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Virou moda: vinhos e espumantes em lata já são realidade nas praias brasileiras

por Guilherme Grandi Publicado em 13/01/2020 às 13h
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Quem anda por algumas praias do Brasil neste verão já percebeu a presença de uma bebida diferente nas caixas térmicas dos veranistas: vinhos enlatados. A tendência que começou a ganhar espaço em meados do ano passado já disputa a preferência nas areias com as cervejas geladas e os drinks preparados por ambulantes. São pelo menos quatro marcas nacionais e uma estrangeira produzindo a bebida enlatada, e ainda uma vinícola portuguesa que começou a trazer ao Brasil um vinho em garrafa long neck com abridor embutido.

Vivant Wines

Uma das primeiras fabricantes nacionais de vinhos enlatados, a Vivant distribui principalmente nas praias brasileiras. Foto: reprodução Facebook.

Segundo a consultora e sommelière gaúcha Renata Formolo, embora ainda haja muita resistência no consumo informal de vinhos e espumantes em lata, o público mais jovem já está aceitando essa ideia e preferindo consumir as bebidas neste formato.

“O Brasil ainda está engatinhando neste mercado, mas aos poucos as pessoas estão aceitando após verem principalmente os estrangeiros consumindo sem resistência”, explica. Recentemente, ela levou à Bahia um carregamento de espumantes enlatados da vinícola Giaretta, da Serra Gaúcha, e distribui a bebida em estados do Centro-Oeste, Sudeste e Nordeste do país..

Um dos motivos para a presença cada vez maior dos vinhos enlatados é a praticidade em levá-los a qualquer lugar, sem precisar carregar garrafas e taças e abri-las com saca-rolhas. Além do barateamento das latinhas, já que é possível encontrar variedades a partir de R$ 10.

E há ainda o incentivo ao consumo do vinho nacional através de diversas campanhas lançadas nos últimos anos por entidades de classe, como a que prega “seu vinho, suas regras” do Instituto Brasileiro do Vinho (Ibravin), realizada em 2019. Na peça, as pessoas são incentivadas a provarem a bebida em qualquer ocasião.

Segundo a plataforma Pró-Vinho, os brasileiros consomem uma média de 1,93 litros ao ano per capita, um volume ainda muito abaixo da média de países como a Argentina (19,5), Chile (16,9) e Estados Unidos (10).

Veja alguns dos vinhos enlatados e long neck disponíveis no mercado brasileiro:

Barokes Wines

Barokes Wines

Os vinhos da Barokes começaram a chegar no Brasil em 2018. Foto: reprodução Instagram.

O vinho enlatado australiano foi o primeiro a ser vendido no Brasil neste formato há pelo menos dois anos, e é produzido em seis versões de tintos, brancos, rosés e frisantes em latas de 250 ml e 13% de graduação alcoólica. São opções feitas de uvas cabernet, shiraz, merlot, chardonnay, semillon e moscatel.

“São leves, frescos, pensados para momentos descontraídos, para serem degustados em qualquer ocasião, seja na beira de uma piscina, ou harmonizando com seu prato predileto”, explica Peter Scudamore-Smith, enólogo australiano responsável pela vinícola.

Cada latinha custa em torno de R$ 19,95 e pode ser encontrada em lojas especializadas, empórios, bares e comércio eletrônico.

Vivant Wines

Vivant Wines

Os vinhos em lata da Vivant são produzidos e envasados em Caxias do Sul (RS). Foto: divulgação.

Seguindo na esteira da Baroke, a brasileira Vivant Wines começou a vender vinhos enlatados no começo do ano passado em três versões de branco (chardonnay), tinto (cabernet com merlot) e rosé (syrah com pinot noir). A ideia dos empresários cariocas Alex Homburger e Leonardo Atherino foi tornar a bebida mais acessível e fácil de degustar, mais prático do que ter que abrir uma garrafa no meio da praia, explicaram ao Bom Gourmet na época.

