rías Bajas, ainda raro de se encontrar no Brasil. O vinho foi elaborado pelo produtor Oscar Montaña para o grupo Premium Fincas.

6 tendências para o vinho em 2017

1 – Península Ibérica

“Os vinhos da Península Ibérica concentram a maior parte de lançamentos da feira”, comenta Wagner Gabardo, sommelier e sócio da escola de sommelier Alta Gama. Ele destaca os brancos da região do Dão, em Portugal, como o Quinta do Penedo DOC branco (preço sugerido: R$ 67) e o Outrora Clássico 2010 da vinícola V Puro (preço sugerido: R$ 290), feito com a Baga, uma uva típica da região da Bairrada.

Alguns dos rótulos espanhois apresentados pela Porto a Porto. Península Ibérica está em alta. Foto: Carlos Poly/Divulgação

Alguns dos rótulos espanhois apresentados pela Porto a Porto. Península Ibérica está em alta. Foto: Carlos Poly/Divulgação

Da Espanha, pela primeira vez a Porto a Porto trouxe um Albariño de Rías Bajas, o Chan de Rosas (ainda sem preço). “É um vinho clássico e de alto nível, está muito bem cotado assim como a Alvarinho, que é a mesma uva e vem de Portugal”, diz a sommelière Patrícia Skvira.

O sommelier da vinícola Araucária, Fábio Marquardt, destaca a Cava Gramona La Cuvée Gran Reserva Brut (preço sugerido: R$ 150), proveniente de vinhedos orgânicos e que foi eleito o melhor espumante importado na última edição da Expovinis.

2 – Mais baratos

Em 2015, os vinhos que custavam até R$ 36 representavam 72% das vendas. “Hoje subiu para 80%. Cada vez mais a opção do consumidor final é por garrafas que ficam na faixa de R$ 50”, diz Pedro Corrêa, diretor da importadora Porto a Porto.

3 – Mais “fáceis” de beber

Menor teor alcoólico e vinhos com menos passagem por madeira marcam um novo momento, em que o consumidor procura vinhos com maior drinkability, ou seja, mais “fáceis” de beber. “Observamos uma produção de vinhos cujo teor alcoólico é de até 12,5% para tintos. São vinhos mais fáceis de beber”, pontua Pedro Corrêa, diretor da Porto a Porto.

“O Cabernet Franc caiu no gosto do brasileiro, em corte ou varietal, e agora o cliente está mais acostumado a vinhos mais frutados, com maior expressão da uva e do processo de vinificação e não só interessado em vinhos com passagem por madeira”, diz Patrícia Skvira, sommelière.

4 – Uvas emblemáticas

Uvas mais emblemáticas do país, como a Primitivo para o sul da Itália, são interesses do consumidor. Foto: Carlos Poly/Divulgação

Uvas mais emblemáticas do país, como a Primitivo para o sul da Itália, são interesses do consumidor. Foto: Carlos Poly/Divulgação

Uvas clássicas dos países europeus voltam com força: Negroamaro, Sangiovese e Primitivo na Itália e Tempranillo na Espanha. “O consumidor quer provar mais uvas autóctones ou que sejam emblemáticas para o país”, diz Corrêa. Para os países da América do Sul, as uvas francesas continuam sendo as mais trabalhadas e cada país “adotou” uma específica como sua uva mais emblemática. “Para a Argentina, a Malbec; para o Chile, Carmenère e para o Uruguai, Tannat”, completa.

5 – Manejo do vinhedo

O consumidor final tem se atentado para o cuidado com os vinhedos, como o tratamento orgânico e biodinâmico. Os rótulos da linha Nimbus Single Vineyard da Vinícola Santa Carolina são de vinhedos pequenos, com produção em baixa escala no Vale de Casablanca, uma região costeira com temperaturas amenas. O Sauvignon Blanc (preço sugerido: R$ 120) desta linha é produzido a partir de 3 hectares de vinhedos, o que resulta em cerca de 20 mil litros.

6 – Rosés fazem sucesso

Os vinhos rosés são mais procurados pelos jovens, como o rótulo à esquerda. Outro atrativo é a garrafa, que geralmente tem um desenho distinto das garrafas tradicionais de vinho. Foto: Carlos Poly/Divulgação

Os vinhos rosés são mais procurados pelos jovens, como o rótulo à esquerda. Outro atrativo é a garrafa, que geralmente tem um desenho distinto das garrafas tradicionais de vinho. Foto: Carlos Poly/Divulgação

Segundo Flávio Bin, gerente de produção de vinho da Porto a Porto, os vinhos rosés são os preferidos dos jovens e as vinícolas têm apostado em garrafas com design diferente para chamar a atenção. “A geração anterior passou a consumir vinho entre os 30 e 40 anos de idade. Os jovens de hoje, começam neste universo com os rosés mais cedo que os pais”, comenta.

Um exemplo é o rosé sul-africano Nederburg Rosé, com notas de frutas vermelhas e garrafa vintage (preço sugerido: R$ 43) e o Manon Côtes de Provence Rosé do sul da França feito com as castas típicas da região — Grenache, Cinsault e Syrah –, com aromas de flores brancas e pêssego (preço sugerido: R$ 75).

 

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