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“La La Land” pode quebrar o recorde de prêmios em uma edição | Dale Robinette /Divulgação
“La La Land” pode quebrar o recorde de prêmios em uma edição| Foto: Dale Robinette /Divulgação

Neste domingo (26) o mundo vai saber quem foram os melhores do cinema em 2016. Tá, não é bem assim, mas para quem gosta de cinema sempre tem algo de divertido em acompanhar a cerimônia do Oscar. Saber qual será o melhor filme, conferir se as previsões se confirmam ou aparece alguma surpresa, reclamar do resultado depois... Mas, para nossa tristeza, a edição de 2017 já chega com ares de jogo decidido. A menos que ocorra uma catástrofe, a equipe do musical “La La Land” deve iniciar a madrugada de segunda carregando uma penca de estatuetas.

Confira a lista completa dos indicados

O filme do jovem diretor Damien Chazelle surgiu no final de 2016 com pinta de campeão. Com uma tática que ressurge de tempos em tempos e parece certeira junto aos membros da Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, resgatou o gênero musical, reciclando influências clássicas e colocando umas pitadas modernas. Primeiro, a crítica babou, mas depois vieram os haters que disseram que o filme não é tudo aquilo.

No cinema, na TV ou na internet: saiba onde ver os filmes indicados ao Oscar

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Mesmo a onda de rejeição não foi suficiente para impedir “La La Land” de emplacar 14 indicações (igualando o recorde de “A Malvada” e “Titanic”) e se manter na dianteira do favoritismo nas principais indicações. É difícil, mas não impossível que supere o recorde de troféus em uma edição (11, de “Ben-Hur”, “Titanic” e “O Senhor dos Anéis: o Retorno do Rei”).

Dos outros oito concorrentes a melhor filme, o único que pode (de longe) representar alguma ameaça é “Moonligth: Sob a Luz do Luar”, de Barry Jenkins. A favor do drama sobre um traficante homossexual pesa a temática e o protagonismo negro, ausentes na duas edições anteriores e motivo de protestos. A produção ainda faturou o Globo de Ouro de melhor filme dramático e o prêmio do Sindicato dos Roteiristas. “Estrelas Além do Tempo” ganhou o prêmio do Sindicato dos Atores e também aborda a temática racial. Ainda assim, é pouco provável que desbanquem “La La Land”.

Surpresas possíveis

Se alguma surpresa é possível, ela deve aparecer nas categorias de ator e atriz. Entre os homens, Casey Affleck disparou na frente por sua vigorosa atuação em “Manchester à Beira-Mar”, mas nas últimas semanas perdeu força para o veterano Denzel Washington, de “Um Limite Entre Nós”. E, claro, também tem Ryan Gosling que não pode ser desprezado por “La La Land”.

Onde ver o Oscar

A partir das 21 horas pelo canal por assinatura TNT e pela internet, na página da rede ABC. A Gazeta do Povo também acompanha a premiação.

Em relação às mulheres, a disputa está mais em aberto. Emma Stone tem um pequeno favoritismo por “La La Land”, mas depois que a francesa Isabelle Huppert surpreendeu no Globo de Ouro conquistando o prêmio de atriz dramática por “Elle”, há quem diga que ela tem as maiores chances. E tem ainda Natalie Portman, que arrebatou os críticos interpretando um ícone da cultura americana, a ex-primeira-dama Jacqueline Kennedy em “Jackie”.

Nos coadjuvantes tudo se encaminha para as vitórias de Mahershala Ali por “Moonlight” e Viola Davis por “Um Limite Entre Nós”. Longe dos intérpretes de carne e osso, não deve ter para ninguém. “Zootopia” leva para os estúdios Disney mais um Oscar de animação.

Barbadas da noite

Além da vitória de “La La Land”, veja outros quatro fatos que, com certeza, vão acontecer durante a cerimônia de entrega do Oscar:

Discursos anti-Trump

Já se tornou praxe em qualquer evento em território americano onde haja artistas presentes usar os microfones para discursar contra o presidente Donald Trump. Especialmente para atacar sua política anti-imigração. No Oscar não seria diferente.

Igualdade racial em debate

Após o #OscarSoWhite a Academia não quis dar margem para questionamentos e indicou vários atores negros e filmes com temática racial. E alguns deles (com mérito, é bom que se diga), vão sair premiados e não deixarão o assunto preconceito ficar de fora.

Apresentação meia-boca

Com a queda na audiência e o crescente desinteresse do público em acompanhar a cerimônia do Oscar, a Academia tem testado novos apresentadores. Neste ano será o comediante Jimmy Kimmel, que tem talento, mas dificilmente vai escapar da fórmula batida dos últimos anos.

Números musicais insossos

Os números musicais já foram um dos grandes atrativos da noite do Oscar. Há muito tempo, porém, foram perdendo espaço e ficando cada vez mais formatados, com apresentações que variam entre o brega e o entediante.

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