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Baixa Gastronomia

Um indiano de primeira (para todos os bolsos)

A coluna do jornalista Rafael Martins e do quadrinista Guilherme Caldas fala dos endereços populares da cidade

por Guilherme Caldas e Rafael Martins Publicado em 14/08/2014 às 03h
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Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

“Somos uma cozinha, não um restaurante. Nem queremos ser”, avisa desde já Yuri Ferrari Ogurtsova, mentor, proprietário, chef e único cozinheiro do Tuk Tuk, negócio que ele montou literalmente nos fundos da garagem de casa para vender as saborosíssimas receitas das culinárias indiana e tailandesa. “Prezamos pela simplicidade”, ele explica. Cadeiras e mesas são de plástico e compartilhadas entre os comensais. A comida chega em pratos de isopor, e os talheres também são descartáveis. Para beber, apenas água (você será igualmente bem vindo se levar sua bebida). “É um conceito de comida de rua. Assim, consigo manter um bom preço, abrir as portas para qualquer um comer comida indiana.”

Fãs ardorosos da culinária indiana que somos, aplaudimos (pois o único concorrente do Tuk Tuk na cidade, o excelente mas caríssimo Swadisht, está além dos nossos bolsos). E salivamos, porque a comida preparada por Yuri nada fica a dever à concorrência. Ele sabe o que faz. Aprendeu os primeiros pratos com um chef indiano, aperfeiçoou-se na Índia e na Tailândia – em escolas renomadas e observando as famílias cozinharem a comida caseira, do dia a dia.

As especiarias vêm diretamente da Índia. “Se não for assim, não é a comida autêntica”, argumenta. No cardápio, clássicos de ambas as cozinhas – o butter chicken e as samosas, indianas, são imperdíveis, assim com o pad thai, este tailandês. “Preparo tudo exatamente como aprendi por lá”, diz Yuri. A pimenta, farta entre os asiáticos, no Tuk Tuk vai ao gosto do freguês.

A cozinha de garagem de Yuri recebe a clientela para o almoço de terça a sábado, sempre com um prato indiano e um tailandês. Além deles, pad thai (macarrão de arroz com carne de porco, frango, verduras e molho de ostra ou shoyu), samosa (pastel de carne ou legumes condimentados) ou paratha (pão indiano recheado com batata condimentada, servido com chutney de manga, tomate ou coentro) são itens fixos, disponíveis diariamente.

À noite, o Tuk Tuk aceita encomendas (o prato do dia não precisa ser reservado, mas é recomendável ligar e consultar a disponibilidade; todo as receitas do cardápio podem ser encomendadas com 24h de antecedência).

Serviço

Onde: Rua Camões, 1.888, Alto da XV. (41) 3354 5125. De terça sábado. Almoço das 11h30 às 14h (sábado até 15h30). À noite apenas encomendas para viagem, até às 20h. www.tuktukcomidaindiana.com.br

Quanto: R$ 15 é o preço do prato do dia indiano ou tailandês, servido no almoço em porção generosa.

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Vegetariano old school

O corredor comprido ajuda a dar um clima de restaurante secreto. Mas, de secreto, o Super Vegetariano não tem nada. Com mais de trinta anos de janela, o lugar é uma referência, seja entre a rapaziada adepta da comida sem carne, ou para os que, como nós aqui da BG, não precisam se atracar numa chuleta todo dia. Come-se à vontade, e, para acompanhar, uma jarra imensa de suco – que pode ser pedido sem açúcar. O atendimento nota dez continua na sobremesa, também servida à vontade. As fotos meio fora de moda e a música ambiente, tipo elevador também contribuem para a sensação de viagem no tempo. Recomendadíssimo!

Onde: Rua Presidente Faria, 121 – (41) 3223-6277. Atende de segunda a sexta das 11 às 15 horas, e das 17:30 às 20:30.

 

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Rafael Martins, jornalista e guitarrista de bandas como Wandula e Cacique Revenge.

rafaelmmartins@gmail.com

Guilherme Caldas, um quadrinista que trabalha com publicidade sem ser publicitário.

guilherme@candyland.com.br

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