No novo filme, Harry (Daniel Radcliffe) e o professor Alvo Dumbledore (Michael Gambon) estão mais próximos. A relação paternal, no entanto, não terá direito a um final feliz | Divulgação/Warner Bros.
No novo filme, Harry (Daniel Radcliffe) e o professor Alvo Dumbledore (Michael Gambon) estão mais próximos. A relação paternal, no entanto, não terá direito a um final feliz| Foto: Divulgação/Warner Bros.

Fãs se reúnem hoje à noite

Harry Potter e o Enigma do Príncipe estreia na madrugada de amanhã, mas a movimentação dos fãs começa hoje, a partir das 22h30, nas salas do Cinesystem do Shopping Curitiba. O grupo exibidor, em parceria com o Hogwarts Heaven Eventos e a Gazetinha, promove uma sessão à 0h01 de quarta-feira.

Antes da projeção, o público participa de uma série de atividades especiais – como concurso de cosplay, grito de guerra das casas e também sorteio de brindes. "O principal ponto desse evento é a amizade. No lançamento de Harry Potter e a Ordem da Fênix, por exemplo, nunca vi tanta gente conversando ao mesmo tempo. O pessoal fica mais próximo", conta Júlio Gustavo Boll (foto), 17 anos, um dos fundadores da Hogwarts Heaven Eventos.

De acordo com o adolescente, as obras de J. K. Rowling mudaram completamente a sua rotina. "A série significa para mim uma outra visão do mundo. Antes, eu ficava ligado apenas na televisão e no meu próprio mundo. Com os livros, ela conseguiu algo totalmente revolucionário e de grande proximidade com a nossa realidade", diz.

Quem quiser participar da primeira sessão de O Enigma do Príncipe precisa ficar atento. Até o fechamento da edição, praticamente todos os ingressos das três salas abertas para a exibição estavam vendidos. (CC)

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J. K. Rowling operou um verdadeiro milagre às vésperas do século 21. Em meio ao crescimento da internet e com os inúmeros avanços tecnológicos, parecia missão impossível atrair a atenção das crianças e dos adolescentes para a leitura.

Ledo engano. Em 1997, após inúmeras tentativas frustradas, finalmente a autora inglesa conseguiu publicar Harry Potter e a Pedra Filosofal pela editora Bloomsbury. A partir daí, a história da literatura infanto-juvenil passou por uma verdadeira revolução.

Com 400 milhões de exemplares vendidos em todo mundo, a série do bruxo mais famoso do mundo também faz história na tela grande. À zero hora de amanhã, para alegria dos "pottermaníacos", estreia nos cinemas Harry Potter e o Enigma do Príncipe – adaptação do sexto e penúltimo volume da saga.

Com 2h40 de duração, o longa-metragem, dirigido por David Yates, traz enormes desafios a Harry (Daniel Radcliffe). Se até então o personagem vivia cercado de dúvidas e incertezas, caberá a ele agora fazer as escolhas certas para enfrentar o inevitável confronto com Lorde Voldemort (Ralph Fiennes).

Além disso, o filme contempla o impacto da adolescência nas vidas de Potter, Rony Weasley (Rupert Grint), Hermione Granger (Emma Watson) e dos demais estudantes de Hogwarts. "Os personagens costumam enfrentar problemas muito sérios, como combater o mal, então acabamos esquecendo que eles são apenas adolescentes. Este filme tem mais elementos de comédia romântica que os anteriores, porque eles estão vivendo o primeiro amor, lidando com ciúme, insegurança e tudo mais que vem com o início da fase de namoro", explica Emma em entrevista exclusiva à Gazeta do Povo.

Com aproximadamente US$ 4,5 bilhões gerados apenas em vendas de ingressos com os cinco primeiros filmes, as estimativas são de que O Enigma do Príncipe alcance uma renda entre US$ 800 milhões e US$ 1 bilhão. "É tudo sobre sexo, drogas e rock-and-roll", conta Yates – ao definir O Enigma do Príncipe – em entrevista publicada no disse ao Daily Telegraph. "Ou, pensando bem, podemos tirar as ‘drogas’ da equação. Este filme é mais sobre sexo, poções mágicas e rock-and-roll", completa.

No elenco, a grande surpresa é a entrada do veterano ator Jim Broadbent (o professor Kirke de As Crônicas de Nárnia: o Leão, a Feiticeira e o Guarda-Roupa) como Horácio Slughorn, o professor de poções que será peça decisiva para decifrar a complexa trajetória de Voldemort. Outra novidade no elenco é Helen McCrory (A Rainha), que interpreta Narcisa Malfoy, mãe de Draco (Tom Felton) e a irmã de Belatriz Lestrange (Helena Bonham Carter), uma comensal da morte e fiel seguidora de Voldemort.

Méritos

Com 3 milhões de exemplares vendidos no Brasil (no país, as obras são editadas pela Rocco), a série Harry Potter não só despertou o interesse dos jovens pela leitura como também trouxe fôlego novo à literatura fantástica. Graças ao sucesso da saga, escritores consagrados – como J. R. R. Tolkien (O Senhor dos Anéis) e C. S. Lewis (As Crônicas de Nárnia) – foram redescobertos pelas no­­vas gerações e pelo cinema.

Isso sem falar nos autores que foram beneficiados pela repercussão em torno dos textos de J. K. Rowling: Stephenie Meyer e a saga Crepúsculo; Christopher Paolini e Eragon; entre outros nomes e obras.

Às vésperas de completar 44 anos, Joanne Kathleen Rowling deve se despedir do seu mais famoso e importante personagem com a estreia nos cinemas de As Relíquias da Morte, também dirigido por David Yates, que, devido à extensão e à complexidade do texto, foi dividido em duas partes, com estreias previstas para 2010 e 2011.

A autora, que vive com os fi­­lhos e o segundo marido na região de Edimburgo, na Escócia, tem planos de publicar novos livros e acumula uma fortuna estimada em US$ 1 bilhão. "Eu sempre soube que a história de Harry terminaria no sétimo livro, e dizer adeus está sendo tão difícil quanto sempre imaginei que seria. Eu mal posso acreditar que escrevi o final que estive planejando ao longo de todos esses anos. Nunca senti tamanha mistura de tristeza e euforia antes", disse a autora à BBC, em 2007, durante o lançamento do último capítulo da saga.

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