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The Coffee expande para SP e mira em mais de 200 lojas

Plano de expansão do The Coffee é chegar a quase todas as capitais do centro-sul do país com lojas de até 5 m² sem nenhuma mesa ou cadeira

por Guilherme Grandi Publicado em 09/08/2019 às 16h
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“O céu é o limite para a nossa expansão”. É com essa expressão que um dos sócios da microcafeteria curitibana The Coffee, Alexandre Fertonani, explica o agressivo plano de levar o negócio para quase todas as capitais das regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste do país. Criada há pouco mais de um ano, a marca já soma cinco lojas em Curitiba e São Paulo e tem mais nove nos planos até o final do ano — para chegar a 40 até meados de 2020.

The Coffee

A The Coffee ocupa pequenos espaços de apenas 3 a 5 m², sem mesas, cadeiras ou garçons. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo.

E não é só isso. O plano da cafeteria curitibana que aboliu as mesas, cadeiras e garçons é replicar o formato para mais de 200 pontos em até cinco anos, incluindo unidades em shoppings centers, universidades, aeroportos e até no exterior — além das lojas de rua que ocupam diminutos espaços de apenas 3 a 5 m². Alexandre explica que não esperava que a The Coffee fosse ter tamanha receptividade em tão pouco tempo.

“A gente abriu a primeira loja em março do ano passado, na Alameda Prudente de Moraes, em Curitiba, e apenas oito meses depois veio a segunda, na Rua Comendador Araújo. Muita gente falava que não dava para pensar expansão com menos de um ano de funcionamento, mas vimos que o negócio estava dando certo e investimos na ideia”, conta o empresário sócio dos dois irmãos, Luis e Carlos Fertonani.

O primeiro alvo do trio fora de Curitiba foi São Paulo. “Para ganhar musculatura”, afirma o empresário. Foram três lojas abertas praticamente de uma só vez entre março e julho deste ano — todas franqueadas. Agora os planos são abrir mais quatro, nos bairros do Itaim Bibi, Jardins e Cerqueira César, na capital paulista, e cinco em Curitiba (Praça Osório, Cabral, Reitoria, Marechal Deodoro e Centro Cívico). Todas ainda no segundo semestre. A mira dos três irmãos está ainda em Belo Horizonte, Rio de Janeiro, Florianópolis e Porto Alegre.

“A The Coffee tem muito essa cara de cidade grande, de urbano, então queremos chegar nas grandes capitais principalmente Belo Horizonte e Porto Alegre neste momento, em pontos que tenham grande fluxo de pessoas”, conta. Apesar do ambicioso plano de expansão, a marca não revela números de faturamento ou valores da franquia.

Concorrência

The Coffee

O empresário reconhece que algumas das lojas enfrentam a concorrência da Starbucks, mas ele acredita que isso até ajuda no movimento. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo.

É nas sete lojas de São Paulo que a The Coffee enfrenta o maior desafio de funcionamento – e também a maior oportunidade de ganhar clientes. Isso porque os locais escolhidos ficam próximos a unidades da Starbucks, que também tem um formato parecido de atendimento mesmo com mesas e cadeiras para as pessoas passarem um tempo. Alexandre reconhece a concorrência, mas diz ser saudável e vantajoso estar perto delas.

“Isso até ajuda no movimento do The Coffee, tem gente que passou a nos conhecer por as vezes não ter conseguido comprar um café na Starbucks por conta da fila ou do movimento. E também de gente que realmente só quer pegar o café rapidinho e ir embora”, conta.

Um dos franqueados em São Paulo é o curitibano Gustavo Osternack, que mudou para a capital paulista para trabalhar em duas grandes empresas de tecnologia. E, em uma das visitas à cidade-natal, conheceu a marca em meados de setembro do ano passado.

“Esse conceito de cafeteria, em pequenos espaços quase como um auto-atendimento, é muito comum nas empresas de tecnologia, e eu decidi que queria ter algo parecido. Hoje ainda trabalho em uma grande empresa, mas ela é tão perto da cafeteria que posso acompanhar o funcionamento praticamente de perto”, explica. A loja dele, na Vila Olímpia, abriu no dia 12 de julho.

As outras duas lojas já abertas em São Paulo também são de franqueados que conheceram a The Coffee pelas redes sociais ou visitando a cafeteria de Curitiba. Por lá, elas seguem o mesmo formato de funcionamento, mas abrindo as portas um pouco mais cedo.

“Diferente de Curitiba, em São Paulo a vida começa mais cedo, então abrimos a loja às 7h por conta da demanda. As vezes já tem gente na porta esperando abrir para pegar um café e ir para o trabalho”, completa Gustavo.

Pague e leve

Muito comuns no Japão por conta dos altos aluguéis comerciais, as microcafeterias ocupam pequenos espaços onde cabem apenas poucos funcionários que exercem as funções de caixa e barista. No caso da The Coffee, as unidades têm de dois a três deles, dependendo do tamanho.

São 12 opções de bebidas quentes e frias, preparadas com café especial da variedade Catuaí Amarelo procedente de uma fazenda do norte do Paraná. São preparos como o simples Pure Black (R$ 3,50), que é o equivalente ao espresso, o Flat Caramel (R$ 5,50), com leite e caramelo, e o gelado Iced Vanilla (R$ 6,90), com leite e baunilha.

Para acompanhar, há fatias de bolo de limão ou banana e três sabores de cookies (todos a R$ 3,80 em Curitiba e R$ 4,20 em São Paulo), preparados por fornecedores terceirizados. Nas unidades paulista, a marca está testando pequenas porções de pães de queijo.

“Mas isso ainda não está certo que vai ficar no cardápio, já que não temos cozinha e nem como preparar qualquer coisa de comer nas cafeterias. E o pão de queijo tem, ainda, o agravante da própria falta de espaço para um forno e uma estufa, e ainda a perda da qualidade se ele ficar muito tempo em exposição”, finaliza Alexandre.

Serviço:
The Coffee
Unidades em Curitiba (Al. Prudente de Moraes, 1227, Centro; Rua Comendador Araújo, 194, Centro) e em São Paulo (Rua dos Pinheiros, 466, Pinheiros; Rua Ministro Jesuíno Cardoso, 538, Vila Olímpia; Rua Antônio Carlos, 413, Consolação).

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