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Johnny Depp e sua caracterização peculiar em “Aliança do Crime” | Claire Folger/Divulgação
Johnny Depp e sua caracterização peculiar em “Aliança do Crime”| Foto: Claire Folger/Divulgação

A era pós “Piratas do Caribe” não tem sido generosa com Johnny Depp. Seu filme mais recente, “Mortdecai – A Arte da Trapaça”, foi massacrado por críticos e ignorado pela audiência. Mas o público adora uma história de redenção e “Aliança do Crime” era exatamente o que Depp precisava.

Foi Scott Cooper (“Coração Louco”) quem trouxe Depp à adaptação da famosa história de James “Whitey” Bulger, gângster americano que controlou o submundo de Boston nos anos 70 e 80. Cooper é um ótimo diretor de atores – em “Coração Louco”, Maggie Gyllenhaal e Jeff Bridges foram indicados ao Oscar, e Bridges ganhou sua primeira estatueta. O início da produção de “Aliança do Crime” foi conturbado. Cooper e Depp não se entenderam e o ator quase desistiu do projeto durante a negociação de pagamento e contratos.

Passado o confronto inicial, Johnny Depp, na melhor performance de sua carreira, brilha como o personagem principal. Leva um tempo para se acostumar com seus dentes de ouro, lentes de contato azuis e cabelo loiro, mas depois do estranhamento inicial, Depp encarna a frieza quase não humana de Whitey Bulger.

O enredo é sobre a volta de Whitey a Boston depois de passar dez anos preso em Alcatraz. Ele é um peixe pequeno num submundo tomado por rivais e gangues mais poderosas. A grande chance de expandir seu domínio chega como uma ajuda inesperada, oferecida por John Connolly (Joel Edgerton), agente do FBI. As intenções de John não são boas, ele quer fama, glória e dinheiro, e forma a aliança com Whitey por causa da grande amizade de infância entre os dois. Além do escudo do FBI, Whitey tem também a ajuda do irmão, Billy Bulger (Benedict Cumberbatch, com incrível sotaque do sul de Boston), senador pelo estado de Massachusetts.

Filmes de gangsters são parte do imaginário americano, tão populares que são considerados um gênero próprio – o filme noir. Hoje em dia é difícil conseguir achar uma nova maneira de contar a história de um chefe de gangsters sem cair na mesmice – e mesmo assim, Cooper triunfa ao construir um noir moderno.

“Aliança do Crime” é um filme elegante, de ritmo constante e intrigas envolventes. A aliança complicada entre política, polícia e criminosos não é preto no branco. Ter Whitey como informante traz informações valiosas para o FBI, mas a qual custo? À medida que os personagens se envolvem em uma trama cada vez mais enroscada – com tiroteios, mortes e muita chantagem – mais perto da escuridão todos ficam. No Brasil o filme estreia no dia 12 de novembro.

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