Hélio Oiticica na década de 1960: passistas da Mangueira e parangolés: marco nas artes do país. | Fernanda Comparth/Divulgação
Hélio Oiticica na década de 1960: passistas da Mangueira e parangolés: marco nas artes do país.| Foto: Fernanda Comparth/Divulgação

Em 12 de agosto de 1965, Hélio Oiticica (1937-1980) estabeleceu um marco na história da arte brasileira ao chegar ao Museu de Arte Moderna (MAM) do Rio com passistas da Mangueira, a tradicional escola de samba carioca, que evoluíam com seus parangolés. Rechaçado pelos funcionários do museu, o artista então decidiu desfilar do lado de fora, numa performance ainda mais poderosa daquela que imaginara.

Era a exposição “Opinião 65”, e Oiticica não estava sozinho: com ele, outros 29 artistas, brasileiros e estrangeiros, como Carlos Vergara e Antonio Dias. “Foi o início de tudo o que existe hoje no mercado de arte brasileiro, uma mudança radical,” avalia Roberto Magalhães, um dos poucos ainda vivos, no vídeo feito para a exposição “Opinião 65: 50 anos depois”, que foi aberta na última quinta-feira (17), na Pinakotheke Cultural, no Rio.

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