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Paixão por panetone faz vovô de 94 anos comer 50 unidades ao ano

Marino Comazzi é apaixonado pelo pão doce de frutas cristalizadas há mais de 15 anos

por Eloá Cruz, especial para o Bom Gourmet Publicado em 19/07/2019 às 09h
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No auge dos 94 anos, Marino Comazzi aproveita a vida da forma mais doce possível. Há mais de 15 anos, seus cafés da manhã e da tarde vêm acompanhados de uma generosa fatia de panetone. E não é qualquer um: seu Marino só aceita a versão tradicional, com frutas cristalizadas, da marca Bauducco. Só no ano passado, o curitibano comeu 56 deles sem dividir com ninguém.

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Marino Comazzi, de 94 anos, é apaixonado pelo panettone Bauducco – já comeu mais de 50 panettones este ano. Foto: Albari Rosa / Gazeta do Povo.

“Se for de outra marca ele rejeita, diz que é ruim”, diz a filha, Jucelen Comazzi, de 66 anos. A exigência fez o simpático vovô ficar famoso nas redes sociais ao longo dos últimos dias. Seu neto, Vicente Ferrari Comazzi, resolveu compartilhar o gosto do avô em uma postagem no Facebook.

A ideia surgiu mais como uma brincadeira do que como um apelo para a marca, já que a família não encontra mais o produto nas gôndolas dos supermercados em Curitiba.

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Foram 17 mil reações e mais de quatro mil comentários na postagem. A peculiaridade acabou se tornando uma verdadeira campanha, com direito a uma hashtag exclusiva: #ajudavomarino.

“As pessoas começaram a querer mandar panetone da Bauducco de São Paulo, buscar direto na fábrica”, conta o neto. A história chegou até a equipe de marketing da marca, que interagiu com o post e prometeu enviar um presente especial para Marino.

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Foto: reprodução / Facebook.

O segredo do panetone? “É que tem muita fruta, né? Eu gosto é da fruta. Se for de creme, com chocolate, eu nem como”, explicou o vovô. Seu Marino disse que o doce o acompanha desde quando viajava pelas estradas – era caminhoneiro. A filha chuta que a rotina de comer panetone acompanha o pai há pelo menos 15 anos. Na dúvida, o produto é aposta certa para presente de aniversário ou Natal.

Para a família, o motivo de tanto gosto pelo pão doce deve estar no sangue. Seu Marino veio ainda bebê para o Brasil – seus pais eram da região de Novara, próximo de Milão, na Itália. A receita do tradicional pão com frutas cristalizadas veio do mesmo país de origem da família Comazzi. Carlo Bauducco trouxe um pedaço do fermento natural (ou levain) para abrir seu próprio negócio em São Paulo em 1948 e, desde então, a fabricante usa a mesma massa base para seus panetones.

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Criar um estoque? Doce ilusão

A filha conta que, entre as compras grandes de panetone, resolveu criar um bom estoque – até porque o produto só é encontrado de outubro a março nos supermercados. “Eu achei uma grande ideia comprar vários de uma vez. Fui lá e comprei 20 e poucos, guardei todos na cozinha, empilhados”.

Segundo as contas de Jucelen, os panetones deveriam durar um bom tempo. Doce ilusão. De pedaço em pedaço, vovô Marino convenceu sua cuidadora e, quando a filha se deu conta, o estoque havia acabado em apenas três meses.

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