Documentário “Rabo de Peixe”, que abre o festival, traz voz autoral de cineastas portugueses. | Divulgação
Documentário “Rabo de Peixe”, que abre o festival, traz voz autoral de cineastas portugueses.| Foto: Divulgação

Consolidado como um dos principais eventos culturais da cidade, a quarta edição do Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba começa nesta quarta-feira (10) com uma programação ampla –até o dia 18, serão exibidos mais de 90 filmes de todo o mundo. Neste ano, o festival ganha “outra casa”: além do Espaço Itaú de Cinema, o Cinesystem Curitiba também terá projeções.

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Atividades como oficinas e o Seminário de Cinema de Curitiba, que fará uma série de debates sobre a linguagem cinematográfica, além do Encontro de Negócios, voltado para profissionais da área de cinema, também serão concentrados em locais que abrigam os dois cinemas, como a Livraria Cultura (Shopping Curitiba), e o Centro Europeu (Shopping Crystal). “Centralizamos tudo em duas quadras de diferença para que as pessoas aproveitem e possam se movimentar”, explica um dos diretores artísticos do festival, Antônio Junior.

Mostras exibem filmes de diretor “desconhecido” e obras clássicas

A novidade do quarto Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba são duas novas mostras: Foco e Olhares Clássicos.

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O Olhar começa às 20h30 com a exibição do documentário “Rabo de Peixe”, do cineasta português Joaquim Pinto. No ano passado, seu delicado “E Agora, Lembra-me?” foi o vencedor da Mostra Competitiva. No novo documentário, Joaquim e Nuno Leonel, seu companheiro, retratam a pequena comunidade dos Açores, que vive da pesca artesanal – as filmagens foram iniciadas no início dos anos 2000, e eles resolveram retomar o trabalho.

Suspense “Reality” é um dos destaques da Mostra Competitiva do Olhar de Cinema.Divulgação
Olhar de Cinema – Festival Internacional de Curitiba

Espaço Itaú de Cinema (Shopping Crystal – R. Comendador Araújo, 731) e Cinesystem Curitiba (Shopping Curitiba – R. Brigadeiro Franco, 2.300). De 10 a 18 de junho. R$ 6 e R$ 3.

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Antônio assistiu ao documentário no Festival de Berlim, em fevereiro, quando estreou internacionalmente. “É um cineasta do qual gostamos muito, e o filme tem uma linguagem autoral que é muito importante para nós. Eles fazem um trabalho brilhante. O filme é muito bonito, apaixonante, tem uma relação de extrema ternura do Joaquim com os seus personagens”, diz. Os dois cineastas, que não puderam vir ao festival por motivos de saúde, enviaram uma mensagem gravada, de oito minutos, que será exibida antes do documentário.

O Olhar de Cinema é dividido em nove mostras (veja a programação nas páginas 4 e 5). Duas delas novas, como a Foco e a Olhares Clássicos. O festival traz ainda o tradicional Olhar Retrospectivo, com um diretor único como atração e que, neste ano, celebra a obra do francês Jacques Tati (1907-1982). Além de clássicos, como “Meu Tio” (1958), a mostra terá filmes inéditos no país e a presença, no dia 15, de Stéphane Goudet, considerado o maior especialista na obra de Tati, que ministrará uma masterclass (o evento terá tradução simultânea).

Na Mostra Competitiva, o público terá acesso a diferentes estilos entre os dez longas-metragens selecionados. “É uma mostra que pega de tudo, vamos do céu ao inferno”, brinca Antônio, em referência a dois filmes: “Story of Judas”, do argelino Rabah Ameur Zaimeche, e “Lúcifer”, de Gust Van Den Berghe. Outros imperdíveis são a coprodução Brasil-França “A Misteriosa Morte de Pérola” e “Reality”, sobre um pacato cinegrafista que quer dirigir um filme de terror.

“Vai numa linha surreal, com um estilo [que lembra] David Lynch. A gente vai se questionando, e aparece um filme dentro de um filme. É uma história que vai te puxando cada vez mais”, diz.

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