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Curitibanos ou paulistas: quem leva o prêmio de melhor bartender do Brasil?

Etapa brasileira do World Class Competition, a maior competição de bartenders do mundo, vale vaga para a final internacional em Glasgow, no Reino Unido

por Guilherme Grandi Publicado em 20/05/2019 às 13h
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Os bartenders curitibanos Gabriel Bueno (DOM) e Vinícius Kodama (Ponto Gin) foram classificados para a final da etapa brasileira do World Class Competition, a maior competição mundial de preparação de coquetéis. A lista dos finalistas tem ainda os paulistas Rafael Welbert (Balaio IMS) e Gabriel Santana (Benzina) disputando uma vaga na final internacional que será realizada no final de setembro em Glasgow, no Reino Unido.

Eles participaram de uma seletiva com outros 12 bartenders brasileiros, tendo que criar um drink utilizando a técnica do Highball – o uso de apenas um destilado e um carbonatado, como uma soda, por exemplo. Vinícius Kodama, que atua no bar curitibano Ponto Gin, foi à final do World Class pela segunda vez e preparou um coquetel à base de banana, água de coco e hidromel.

Vinícius Kodama final

O curitibano Vinícius Kodama participa pela segunda vez de uma final do World Class Brasil. Foto: Munir Bucair Filho/reprodução Instagram.

Para ele, foi a simplicidade do ingrediente do dia a dia que chamou a atenção dos jurados. “Eu extraí o sabor da banana com os outros ingredientes e os misturei no gim, uma soda de banana. E ainda chamei uma pessoa aleatória para participar comigo, mostrando que um Highball pode ser preparado até mesmo por quem não entende nada de coquetelaria. Deu certo, conquistei os jurados”, contou ao Bom Gourmet.

Já Gabriel Bueno, que prepara drinks no bar DOM, da vila gastronômica Souq, estreou nas classificatórias do World Class Competition. Com apenas 23 anos, ele já tinha tentado uma vaga entre os melhores bartenders há dois anos, mas não passou da primeira seletiva.

Neste ano, ele chegou à final preparando um mix de cítricos do oriente, como lima kaffir, yuzu (uma espécie de tangerina) e óleo de toranja. Bueno o intitulou de ‘Aurora’, para comemorar a sua classificação. “Pensei em um drink que fosse como o princípio de tudo, o nascer do sol do oriente. Em um primeiro momento, a reação dos jurados foi muito bacana”, lembra.

Paulistas

Já o bartender Rafael Welbert, do Balaio IMS, fez um curioso drink de cambuci (uma fruta amazônica) com capim santo, boldo brasileiro e uma formiga saúva comestível para finalizar. Usar a formiga foi uma inspiração lembrando o que ele faz no bar.

“As saúvas me inspiram pelo seu trabalho em comunidade, organização, limpeza e cuidado com os mínimos detalhes, tendo até diferentes ‘cargos’ e funções dentro do formigueiro; o que se assemelha muito ao meu trabalho no bar”, disse. Ele conta que a formiga saúva da Amazônia tem um gostinho de capim-santo.

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O bartender Gabriel Santana preparou uma Kiki Soda, um drink à base de kinkan. A laranjinha geralmente utilizada como acompanhamento de outros preparos, ganhou o protagonismo pelo bartender do Benzina. Ele a considera como seu ‘amuleto da sorte’.

“A kinkan é o patinho feio dos cítricos. Esta que não foi aceita na família dos cítricos, pertence a família Fortunella, possui uma forte personalidade e sabores peculiares, uma frutinha muito charmosa e cheia de surpresas e possibilidades”, considera.

Próximas etapas

A final brasileira do World Class Competition será realizada nos dias 17 e 18 de junho no Expo Barra Funda, durante o Bar Convent – BCB, em São Paulo. Os quatro competidores serão avaliados em diferentes provas. As regras para a etapa serão divulgadas nas próximas semanas.

Na edição do ano passado, os participantes tiveram de preparar cinco drinks em cinco minutos, criar um coquetel para harmonizar com um prato da alta gastronomia, entre outras disputas.

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