Restaurantes

Baixa Gastronomia

Após mudanças radicais, tradicionais X-Montanha e Mikado continuam bem, obrigado

Os colunistas Rafael Martins e Guilherme Caldas mostram que os dois lugares continuam fazendo sucesso!

por Rafael Martins e Guilherme Caldas Publicado em 15/10/2018 às 14h
Compartilhe

O X-Montanha continua muito bem, obrigado

Quando veio a notícia de que o prédio na esquina da Silva Jardim com a Westphalen havia sido vendido, a comoção entre a militância ogrista foi geral. Afinal, ali funcionava há quase quatro décadas um dos Templos da BG curitibana, o Montesquieu – carinhosamente referido por X-Montanha, nome de sua invenção mais famosa que leva bolinho de carne e pastel empanado no recheio. Tendo servido o último X-Montanha no dia 22 de setembro de 2017, o Montesquieu reabriu alguns meses depois, no começo de março deste ano, no quarteirão de trás.

x-montanha

Lanche X-Montanha da lanchonete Montesquieu. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

Mudou o balcão e o lugar agora tem muito mais mesas para acomodar a freguesia. Mudou também a decoração, mas não toda – o novo endereço tem reproduções do aviso, famoso entre os frequentadores do antigo endereço, sobre os malefícios do álcool.

Lanchonete Montesquieu

Fachada da lanchonete Montesquieu. Foto: Fernando Zequinão/Gazeta do Povo

O que não mudou, felizmente, foi o cardápio. Incluindo o X-Montanha, que depois de ameaçar nos deixar órfãos, continua a alimentar essas nossas andanças baixo-gastronômicas.

Preços: X-montanha – R$ 13; X-bolinho – R$ 9; X-pastel – R$ 9; Monstro – R$ 9.

O Mikado, idem

Se a Montesquieu mudou de lugar, mas não de proprietários, o inverso se deu com o Mikado, outra relíquia da BG provinciana – e, curiosamente, também uma criação de descendentes de japoneses.

Restaurante Mikado

Restaurante Mikado. Foto: Letícia Akemi/Gazeta do Povo

Desde abril de 2016 sob o comando de um ex-cliente e seus dois sócios, a casa aberta e tocada por 25 anos pelo casal Kenji e Michiko Fuku mudou pouquíssimo, a bem da verdade. Reformou-se o necessário, mas o que fez com que o fechamento do Mikado fosse chorado em 2015 continua por lá: a comida simples e saborosa.

A Equipe BG volta e meia passa lá para o almoço, e abrimos um sorriso ao ver que a merluza empanada na farinha panko e o risoles de peixe seguem sendo feitos como sempre. E fritos com aquela sabedoria oriental que faz com que nunca cheguem ao bufê encharcados de óleo. Afinal, para que novidade, se o que é bom segue sendo ótimo?

LEIA TAMBÉM:

>> Receita do risoles de peixe do Mikado

>> 5 sanduíches criados por chefs premiados

>> Carne crua: receitas de 4 países

 

Compartilhe

8 recomendações para você