Klingonz: principal atração do evento, banda inglesa celebra 20 anos de atividades | Divulgação/Psycho Carnival
Klingonz: principal atração do evento, banda inglesa celebra 20 anos de atividades| Foto: Divulgação/Psycho Carnival

Nem só de samba

O curitibano Psycho Carnival é apenas um exemplo de que é possível curtir os três dias de folia ao som de muita música, que não necessariamente o samba. E, ao contrário do que muitos imaginam, fugir das batucadas não é apenas "coisa de curitibano".

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  • Confira a seguir a programação completa do festival Psycho Carnival

Já é certo: quem permanece em Curitiba durante o feriadão de carnaval, mesmo que não seja um grande entusiasta da fusão entre punk e rockabilly, acaba parando no Psycho Carnival. O festival, que este ano chega à sua décima edição, já se tornou uma opção garantida tanto para fãs de psychobilly de diferentes regiões do país, quanto para aqueles que apenas desejam brincar o carnaval sem ter de aderir às festas tradicionais.

Dividido em três noites oficiais de shows (confira a programação completa e o serviço do festival no quadro abaixo) – mais os eventos paralelos, distribuídos por mais quatro datas. O Psycho Carnival 2009 reúne, ao todo, 18 bandas, entre formações nacionais e internacionais, que se dedicam ao psychobilly e outras vertentes do gênero, como rockabilly, hillbilly, punk rock e surf music.

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O line-up caprichado – este ano, a principal atração é a veterana banda inglesa Klingonz, que celebra 20 anos de atividades – segundo Vlad Urban, organizador do festival, é o que vem atraindo cada vez mais pessoas ao evento. "Hoje é possível dizer que pelo menos 50% do público do Psycho Carnival vem do interior do Paraná e de outros estados como São Paulo, Minas Gerais e Santa Catarina. Já somos o maior festival de psychobilly da América Latina", orgulha-se.

A grande visibilidade conquistada pelo evento ao longo dos anos, além de muita experiência – "A vida do produtor de festivais independentes é muito complicada", desabafa Urban –, trouxe também o reconhecimento da Prefeitura de Curitiba. Este ano, o Psycho Carnival conta com o apoio da Fundação Cultural de Curitiba (FCC), por meio do edital Festival de Música Independente. A parceria possibilitou aos organizadores sanar uma das principais críticas do público às últimas edições do festival: o alto preço dos ingressos.

Se, no ano passado, os convites custavam de R$ 20 a R$ 40 por noite, nesta edição, estão vendidos a R$ 10. "Além de termos conseguido baixar o preço dos ingressos, o aval da FCC foi muito importante durante as negociações por patrocínio, que ficaram bem mais fáceis. Fora a tranquilidade que nos dá o fato de não dependermos do dinheiro arrecadado com a bilheteria para pagar as contas do festival", respira aliviado o organizador.

Outra novidade desta edição, é a realização da 1ª Oficina de Rock de Curitiba, em que três músicos da cena psychobilly local – Mutant Cox (Sick Sick Sinners), Johnny Larápio (Hillbilly Rawhide) e Marcio Tadeo Araújo Gouvea (Os Cervejas) – irão ministrar aulas gratuitas de guitarra, baixo e bateria, respectivamente. Com dez vagas cada uma, as oficinas, para surpresa dos professores e organizadores do festival, já estão lotadas. "Ficamos muito felizes e orgulhosos, mas, ao mesmo tempo, lamentamos por tanta gente ter ficado de fora. Para o ano que vem, vamos pensar em uma maneira de aumentar o número de vagas", explica Urban.

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