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teatro

Abujamra adapta texto de Beckett

  • PorFernanda Trisotto
  • 11/02/2010 21:05
De volta a Curitiba, Antônio Abujamra diz que  “ser ator é estar no abismo” | Divulgação
De volta a Curitiba, Antônio Abujamra diz que “ser ator é estar no abismo”| Foto: Divulgação

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Conhecido pela irreverência e pelo humor ácido, o ator e diretor Antônio Abujamra apresenta Começar a Terminar no Teatro da Caixa, em Curitiba, a partir desta sexta-feira. A peça, inspirada na obra do dramaturgo irlandês Samuel Beckett com ênfase para o texto Begining to End, consumiu meses de pesquisa. Foi assim que Abujamra, Gregório Bacic e Miguel Hernandez criaram o espetáculo.

A montagem partiu de um monólogo para contar a história de um homem, uma mulher e um velho prestes a morrer. A proposta é um embate entre o que é Beckett no imaginário das pessoas, o Beckett cristalizado e o anti-Beckett. "Para mim, ele é o silêncio inconformado, a palavra calada por falta de uma melhor, mas sempre a busca de uma palavra possível, mesmo sendo impossível", diz Abujamra.

Uma proposta da peça é redescobrir um autor que anda banalizado. "Todos fazem Godot (Esperando Godot), homens, mulheres, gays. Basta ter uma salinha que já dizem: ‘vamos montar Godot’, mas esse autor é outra coisa. Montar Beckett já é por si um exercício de desconstrução, de tirar tudo até os ossos, o esqueleto. A essência é o que vale", resume.

Atuação

Para compor um universo beckettiano, no palco se veem duas grandes lâmpadas que quebram a escuridão de um cenário minimalista. Um fio condutor permeia os assuntos discutidos no palco: a morte e a iminência do fim. O tema, retratado por diversos personagens e textos distintos de Beckett, se confunde com as lembranças que vem à tona em cena e com o momento íntimo de cada ator.

Na história, aparecem personagens célebres do dramaturgo, como Krapp, Lucky, Molloy, Clov, Hamm, Watt, Malone e Vladimir. Como está em cartaz desde 2008, o espetáculo permanece em constante mudança. "O nosso processo está sempre em movimento. E como, em Beckett, tratamos da essência, qualquer mínima mudança passa a ser substancial", afirma.

Antes de ser ator, Abujamra era diretor de teatro. "Quando estreei minha primeira peça como ator, eu já tinha dirigido todos os grandes atores do teatro brasileiro. Cacilda Becker, Lilian Lemertz, o Fagun­­des...", recorda.

Agora, o lugar de Abujamra é nos palcos. "Ser diretor dá mais trabalho; ser ator é outra coisa, é estar no abismo, porque o palco é sempre um abismo. Hoje, é isso que eu prefiro", revela o ator, que se identifica bastante com o protagonista da peça, que se acha o rei da incoerência.

Cidade

Para Abujamra, cada cidade é diferente e tem suas peculiaridades. Em dois anos, o espetáculo Começar a Terminar já passou por várias capitais brasileiras e foi até Cabo Verde. Em Curitiba, a ligação é um pouco diferente: um de seus filhos, o músico André Abujamra, mora na cidade. "O público de Curitiba é generoso, mas exigente, e a cidade tem uma preocupação cultural que me agrada", explica. Outro diferencial da cidade está no clima. "O clima é ótimo. É como estar na Europa sem precisar renovar o visto", comenta.

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