Bebidas

World Class: paulista Marcos Felix é o melhor mixologista do Brasil

Final do “Oscar dos drinks” será em Miami em setembro; Diego Bastos, de Curitiba, não se classificou

por Flávia Schiochet Publicado em 24/05/2016 às 20h
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Terminou nesta terça (24) uma das etapas do World Class Competition 2016, na Hípica Santo Amaro, em São Paulo. Este é o maior campeonato de coquetelaria do mundo, considerado o Oscar dos Drinks, e selecionou os melhores mixologistas do Uruguai e do Brasil em dois dias de competição. Marcos Felix, mixologista do paulista Bar., foi o campeão brasileiro e segue para a etapa mundial em Miami, nos Estados Unidos, em setembro, onde estarão 70 mixologistas do mundo todo. Do Uruguai, foi selecionado Álvaro Pereira.

diego bastos world class

Diego Bastos durante as provas do primeiro dia do World Class Competition 2016, em São Paulo. Foto: Divulgação.

Diego Bastos, do Officina Restô Bar, único representante de Curitiba na etapa final do Brasil, chegou até a penúltima prova, em que os concorrentes deveriam elaborar dois drinks, um inspirado no verão e outro no inverno. Mas não conseguiu ficar entre os quatro finalistas. Pensando no verão, Bastos preparou uma versão de um drink que serve no Officina: infusão de hibisco, suco de limão siciliano, licor de cereja maraschino e espuma de capim-limão. Para o inverno, a combinação foi rum Zacapa 23 com licor de café e bitter de baunilha Bourbon. A borda do copo levava farinha de casca de tangerina, um ingrediente que ele mesmo prepara no bar.

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A classificação para a última prova do dia foi baseada no resultado desta prova e na soma com a pontuação do dia anterior. Na prova final, da qual participaram os uruguaios Adam Guedes e Álvaro Pereira e os brasileiros Marcos Felix (Bar., São Paulo), Rogério Souza (Subastor, São Paulo), Adriana Pino (Méz, São Paulo) e Luciano Melo (Loft Boa Viagem, Recife), o desafio era apresentar dois drinks inspirados em sua própria cidade e um punch que representasse um país que admiram.

O primeiro drink de Felix foi o Cariri, que leva Ypioca 5 Chaves, Cynar e bitter de aipo e o de Álvaro chamou-se Memorias, com Tanqueray Ten, Syrup de vinho Tannat, redução de balsâmico, amoras, morangos e lima. O brasileiro homenageou a Guatemala e o uruguaio, a Itália. A seleção dos bartenders foi um processo que envolveu visitas dos jurados aos bares para analisar o desempenho de cada profissional, desde o atendimento, interação com o cliente, criatividade das receitas, tempo e qualidade da execução dos drinks.

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