“A gente fechou o ano de 2019 com mais de 150 mil latas vendidas, com mais de R$ 1 milhão de faturamento em menos de um ano de operação. Aumentamos a distribuição no litoral do Rio de Janeiro em quiosques, e ampliamos para as praias da Bahia, Ceará, Sudeste e Sul do país”, completa Atherino já destacando que novas versões serão lançadas até a metade do ano.

Os vinhos enlatados da Vivant são produzidos na vinícola gaúcha Quinta Don Bonifácio, em Caxias do Sul, em latas de 269 ml vendidas a partir de R$ 11, dependendo do ponto de venda.

Let’s Wine

Let's Wine

As latinhas são vendidas em caixas com 6 unidades. Foto: reprodução site.

Lançado no começo deste ano pelo apresentador Galvão Bueno, o Let’s Wine é a marca da vinícola Bueno Wines para conquistar esta nova fatia de mercado. A bebida é produzida na cidade de Candiota, na Campanha Gaúcha (RS) e vendida em latinhas de 269 ml nas versões branco (chardonnay) e rosé (chardonnay e cabernet sauvignon).

As latinhas do Let’s Wine são vendidas a R$ 125 a caixa com 6 unidades apenas no site da marca.

Del Sole

Vinhos Del Sole

O Del Sole é uma linha de filtrados elaborados com vinho e suco de uva. Foto: divulgação.

Outra opção um pouco mais leve é o filtrado de vinho e suco de uva Del Sole, produzido no Rio Grande do Sul pela Cooperativa Nova Aliança. As latinhas nas versões branco e rosé de uvas moscato e niágara começaram a ser produzidas em meados de 2019 e já somam mais de 600 mil unidades vendidas (a expectativa era de metade disso).

“A escolha do filtrado se deu por uma questão de teste de aceitação entre os jovens”, explica Fernando Matana, gerente comercial da cooperativa. A bebida tem um teor alcoólico de 4,7%. A marca afirma que promove ações de degustação em praias e espaços públicos das regiões onde atua.

As latinhas de 269 ml do Del Sole são vendidas em lojas especializadas e no varejo de cidades do Sul, Sudeste, Centro-Oeste e Nordeste em média a R$ 10 cada.

Ovnih

Vinho Ovnih

Os vinhos da linha Ovnih começaram a ser distribuídos no litoral da Bahia nesta temporada. Foto: reprodução Instagram.

Levado à Bahia pela sommelière Renata Formolo, os espumantes enlatados Ovnih são produzidos pela vinícola gaúcha Giaretta desde 2017 nas versões branco e rosé feitas com uvas chardonnay e graduação alcoólica de 12%, com uva moscatel a 7,5%, e com a adição de lúpulo e 10,5% de álcool.

“A expectativa é terminar a temporada de verão com 120 mil litros de espumantes enlatados vendidos, principalmente em supermercados, lojas especializadas e degustações nas grandes cidades e praias do Sul, São Paulo, Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco”, explica Rafael Rodrigues, um dos sócios da marca.

Cada latinha de 269ml custa a partir de R$ 12.

Kapela

Importado de Portugal, o vinho Kapela é envasado em garrafas long neck de 250 ml com uma tampa destacável que basta apenas puxar para abrir. A bebida é elaborada com as uvas trincadeira, aragonez e castelão e serve o equivalente a uma taça e meia, com preço sugerido de R$ 20.

Vinho português com tampa destacável. Foto: Divulgação

Vinho português com tampa destacável. Foto: Divulgação

“Vinho não é complicado e pode ser consumido de maneira casual, comendo um sanduíche de pé na Vicente Machado e bebendo direto da garrafinha”, explicou Jonas Martins, sommelier e gerente comercial da importadora MMV, que traz o Kapela à Curitiba.

Os rótulos são vendidos na Vindega 41 (Vila Yamon), Diô Wine Bar (no Villa Urbana, no Centro) e V. Wine Bar (na rua Itupava), nos estabelecimentos Carolla, Porcini e Fábrika Pães, entre outros.

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