Os materiais do Museu do Holocausto estão organizados em um espaço de cerca de 700 metros quadrados; a maioria dos itens foi doada por instituições estrangeiras, fundações e famílias de sobreviventes | Rafael Danielewicz/Divulgação
Os materiais do Museu do Holocausto estão organizados em um espaço de cerca de 700 metros quadrados; a maioria dos itens foi doada por instituições estrangeiras, fundações e famílias de sobreviventes| Foto: Rafael Danielewicz/Divulgação

Orientações

Veja o que é necessário para agendar uma visita ao Museu do Holocausto e o que não é permitido levar:

Entrada

O agendamento prévio não confirma a visita. A equipe do museu entra em contato por telefone com quem a solicitou. É possível pedir um guia no momento da solicitação.

Idade

O museu não é recomendado para menores de 12 anos. Os grupos agendados (escolas ou empresas) devem ter no máximo 35 pessoas, e são atendidos em média 100 visitantes por período. É possível também fazer visitas sem guia. A acessibilidade para pessoas com deficiência física é garantida, sendo importante a comunicação no agendamento.

Objetos

Não é permitido entrar com mochilas ou bolsas no espaço, que devem ser deixadas no guarda-volumes. Fumar ou consumir bebidas, alimentos, balas e chicletes é proibido. O uso de celular também não é permitido. Não é possível entrar no museu com carrinho de bebê.

Imagens

Fotografias, mesmo que sem flash ou com aparelho celular, não podem ser feitas na área interna ou externa do museu. Fotografias para fins comerciais precisam de consentimento da coordenação e de um acordo assinado.

Identidade

No momento da visita, é exigida a apresentação de um documento de identificação com foto, contendo os mesmos dados utilizados para o agendamento. Indivíduos e grupos devem seguir as orientações do museu.

  • Detalhes da vida de pessoas na Segunda Guerra Mundial também fazem parte do museu. Um deles é a réplica de uma boneca guardada por uma sobrevivente
  • Pilha com livros de autores proibidos pelo regime nazista

Inaugurado em caráter oficial em novembro do ano passado em Curitiba, o Museu do Holocausto – espaço dedicado à memória de um dos episódios mais devastadores da História – foi aberto ao público no último fim de semana. Iniciativa da Associação Casa de Cultura Beit Yaacov, presidida por Miguel Krigsner, o espaço de cerca de 700 metros quadrados apresenta não só o contexto histórico que envolve o Holocausto, mas também as histórias de vida dos sobreviventes. O local recebe apenas pessoas e grupos com agendamento prévio.

As visitas guiadas duram, em média, uma hora, mas é possível permanecer mais tempo no museu. No momento, cerca de 70% do acervo (que ainda não tem um número de itens definido) não está exposto, porém serão realizadas mostras temporárias para que todo o material seja aproveitado.

De acordo com o coordenador-geral Carlos Reiss, estão programadas exposições com acervo extra (todas com o tema Holocausto) que serão trazidas de Portugal e da Argentina (essa última, de fotografia) ainda neste semestre.

Depoimentos em vídeo de sobreviventes, terminais para consulta digital, fotografias, cartazes de propaganda nazista e réplicas de bonecas de crianças fazem parte do museu. "Há na exposição a história de uma sobrevivente que retoma sua vida depois de encontrar sua boneca escondida, após a família toda morrer", conta Reiss.

A maior parte dos itens do Museu do Holocausto, segundo o coordenador, são doações dos Museus do Holocausto de Jerusalém e Washington, do Museu de Auschwitz e fundações, como a do cineasta Steven Spielberg, que contribuiu com diversos depoimentos de sobreviventes gravados em vídeo. Passaportes, fotografias e outros objetos também foram doados por filhos e netos de sobreviventes. "Visitamos muitos parentes que, às vezes, nem percebem as raridades que guardavam em casa. Essas doações foram muito úteis."

Também está nos planos do espaço desenvolver cursos específicos sobre como tratar o tema Holocausto nas salas de aula. Em março, professores e estudantes de Biologia devem se reunir para tratar do tema eugenia em encontros ministrados pelo espaço. "Queremos nos tornar um centro de referência para estudo sobre o Holocausto", ressalta Reiss.

Serviço:

Museu do Holocausto de Curitiba (R. Cel. Agostinho de Macedo, 248 – Bom Retiro), (41) 3093-7462 e (41) 3093-7461. Terça-feira, das 14h30 às 17h30; Quarta-feira, das 8h30 às 11h30 e das 14h30 às 17h30; Sexta-feira, das 8h30 às 11h30; e domingo. das 9h às 12h.

É preciso fazer o agendamento (por telefone ou no site www.museudoholocausto.org.br) com dois dias de antecedência. Grupos devem ter, no máximo, 35 pessoas. Não há mais vagas para os dias 14, 15 e 19 de fevereiro. Entrada gratuita.

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